Adolescentes à procura de amor

Olá, adolescentes! Você está pronto para uma incrível história de amor de aventura? Baixar o novo jogo por Midva Adolescente Esmagar História de Amor de Jogos para Meninas e crie a sua própria história de amor com o mais atraente personagens, efeitos visuais excelentes, e complicado escolhas. Você está procurando alta jogos de escola do ensino médio amor enredo? Dois adolescentes são presos acusados de praticar assalto – patrulha da cidade – TV ponta negra. tvpnk1. 12:44. Ep. 2 Adolescentes vão ter filho, e pais deles fazem questão que os dois se casem. Memorial Gloria Pires. 0:57. Carro furtado em Marechal é recuperado pelo Choque; dois adolescentes foram apreendidos e um homem preso. Aos vinte e poucos, você fica condenando os adolescentes se beijando no ponto de ônibus. Na adolescência, você assiste filmes com a sua mão em uma parte qualquer do corpo da sua cara-metade para provar que você está em um relacionamento muito sério. Aos vinte e poucos, vocês tuítam durante os filmes em vez de conversarem um com o outro. A porta dessa influência é o amor, e, de acordo com o dr. Gary Chapman, a chave para abri-la está em aprender a expressar esse amor numa linguagem que faça sentido para seu filho ou sua filha adolescente.Além de contribuir para o aperfeiçoamento da comunicação, As 5 linguagens do amor dos adolescentes discute alternativas para evitar ... Mudanças de corpo, de comportamentos, de amigos, um sem fim de transformações com que os pais vão ter de se confrontar. Agora, mais do que nunca o seu poder de argumentação e negociação vai ser posto à prova. No entanto, não esqueça que os adolescentes precisam do seu carinho e da sua protecção. O amor chega a cada um de forma diferente, porque cada pessoa vive-o e sente-o à sua maneira. As circunstâncias são tudo e o amor pode ver-se estragado ou beneficiado por elas . O nosso “ontem” condiciona o nosso “hoje” e, se tivemos experiências nefastas, tendemos a agir com receio, insegurança ou aversão. 5. Match.com. É considerado como um dos mais populares sites de namoro on-line em os EUA Ele faz jus à sua garantia de 'fazer amor acontecer'. Mais precisamente, este site tem impulsionado os adolescentes mais simples para mais datas, relacionamentos e até casamentos do que outros sites de namoro.

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2020.09.10 23:51 Helamaa 😳👉🏻👈🏻

a carência tá imoral e eu tô procurando uma namoradinha, se vcs conhecerem alguma mina que tenha esses requisitos, me avisem redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, , jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, fã da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gameri, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memorização de baralhos, timida, mãe de pet, hidratada, não consumidora de açucar, saudável, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipnóloga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que não tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Raça: nórdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Crânio: dolico ou mesocefálico Óculos: não Aparelhos: não Queixo furado: não Covinhas: não Orelha presa: não Orelha de abano: não Franja em V: não Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: não Graduação: apenas cursos voltados à pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matemáticas: sim Idiomas: fluência em inglês e mais outro idioma Álcool, cigarro, drogas: não, nenhum Personalidade: introversão Cultura: europeia ocidental RELIGIÃO: Cristã Ortodoxa Gostar de escutar rogério skylab:
Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab. O humor é extremamente sutil e, sem uma compreensão sólida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador médio. Há também a visão niilista de Rogério, que está habilmente tecida em sua caracterização - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os fãs entendem essas coisas; eles têm a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas não são apenas engraçadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseqüência, as pessoas que não gostam de Rogério Skylab são verdadeiros idiotas - é claro que eles não apreciariam, por exemplo, o humor no bordão existencial de Rogério "Chico Xavier é viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que é uma referência criptíca para o épico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas coçando a cabeça em confusão enquanto as músicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos… como eu tenho pena deles. E sim, a propósito, eu tenho uma tatuagem do Rogério Skylab. E não, você não pode vê-la. É só para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antemão que possuem um QI com diferença absoluta de no máximo 5 pontos do meu (de preferência para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no chão + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + café gelado sem açúcar + hipismo + compilação mitadas Enéas + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + meditação iasd + músicas para concentração, foco e inteligência + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + essência de morango da turma da mônica no narguilé + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + óculos do aécio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do estádio + canal Ultras World + LibreFighting + Operation Werewolf + comprar os artigos do Paul Waggener + Centhurion METHOD + humilliation exposure com a finalidade de criar uma crosta na sua mente capaz de desenvolver uma resiliência que resiste à humilhação como se ela fosse nada + tomar banho descalço em chuveiro de academia com chão mijado + musculação caseira + hackear o sono + Empreender + 10 livros de auto ajuda por mês + PUA + Selo super fã da fúria e tradição + Biokinesis + 432hz music + Mexer o pau sem piscar o cú + meditação transcendental + veganismo + minoxidil para cultivar uma barba + filmografia Jason Stataham + assistir vikings + redpill + ir no cinema sozinho + treino saitama + coach quântico + enema de café + dieta lair ribeiro + agua alcalina + O Método de Wim Hof + sabedoria hiperbórea + artigos da Nova Resistência + Biblioteca do Dídimo Matos + dormir virado pra patede assoviando no escuro pra espantar o curupira + dar 3 pulinhos toda vez que levantar da cama + dizer amém quando um 1113 azul passar por você na rua + 100 flexões por dia + 6 meses de jelq + injaculação guiada + sociedade thule + energia vril + chapéu de alumínio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anotações smiliguido + pedir a bênção ao carteiro toda segunda de manhã + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar café + exercícios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercenários + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabeça + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + vídeos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atlântica de madrugada + ouvir músicas em velocidade aumentada + canto gregoriano árabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situaçoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com formandos da UFPR no Jardim Botânico + Radiestesia para harmonizar vibração da casa + Metatron 432HZ no YouTube entoando a oração EU SOU + ler O Código da Vinci + Jesus Quântico + Barra Fixa na praça de madrugada escutando audiolivro do Jordan Peterson na voz do cara dos Fatos Desconhecidos + grupo POPEYE AFIANDO A PIKA + MyInstants AEEE KASINAO + Memes do Fausto Silva + ler O Evangelho dos Animais + stories do Copini no Instagram + Canal SocialGames7 com Gustavo Gambit e CIA + textos de Raphael Machado (Nova Resistência) + ser ex-membro do grupo Comunismo Ortodoxo + Monja Coen + Fazer origami com papel do bis + perder dinheiro com maquina de pegar ursinho + fumar palheiro com o avô + quebrar palito de dente no meio depois que usar + rezar Pai Nosso em aramaico + tentar se comunicar com o ashtar sheran + virar catequista e passar Plínio Salgado para as crianças + Limpeza de 21 dias de São Miguel Arcanjo + arrancar a fimose comendo cu apertado de galinha caipira + Regata branca WifeBeater com calça jeans clara e bota marrom + Ingressar na legiao estrangeira + Comprar toras de eucalipto pra reproduzir o centurion method mas nunca começar o treinamento + vender máquina de cartão de crédito + ler os escritos do Unabomber + Escutar a discografia do Paul Waggener + ler todos os livros do Pavel Tsatsouline + ouvir rap eslavo de cunho político suspeito + café com um cubo de manteiga dentro precedendo a primeira refeição do dia + beber 2L de leite por dia + Stronglifts 5x5 + Dieta Cetogênica + Canal Jason PROJETO GIGA + Cd do TRETA + comprar torre de chopp no prensadão + 2 cápsulas de Tadalafellas antes do sexo + só comprar comida japonesa importada pra dieta + comer arroz sem sal com peixe cru sem tempero enrolado em folha do fundo do mar + memes da página Dollynho Puritano + Deus Vult na capa do Facebook + acessar o dogolachan pelo computador da escola pra postar fanfic gay do Gilberto Barros + Trollar atendentes do mcdonalds no habbo hotel + ligar para o Motel Astúrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n°18 com portão vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibiótico no café da manhã + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos últimos meses falando "dur hur você não sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e não encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou tão óbvia, que eles não tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo vídeo, NÃO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudanças climáticas naturais, junto com a separação gradual dos continentes, é que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma região muito especifica. Agora só falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpretação de pessoas que não sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. São apenas aves e mamíferos ancestrais de milhões de anos atrás. E antes que eu me esqueça, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
É fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. Não há um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente são tão simples. Entretanto, com estudo e meditação o caminho começa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que você quer começa com noções do pensamento Helênico. Entenda que boa parte da visão de mundo cristã vem da antiguidade clássica, principalmente as noções de harmonia e belo. Não te peço para ler tudo o que já foi jogado ao chão pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia básica dos quatro humores gregos, e que essa é uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles serão utilizados no futuro de forma metafórica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado não há conexão com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem é Platônica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da confluência da cultura grega com a egípcia, incluindo a alquimia. A tábua esmeralda é um texto obrigatório. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alquímica, porque será importante para você no futuro. É dentro da alquimia que irão discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). Não se pretenda nenhum mestre dos espagíricos, porque os químicos farão isso melhor do que você. Entenda que não havia essa separação absoluta entre o material e o espiritual, então os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da história. Entenda também que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros à química.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja difícil dar atenção à Cabala Judaica com o surto conspiracionista chanístico sobre a índole de todo um povo, mas querendo ou não o judaísmo é o Pai da fé cristã, sendo Jesus judeu. Entenda que a árvore da vida é um estudo sobre Deus e suas emanações, e dela virá uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar também tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Evangelion Fullmetal Alchemist K-on! Naruto Shingeki no Kyojin Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora♥️ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky☆Star Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama♪ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka☆Magica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
NÃO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavrões As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos 🍷, isso é coisa de dama) As que vão para balada, festa, rave etc As que postam foto com decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando você colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em várias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a única coisa que você faz é que as pessoas tenham desejo sexual por você, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que você vai ficar tão emocionada com os 500 likes, 120 comentários e as inúmeras mensagens privadas! Você vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles não se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, não importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educación con seu sonrrisa,
As que já ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um único ano As que não trabalham ou estudam (ou que estão em um curso irrelevante de humanas) As que não sabem o básico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que estão pedindo presentes sempre As que já estão comprometidas As não gostam de crianças ou dizem que não querem ter filhos (pessoas que não querem ter filhos não são confiáveis) As que tem piercing de bufalo
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2020.07.16 16:48 0TW9MJLXIQ Texto de Kampz no SerBenfiquista

Vou ser absolutamente sincero, estou completamente esgotado do Benfica...
Podem dizer que isto não é o Benfica, que é o SLV, mas a verdade é que o meu dinheiro vai para esta instituição e os atletas que a representam "jogam" em nome do Sport Lisboa e Benfica com o manto sagrado e o nosso emblema, o tal que não serve para chineses ao peito.
Se isto não é o Benfica é culpa nossa - dos sócios - que deixaram o clube ser tomado de assalto por um cavalo de troia, carregado até ao tecto de dragartos e mercenários, e que não era feito de madeira mas sim totalmente transparente.
Mais, é culpa nossa irmos para 17 anos disto e nunca termos feito nada relevante para mudar, encolhendo os ombros e deixando passar pelos pingos da chuva, como se nada fosse, uma notícia de (mais) um desfalque ao clube no valor de 2 milhões de €.
Ao contrário do que já fiz no passado, não tenho paciência para ir procurar e trabalhar dados, pelo que cito o excelente post acima, resumindo do seguida em que se tornou o nosso clube:
Certamente me esqueci de muito e em muitos pontos tanto mais poderia ser dito... Mas é o meu desabafo. E que se desengane quem ache que é pelo título do Porto, na verdade só agora fui à internet confirmá-lo!
O problema do Benfica não se resolve com JJ ou 100M€ em transferências, ou com a saída de algumas peças da estrutura. Tem que sair o Presidente e toda a corja responsável, ou que legitima, uma gestão absolutamente danosa e corrupta, com dano muito material no clube.
A única solução para isto é:
1.1) Garantir que as eleições não são marteladas (muito difícil); 1.2) Se tal não for possível, correr com o Vieira nem que seja ao pontapé; 2) Fazer uma auditoria forense fortíssima ao clube, custe o que custar; 3) Com base nas evidências, colocar em tribunal todos aqueles que tiverem lesado o clube; 4) Também com base em evidências, despedir com justa causa quem for necessário; 5) Negociar a saída de todos os restantes mercenários que nada acrescentem; 6) Encostar o "lixo" que não conseguirmos limpar nos dois pontos anteriores; 7) Contratar Benfiquistas competentes e sérios para os cargos relevantes; 8) Implementar mecanismos de controlo interno que impeçam a pilhagem do clube; 9) Garantir uma gestão financeira responsável e equilibrada do clube, por profissionais de topo; 10) Implementar uma gestão desportiva profissional e ambiciosa, em todas as modalidades; 11) Investir no fortalecimento dos laços perdidos entre Benfiquistas e Benfica; 12) Rever os estatutos (e.g. limitação de mandatos) de forma a restabelecer a democracia.
Reparem que o desporto - o core business e objetivo fundamental - só aparece no ponto 10! É que há tanto a fazer de limpeza antes para garantir que conseguimos repor o que nos foi roubado e ter um clube (e SAD) preparados para gerir o Benfica como deve ser...
Se não é em Outubro, para mim, acabou.
E mesmo para os vieiristas, acabará pouco depois.
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2020.06.23 03:01 drek92 (FEIO) Me preocupo com os outros

Bom, não sei por onde exatamente começar. Quinta-feira, da semana passada, apaguei o meu facebook e o Instagram, estava fazendo mal pra minha saúde mental, tinha mania de ficar fazendo comparações tanto esteticamente quando financeiramente, bom, imagino que todos passam por isso. Toda vez que eu postava uma foto, ficava preocupado com quantas curtidas eu tinha, e no final quando eu via quantas eu recebia, ficava um pouco pra baixo. Eu me acho feio, mas em contrapartida, outras pessoas me acham bonito, falam que sou parecido de fisionomia com o Henry Cavill, principalmente com Adam Lavine ou ator da série YOU, da netflix. No tempo de faculdade, eu tinha saído de um relacionamento e uma amiga veio me consolar, me ajudando a superar e etc, e como todos sabem, final de relacionamento a gente sempre pensa: "Ninguém vai me querer, nunca vou encontrar alguém como a fulana, o sexo era muito bom, vou sentir saudade e blá blá blá..." Bom, eu falava pra ela que me acho feio, e ela dava risada, diz que eu deveria começar a olhar pros lados, pq o que eu digo não é verdade e que apenas estou com a autoestima baixa.
Depois dessa introdução, desde que entramos em quarentena, eu refleti várias coisas sobre a minha vida, e até sobre a vida dos outros, enquanto escrevo esse texto, imagino que milhões ou até bilhões de pessoas estão sofrendo por ai, sofrendo por amor, sofrendo por uma morte de um ente querido por causa do Covid-19, sofrendo por discussões com familiares, sofrendo por estar em depressão ou na solidão, sofrendo por não ter amigos ou uma namorada ou alguém pra compartilhar momentos, enfim, diversos sofrimentos que são inúmeras.
O ponto que eu quero chegar é sobre a beleza, sim a beleza física, estética, a beleza exterior. Ultimamente vejo vídeos de psicologos e psiquiatras, nessa quarentena fiz uma maratona de videos do canal Neurovox, do psiquiatra Pedro Calabrez (não sei se vocês conhecem), ele se baseia em tudo que é cientifico, como por exemplo: Como superar uma relação, (nome do vídeo é "a dor do coração partido") E ETC... enfim, esse post não é sobre relacionamento mas sobre as dores das pessoas sobre a estética.
Em algum vídeo dele vejo pessoas totalmente desanimadas com a própria aparência, provavelmente é em algum vídeo sobre se afastar das redes sociais e comparações com outras pessoas nas redes sociais, e isso me levou a pesquisar afundo em blogs, videos no youtube e etc.
Teve um camarada, daqui do Reddit, que escreveu um post dizendo que odeia pessoas bonitas, e etc, cara, aquilo mexeu comigo por dentro. Sou uma pessoa muito empático, e me imaginei na pele dele, e me imaginei na pele de outras pessoas, pessoas que comentam e que eu consigo sentir, através das letras, o sofrimento da pessoa em saber que é feia, que não têm os atributos que a sociedade procura e que nunca irão se relacionar com as pessoas. Hoje foi o estopim pra eu desabafar sobre isso pq estava assistindo um video de um canal Alphalife e o nome do titulo é: " Se Você É Feio, Pobre e Tímido, Faça Isso..." vi os comentários das pessoas e aquilo me deixo tão, mas tão mal que não sei descrever pra vocês. Um dos comentários que me marcou foi de um camarada que dizia assim: "Eu sou muito feio, e sinto raiva de mim, tenho 1,65, tenho uma cabeça pequena, corpo pequeno "meio" que esguio, entrei pra academia pra ver se melhorava mas ficava totalmente desproporcional, parecia que meu corpo crescia mas minha cabeça ficava muito pequena..." e bom ele disse outras coisas que me fez colocar no lugar dele, pelo comentário dava pra ver o sofrimento desse rapaz. Se tiverem sorte procurem lá o comentário....
Tenho amigos e amigas de outros estados, sou de Porto Alegre, e quando comento com eles, quando digo que sou feio, eles tiram sarro de mim, o que mais falam é: "Fulano, tu é o cara mais sortudo desse país, tu mora no paraíso, aliás, se tu morasse aqui, tu farias sucesso com as mulheres", bom, quando dizem que moro no paraíso, vocês imaginam que Rio Grande do Sul só têm pessoas bonitas (bom realmente têm, mas as mulheres se acham e são estupidas só pq são bonitas, têm grana e etc, e isso vale para os homens também).
Como eu falei anteriormente, eu me acho feio, mas outras pessoas me acham bonito, até lindo me chamam. Daí vocês devem tá se perguntando, mas se as pessoas te acham bonito, pq não aceita? a reposta é, não sei, me acho normal, tenho 1,76, sou formado (enfermeiro), tenho 28 anos, faço academia pra manter o corpo em forma e manter minha saúde mental saudável - meus pais tiveram AVC (AVE cientifico); meu pai teve o hemorrágico ficou com sequela, minha mãe o isquêmico, não ficou com sequela - então, tenho a pretensão de ter AVC, e por isso, faço academia, mas não fico tirando foto do espelho pra postar nas redes (não tenho mais). Pela genética, meu cabelo é ralinho (mas tenho cabelo), tenho as "entradas", quase que iguais do ator Henry Cavill ou do ator que faz a série YOU da netflix, (pra terem uma ideia) elas não são tão acentuadas, e nunca me incomodaram, até pq tive 4 namoradas, isso nunca foi um empecilho. Meu pai é feio (sim ele é, até quando jovem, vi por fotos), em contrapartida, minha mãe era linda, ela têm fotos guardadas até hoje, vocês não têm noção de quão linda ela era, ela mesmo dizia que, poderia ter tido qualquer homem aos pés dela, e de fato, as amigas e irmãs dela me falam isso direto. Pode ser que essa "beleza" herdei dela, minha irmã é linda, principalmente quando era adolescente e mais jovem, os caras babavam por ela.
Dito tudo isso, mesmo me achando feio, tenho sorte de ter herdado essa "beleza" da minha mãe, mesmo meu pai sendo feio. Mas o desabafo é, eu sinto pena das pessoa que realmente não conseguem se relacionar, não conseguem uma namorada ou até mesmo sexo pq a outra pessoa se importa muito com a aparência. Bom, a verdade seja dita, sim, principalmente nos dias atuais as pessoas se importam com aparência, ninguém namoraria com alguém feio, alias eu já namorei, sempre caguei pra opinião alheia, e essa questão de que BELEZA É RELATIVO, DESCULPA, MAS NÃO É RELATIVO NADA.
Além de ser um desabafo, gostaria de saber da opinião de vocês? Vocês têm amigos ou amigas que são feios e que, sofrem por isso? Eu sinceramente não consigo me expressar muito bem, mas, o que posso resumir de tudo que falei é, eu fico com muita pena das pessoas que não conseguem se relacionar amorosamente pq a beleza física impede que isso aconteça. Vejo comentários tanto aqui no Reddit, quanto nos videos do Youtube pessoas infelizes com suas aparências. Quando ando pela rua com alguma amiga ou amigo, sempre tem um que fala: "Olha ali, o fulano é feio, não ficaria ou me relacionaria com ele/ela" Daí de imediato eu me coloco na pele da outra pessoa e tento imaginar o quão dolorido isso deve ser, as pessoas falarem isso.
Por mais que eu seja jovem, "bonito" para outras pessoas, formado, tive 4 relacionamentos, pra mim, as 4 ex namoradas eram bonitas, aproveitei o sexo, o sexo era maravilhoso, mas e as pessoas que são "feias", será que elas tiveram esse privilegio de amar e serem amados? Não sei como expressar, com o falei.
Eu tento ao máximo não me comparar fisicamente e financeiramente com outras pessoas, até pq, tem um vídeo desse psiquiatra que mencionei anteriormente que é "PARE DE SE COMPARAR COM OS OUTROS" e " PARE DE SE INTERESSAR PELA VIDA DE PESSOAS QUE NÃO FAZEM DIFERENÇA NA SUA", e esses videos me ajudaram muito, além de me dar forças pra excluir as redes sociais, me dá força de não me comparar com ninguém, mas eu sou tão empático que além de me colocar no lugar da pessoa eu não consigo em não me comparar com outra pessoa, gostaria profundamente que todos, TODOS, fossem bonitos e assim, ninguém sofreria, e teríamos TODOS uma vida feliz aqui na terra, lembrando que estamos apenas de passagem e que a vida está passando rápido demais, quase que em um piscar de olhos, e olha que tenho 28 anos, e to percebendo isso.
Forte abraço pra quem leu.
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2020.06.01 01:26 altovaliriano Shae (Parte 1)

Uma prostituta aprende a ver o homem, não seu traje, caso contrário acaba morta numa viela.
(ACOK, Tyrion X)
A primeira vez que conhecemos Shae, ela já está fora da tenda de Tyrion, dividindo uma fogueira com Bronn, Podrick, um criado e um cavalariço.
Eu gosto de mencionar Podrick, o criado e o cavalariço, pois muito se fala sobre Bronn e Shae serem agentes de Tywin ou de outra pessoa, mas muito mais fácil que os informantes sejam estes servos a quem Tyrion não presta atenção nem tem qualquer relação especial. Shae trabalhar para outra pessoa é algo que abordarei ao longo do texto.
Retornando, quando Shae nos é apresentada percebemos o quão esperta a garota é. Sua primeira fala no livro já é uma demonstração de autonomia e articulação.
É ela? – perguntou a Bronn.
Ela se ergueu num movimento gracioso e olhou para ele, da majestosa altura de um metro e meio ou mais.
É, senhor, e ela pode falar por si mesma, se assim quiser.
(AGOT, Tyrion VIII)
Já sua segunda fala nos deixa claro que Shae tanto é ousada quanto divertida, capaz de entreter de Bronn a Tyrion.
Sou Tyrion, da Casa Lannister. Os homens chamam-me Duende.
Minha mãe chamou-me Shae. Os homens chamam-me… com frequência.
Bronn deu risada, e Tyrion teve de sorrir.
(AGOT, Tyrion VIII)
Mas esta troca de palavras inicial não serve apenas para que saibamos sobre as qualidades mentais de Shae. Em meio ao atrevimento e piadinhas espertas, temos os primeiros indícios que Shae já é uma prostituta experiente.
Mais tarde, em A Fúria dos Reis, saberemos que Shae contou a Tyrion que era abusada sexualmente pelo pai e que fugiu de casa. A forma trivial como o assunto é discutido entre Tyrion e Shae parece reforçar a ideia de que este passado trágico não é recente e que Shae já se prostitui há algum tempo.
Outro momento em que a experiência de Shae fica clara é quando a garota negocia seu futuro relacionamento com Tyrion. Primeiro, ela estabelece sem pudor que cobrará mais caro para se portar com sinceridade perante Tyrion:
O que me agradaria seria obter de você a verdade, garota.
Está bem, mas isso custará o dobro.
(AGOT, Tyrion VIII)
Para completar, quando Tyrion lhe propõe comprar sua fidelidade, Shae também aceita com naturalidade os termos do anão, sem barganhar ou ficar impressionada:
Sou um Lannister. Tenho ouro com fartura, e pode descobrir que sou generoso… Quero mais de você do que aquilo que tem entre as pernas, embora também queira isso. Partilhará a minha tenda, encherá meu copo de vinho, rirá dos meus gracejos, massageará as minhas pernas doloridas depois de cada dia de marcha… e quer se mantenha comigo durante um dia ou um ano, enquanto estivermos juntos, não levará nenhum outro homem para a sua cama.
É justo – ela estendeu a mão até a bainha do vestido de ráfia e tirou-o pela cabeça, num movimento suave, atirando-o para o lado. Por baixo, nada havia a não ser Shae. – Se não apoiar essa vela, meu senhor vai queimar os dedos.
(AGOT, Tyrion VIII)
O comportamento de Shae parece indicar que este tipo de relação não é novo para ela. Entretanto, é justamente nesse ponto que as aparências e circunstâncias da garota voltam a ser relevantes. Shae é achada seguindo um acampamento de guerra, usando um vestido de ráfia e seu cliente original era um cavaleiro de baixa patente:
Tirei-a de um cavaleiro. O homem estava relutante em desistir dela, mas o seu nome mudou um pouco a maneira dele de pensar… isso e o meu punhal em sua garganta.
Magnífico – disse secamente Tyrion, sacudindo as últimas gotas. – Acho que me lembro de ter dito encontre-me uma prostituta, e não me faça um inimigo.
Tyrion perguntou-lhe pelo homem de quem Bronn a tirara, e ela disse o nome de um servidor de um fidalgo insignificante.
(AGOT, Tyrion VIII)
Nós sequer podemos arguir que o cavaleiro poderia a ter enganado. Primeiro porque, como Shae diz na citação que inaugura este texto, uma prostituta esperta precisa enxergar o homem e não o traje dele. Em segundo lugar, por que a própria Shae admitiu saber que ele era uma pessoa insignificante:
Não é preciso temer homens como ele, senhor – disse Shae, com os dedos atarefados em seu membro. – É um homem pequeno.
(AGOT, Tyrion VIII)
Portanto, Shae não é uma cortesã ou alguém acostumado a luxos, como alguns leitores mais imaginativos cogitam. Na verdade, sua ousadia parece decorrer do instinto de sobrevivência de uma pessoa de ‘nascimento baixo’ e toda a sua esperteza não a impediu de ser nada mais do que a prostituta de um “homem pequeno” em um acampamento de guerra. Em outras palavras, Shae tirou a sorte grande quando foi escolhida para Tyrion. Ela não tinha nenhum grande plano na manga.
Mas, verdade seja dita, Shae deve ter feito o cálculo de custo-benefício antes mesmo de ter sido trazida à tenda de Tyrion. Afinal, o próprio Tyrion exigiu a Bronn que a prostituta que este arranjasse deveria ser avisada que seu cliente era um Lannister e um anão:
[…] Assegure-se de lhe dizer quem sou e a previna do que sou.” Jyck nem sempre se incomodara em fazer aquilo. Havia um olhar que as moças por vezes davam quando vislumbravam pela primeira vez o fidalgo a quem tinham sido contratadas para satisfazer… um olhar que Tyrion Lannister não queria ver nunca mais.
(AGOT, Tyrion VIII)
Então, quando Shae apareceu na vida de Tyrio, tudo que ela poderia esperar era acompanhá-lo durante o tempo da batalha. Shae não estava procurando agradá-lo mais do que isso. Tyrion a mantém em sua tenda, depois em seu quarto na Estalagem da Encruzilhada e somente na última linha de seu capítulo em A Guerra dos Tronos é que fala em levá-la a Porto Real.
Na verdade, do jeito como a conversa com Tywin se desenrola, fica parecendo que o próprio Tyrion não havia cogitado levar Shae consigo até que seu pai menciona isso:
Uma última coisa – disse ele da porta. – Não levará a prostituta para a corte.
Tyrion ficou sozinho na sala comum durante um longo tempo depois de o pai ir embora. Por fim, subiu os degraus até suas acolhedoras águas-furtadas sob a torre sineira. [...]
Tenho em mente levá-la para Porto Real, querida – sussurrou.
(AGOT, Tyrion X)
Uma vez que no capítulo anterior fica claro para Tyrion que o Tywin o pôs na esquerda do exército sem contar que pretendia deixar esse arregimento ser massacrado (a ponto de Tywin confessar isso), eu acredito que Tyrion só resolveu levar Shae a Porto Real como um insulto à ordem do pai e não porque necessariamente estava apaixonado pela garota.
Mas com isso não quero dizer que Tyrion já não projetava sua carência sobre Shae. Este tipo de coisa já estava sendo plantado por Martin desde a primeira noite do anão com ela. Tyrion já gostara da objetividade de Shae enquanto prostituta, de seu comportamento contraditório (espacialmente do sorriso que alternava entre (“tímido, insolente e malvado”) e de suas características físicas. Estas últimas eram as que tinham mais relação com seu amor perdido.
De fato, uma coisa notável é que Tyrion avalia Shae como “aparentemente com não mais de dezoito anos”. Portanto, jovem o suficiente para parecer um fantasma de sua relação adolescente com Tysha, mas não jovem a ponto de ser uma segunda Tysha na cabeça dele (que até o momento achava que Tysha era uma prostituta).
Por outro lado, inconscientemente, Tyrion denuncia ao leitor que sua primeira noite com Shae tem alguma forma de paralelismo com a experiência que teve com Tysha. Na estrada de altitude com Bronn, Lannister explica que a canção myresa “As Estações do Meu Amor” é para ele uma lembraça de seu amor perdido.
Então deveríamos cantar, para que fugissem aterrorizados – e começou a assobiar uma melodia […]. – Conhece esta canção? – perguntou.
Ouve-se aqui e ali, em estalagens e bordéis.
É de Myr. “As Estações do Meu Amor.” Doce e triste, se compreender as palavras. A primeira mulher com que me deitei costumava cantá-la, e nunca fui capaz de tirá-la da cabeça.
(AGOT, Tyrion VIII)
Não por coincidência, é esta canção que enche a cabeça de Tyrion após sua primeira noite com Shae.
Sentia a suavidade dos seios dela comprimidos contra seu braço. Era uma sensação boa. Uma canção encheu-lhe a cabeça. Suavemente, baixinho, pôs-se a assobiar.
Que é isso, senhor? – murmurou Shae contra seu corpo.
Nada – respondeu. – Uma canção que aprendi quando era rapaz, nada demais. Durma, querida.
(AGOT, Tyrion VIII)
Porém, por mais que seja irresistível ver nesse gesto de Tyrion um indício de que ele estaria, desde o primeiro encontro, Shae com Tysha, não sabemos se isto não é um reflexo de Tyrion com todas as prostitutas com que dorme. Martin, inclusive, nos brinda com uma informação que me passou batido em todas as minhas releituras até hoje:
Tyrion percebeu que precisava dela. Dela ou de alguém como ela. Já se passara quase um ano desde que dormira com uma mulher.
(AGOT, Tyrion VIII)
Segundo o que eu entendi, Tyrion estaria à procura de qualquer mulher como Shae, não ela em específico. E o fato de que estava há quase um ano sem ninguém pode ter aumentado a opressão de sua solidão, a ponto de ele começar a fantasiar enquanto se relacionava com a prostituta.
De toda forma, eu diria que a decisão de levar Shae como um insulto a uma ordem direta de Tywin acaba por se virar contra o próprio Tyrion. O tipo de governo que Tyrion imprime em Porto Real cada vez o deixa mais dependente de seus próprios homens e de sua prostituta.
Shae tornasse a única fonte de prazer e carinho de Tyrion e isso o leva a, aos poucos, se apaixonar por ela. E ela, como uma prostituta esperta, sabe disso, pois aprendeu “a ver o homem, não seu traje”.
Na próxima semana, haverá uma parte 2.

Perguntas

  1. Nós conhecemos depois ‘o cavaleiro de um fidalgo insignificante’ que estava com Shae? Ou o personagem era insignificante até para GRRM?
  2. Tywin tem mesmo um informante entre a criadagem de Tyrion ou o anão é que foi muito óbvio ao trazer Shae para dentro da Estalagem?
  3. Tywin sabia que, ao ordenar que Tyrion não levasse Shae para Porto Real, o anão faria exatamente o contrário?
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2020.05.02 00:14 NoiteAmorosa PROCURO NAMORADINHA

EU QUERO UMA NAMORADINHA: redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, jogadora de lol, jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, fã da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gamer, furry, fujoshi, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memorização de baralhos, timida, mãe de pet, hidratada, não consumidora de açucar, saudável, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipnóloga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que não tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Raça: nórdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Crânio: dolico ou mesocefálico Óculos: não Aparelhos: não Queixo furado: não Covinhas: não Orelha presa: não Orelha de abano: não Franja em V: não Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: não Graduação: apenas cursos voltados à pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matemáticas: sim Idiomas: fluência em inglês e mais outro idioma Álcool, cigarro, drogas: não, nenhum Personalidade: introversão Cultura: europeia ocidental RELIGIÃO: Cristã Ortodoxa Gostar de escutar rogério skylab:
Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab. O humor é extremamente sutil e, sem uma compreensão sólida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador médio. Há também a visão niilista de Rogério, que está habilmente tecida em sua caracterização - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os fãs entendem essas coisas; eles têm a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas não são apenas engraçadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseqüência, as pessoas que não gostam de Rogério Skylab são verdadeiros idiotas - é claro que eles não apreciariam, por exemplo, o humor no bordão existencial de Rogério "Chico Xavier é viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que é uma referência criptíca para o épico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas coçando a cabeça em confusão enquanto as músicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos… como eu tenho pena deles. E sim, a propósito, eu tenho uma tatuagem do Rogério Skylab. E não, você não pode vê-la. É só para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antemão que possuem um QI com diferença absoluta de no máximo 5 pontos do meu (de preferência para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no chão + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + café gelado sem açúcar + hipismo + compilação mitadas Enéas + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + meditação iasd + músicas para concentração, foco e inteligência + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + essência de morango da turma da mônica no narguilé + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + óculos do aécio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do estádio + canal Ultras 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azul passar por você na rua + 100 flexões por dia + 6 meses de jelq + injaculação guiada + sociedade thule + energia vril + chapéu de alumínio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anotações smiliguido + pedir a bênção ao carteiro toda segunda de manhã + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar café + exercícios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercenários + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabeça + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + vídeos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atlântica de madrugada + ouvir músicas em velocidade aumentada + canto gregoriano árabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situaçoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com 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Astúrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n°18 com portão vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibiótico no café da manhã + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos últimos meses falando "dur hur você não sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e não encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou tão óbvia, que eles não tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo vídeo, NÃO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudanças climáticas naturais, junto com a separação gradual dos continentes, é que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma região muito especifica. Agora só falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpretação de pessoas que não sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. São apenas aves e mamíferos ancestrais de milhões de anos atrás. E antes que eu me esqueça, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
É fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. Não há um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente são tão simples. Entretanto, com estudo e meditação o caminho começa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que você quer começa com noções do pensamento Helênico. Entenda que boa parte da visão de mundo cristã vem da antiguidade clássica, principalmente as noções de harmonia e belo. Não te peço para ler tudo o que já foi jogado ao chão pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia básica dos quatro humores gregos, e que essa é uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles serão utilizados no futuro de forma metafórica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado não há conexão com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem é Platônica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da confluência da cultura grega com a egípcia, incluindo a alquimia. A tábua esmeralda é um texto obrigatório. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alquímica, porque será importante para você no futuro. É dentro da alquimia que irão discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). Não se pretenda nenhum mestre dos espagíricos, porque os químicos farão isso melhor do que você. Entenda que não havia essa separação absoluta entre o material e o espiritual, então os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da história. Entenda também que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros à química.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja difícil dar atenção à Cabala Judaica com o surto conspiracionista chanístico sobre a índole de todo um povo, mas querendo ou não o judaísmo é o Pai da fé cristã, sendo Jesus judeu. Entenda que a árvore da vida é um estudo sobre Deus e suas emanações, e dela virá uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar tambéme tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora♥ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky☆Star Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama♪ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka☆Magica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
NÃO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavrões As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos 🍷, isso é coisa de dama) As que vão para balada, festa, rave etc As que postam fotos com short curto, decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando você colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em várias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a única coisa que você faz é que as pessoas tenham desejo sexual por você, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que você vai ficar tão emocionada com os 500 likes, 120 comentários e as inúmeras mensagens privadas! Você vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles não se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, não importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educacióncon seu sonrrisa,
As que já ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um único ano As que não trabalham ou estudam (ou que estão em um curso irrelevante de humanas) As que não sabem o básico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que estão pedindo presentes sempre As que já estão comprometidas As não gostam de crianças ou dizem que não querem ter filhos (pessoas que não querem ter filhos não são confiáveis) As que tem piercing de bufalo
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2020.01.09 15:09 exsoldierakechi Algumas dicas que podem ajudar a conseguir ou manter um emprego.

Aviso post longo! Edit: Obrigado pelos silver ninja!
Colegas do reddit, tinha feito esse post na bolha mas como alguns comentaram pedindo pra trazer pra cá no tópico que fiz sobre a recepção deles lá ( https://www.reddit.com/brasilivre/comments/em3aas/a_bolha_%C3%A9_foda_mesmo_achei_que_era_exagero_mas/ ) Resolvi refazer o post aqui.
Talvez eu troque algumas palavras pois apaguei o post lá de desgosto, mas a idéia é postar aqui e talvez ajudar um ou outro que esteja precisando, as vezes dá uma força extra, vou adicionar alguns pontos que não adicionei antes que podem ajudar.
Lembrando que não sou do RH, trabalho direto na produção e faço a seleção de novos funcionários ou passo direto pra direção quando precisa ter alguma demissão, meu cargo é o intermediário entre um gerente e um diretor, a empresa tem cerca de 100 funcionários e não é nenhuma multinacional. Também acompanho contratações de pessoal pro administrativo ou dou sugestões e afins, então acompanho alguns casos. Boa parte das empresas que não são gigantes não tem um "RH" pra fazer contratações, afinal quem sabe a necessidade real da produção e o perfil necessário é quem tá todo dia no chão de fábrica.
Também vou comentar alguns empregos que você pode conseguir com pouco/nenhum investimento que podem dar retorno e tem uma demanda alta no mercado.
Alguns desses pontos pra você pode parecer discriminação, ou reclamação gratuita, mas eu não vim dizer que tá certo ou errado, só como é pela experiência nesse e em outros trabalhos.Bora lá!
Procurando emprego:
-Se você se formou depois dos 17 anos no ensino médio, é jovem e está procurando emprego, saiba que algumas portas já se fecharam pois isso pode ser mal visto por alguns patrões como preguiça ou falta de interesse, lembra quando os pais mandavam estudar? pois é. Então se você é jovem ou adolescente, corre atrás e vá estudar! Meu patrão mesmo já diz "se não quis nem estudar, quanto mais trabalhar pra valer".
-Acorde cedo. Se esforce e mantenha apresentável, vá em empresas e lugares que ninguém foi, mesmo que um pouco mais afastado. descubra onde é o polo industrial mais próximo da sua casa/cidade, vá até lá e veja quais são as opções. As vezes você pode dar sorte. Já tivemos muitos jovens que nem olhamos o curriculo com remela na cara as 11 da manhã e todo desleixado de chinelo entregando curriculo. Sei que tá dificil e desmotiva alguns, mas não desmotivar é o que te torna diferente e faz ser visivel a diferença só de olhar pra você.
-Tenha boas referências. Considerando a era que estamos é quase certeza que seu facebook vai ser visto. Nenhum empresa quer um funcionário que posta conteúdo racista e agressivo, um detalhe particular que minha empresa se encaixa é que ela corta automaticamente quem posta que bebe demais domingo a noite. Pois já tivemos vários problemas com funcionários faltando segunda feira por estar "com dor de cabeça".
-Empregos com insalubridade. Algumas pessoas podem ter receios mas boa parte deles tem uma demanda alta por novos funcionários e seguindo todas normas de segurança, você não vai ter risco algum ou quase nulo. Além do adicional que pode variar de 10 a 40%. Vale lembrar que isso não se aplica a todas as vagas.
-Saiba com quem falar. Observe a empresa, quando for entregar um currículo abra o site dela no celular, da pra ter noção do tamanho só de ver as fotos ou se a mesma nem tiver um site. Se for uma empresa pequena, tente falar diretamente com alguém responsável, seja simpático mas não force a barra, pois as pessoas costumam estar ocupadas, mas com sorte elas tem ali 1~2 minutos pra falar com você. Não esqueça de agradecer pela pessoa pegar o currículo ao menos olhando ela nos olhos e não aquele "bigado" já saindo andando.Isso é muito mais fácil em coisas do tipo mecânica, eletricista, borracharias e outros comércios com trabalho mais puxado, pois costumam ter poucos funcionários e geralmente é só o dono e mais um ou dois.
-Olhe o crachá das pessoas. Caso entregue um currículo ou qualquer coisa do tipo pra uma recepcionista, porteiro ou afins, olhe o crachá da pessoa se possível e diga "bom dia, fulano", "obrigado fulano" e "conto com você fulano" quando se despedir. Isso cria um vínculo mesmo que leve e a pessoa vai se lembrar melhor. Além do psicológico do "conto com você" dar uma motivação extra involuntária. Tratar as pessoas como pessoas e não como uniformes ajuda bastante.
-Pegue empregos indesejáveis. As vezes você se formou em algo como ciência da computação mas só tem emprego vago no McDonalds? Paciência, emprego é emprego, e as contas não perguntam de onde vem o dinheiro mas tem que ser pagas de qualquer forma. Não é humilhação servir os outros, e é algo que até mesmo diretores de empresa tem que fazer as vezes.
-Está dificil, mas não impossível. Você procurou em todos lugares? tem disponibilidade pra ir pra longe? foi em LITERALMENTE todos os lugares possíveis? Ficou de olho naquele Subway ou Burguer King que acabou de inaugurar? viu algum canteiro de obras mais informal ou alguém construindo uma casa num bairro afastado? Vale a pena dar uma conferida, o que você tem a perder?
-Seja oportunista da forma certa. Pode parecer pesado mas infelizmente se alguém sai, outro precisa entrar. Se alguém perder o emprego existe uma boa chance de a vaga dessa pessoa estar disponível. As vezes não era o perfil dela, ou ela arranjou algo melhor. Vale a pena falar com a pessoa se tiver a abertura pra isso.,meu cunhado arranjou um trabalho de garçom após ir na despedida de um amigo que foi morar no exterior dessa forma.
Dicas pro currículo:
-Adicione o campo de estado civil e idade. As vezes uma empresa pode querer um perfil de funcionário específico. Minha empresa contratou um jovem essa semana pois precisavamos de pessoas dispostas a aprender um trabalho do zero que não da pra aprender em cursos por aí. Então não podiamos pegar ninguém mais velho pra não trazer vícios de outros empregos. Por outro lado, pra uma função de maior confiança, a contratação foi de um pai de família pois por ele ter dependentes, ele arriscaria menos tomar decisões que pudessem causar uma demissão. Se está certo ou errado eu não sei, mas eu sei que na hora de desempatar são coisas que contam.
-Se você não tem vícios, escreva "Sem Vícios". Mas não faça isso se você bebe/fuma/usa drogas, pois quando descoberto pode causar vários problemas. Algumas empresas que trabalhei tem isso como um diferencial na hora de desempatar. Minha empresa por exemplo trabalha com produtos inflamáveis então se você fuma, seu "intervalo" pra isso acaba sendo maior por precisar sair das dependências dela pra isso por exemplo.
-Não encha linguiça. Aqueles campos que o povo adiciona objetivos, seja direto e claro. Não fique com textinho "Garanto desempenhar minhas funções com dedicação e bla bla bla" Porquê não adiciona em nada e 90% dos casos sabemos que você nem lê aquilo, quanto mais nós.
-Saiba destacar seus pontos fortes. Se você tem horários flexível, consegue trabalhar sob pressão, pontualidade e afins, adicione em um campo com seus talentos. Não force a barra pra não parecer exagerado, apenas 2 ou 3 pontos que você enxerga em você. Um dos maiores diferenciais em alguns empregos em empresas um pouco maiores que pode colocar é "facilidade em observar soluções pra problemas comuns" caso você de fato consiga fazer isso (e não seja pau no cu com isso caso contratado, saiba falar).
-Muitos empregos curtos em sequência sem crescimento mancham seu currículo. Como vão contratar alguém que ficou 6 meses em cada lugar, 4 lugares diferentes seguidos, em empregos "de entrada/mínimos"? Se você não conseguiu manter um emprego além do período necessário pra coleta de benefícios do governo, em alguns lugares isso pode afetar. Me lembro de ver um currículo uma vez e dizer "caraca, esse cara tem muito experiência" e o dono só comentar "ele tem é pouca estabilidade... olha a data de entrada e saída de cada lugar que trabalhou e o tempo de intervalo entre eles." Cada caso é um caso mas isso pode influenciar.
-Se você está disposto a trabalhar fora da sua área, marque isso no currículo. E omita algumas qualificações que não adicionam muito, dito isso;
-Tenha 2 currículos diferentes. Um pra sua área de formação/pretenção e um pra uso geral. No de uso geral você não vai adicionar "domínio de javascript" por exemplo pois um chefe de padaria não vai nem saber que porra é essa e vai achar que você é um universitário super caro e não alguém desesperado. Saiba quando e onde entregar cada currículo.
-Sempre tenha um currículo quando possível. Nunca se sabe quando você vai dar um rolê no shopping com alguém e vai ver um "procura-se". Não é vergonha aproveitar uma chance, e se estiver com um namorado(a)/marido/esposa/etc , ela deveria dar total apoio pra você aproveitar uma parada rápida. Está com mochila/bolsa? Curriculo dentro.
-Se você tem filhos, adicione "Casado, com filhos". Isso aumenta em alguns casos a questão da confiança de você querer manter o emprego, e em um eventual corte (como já ocorreu em um emprego anterior) o patrão falou "já que vamos cortar, corta quem não tem filhos antes..." Já me disseram que isso é ilegal mas independente disso, PODE acontecer.
-Mantenha o currículo em bom estado, sem amassados, com escrita decente, fonte clara (Arial ou Verdana) e sem firulas demais.
-Se inscreva em agências regionais e sites,mas não se prenda a eles.
-Quanto mais tempo você fica parado, mais dificil é arrumar trabalho, tenha isso em mente e não desista, não é impossível.
Dicas pra entrevista
-Não se atrase. E não adianta reclamar que o entrevistador atrasou ou como isso é injusto. Ele também tá errado mas ele já ta com o dele garantido. E você nunca sabe o motivo pelo atraso. Eu mesmo já atrasei uma entrevista em 40 minutos pra resolver um problema urgente de um cliente que trouxe uma economia de 300 mil pra ele. Você vale 300 mil pra empresa? O candidato perdeu a vaga por surtar com o atraso.
-Se vista adequadamente, fale adequadamente, seja simpático e sincero. Não force ou seja falso só seja você mesmo. Uma dica é falar como se estivesse falando com um professor que está corrigindo sua prova. Ele não tem motivos pra ter raiva de você mas ele espera seu melhor pois ele quer você ali, se tudo começar a sair uma merda, ele não vai ter interesse.
-Não dê respostas prontas pra perguntas prontas, não tente aumentar histórias, ser inconveniente ou enrolar o cara. pra cada entrevista que você vai o entrevistador faz 10x mais e vai te bater por simples experiência. Não diga que sabe algo que não sabe.
-As vezes ele não vai com sua cara, e não vai te contratar, as vezes por bons ou maus motivos. Mantenha a porta aberta e seja educado ainda assim, e "te ligamos" não é um não disfarçado sempre. As vezes a pessoa tem mais de uma boa opção e precisa analisar as opções.
-Se prepare. pesquise a empresa, o site, leia relatos em sites como Glassdoor e LinkedIn, saiba sobre o lugar que vai trabalhar. Você vai passar ao menos 1/3 do seu dia lá dentro.
Dicas após contratado:
-Não se atrase, não falte, não enrole, faça seu trabalho. Não tente ser esperto, não vacila!
-Não é porque existe "atestado médico" que a direção é troxa e não sabe que você está abusando. Use com bom senso pra não ficar queimado.
-As vezes você vai fazer coisas que não são da sua área. Isso faz parte e muitas vezes não é ideal, mas 5 minutos a mais no fim do dia quando você vê seu chefe carregando algum material urgente ou precisando imprimir alguma coisa e levar em outro setor urgente não vão te custar nada e dão destaque. Só não pode ser algo diário, mas em exceções é o que faz a diferença.
-Aprenda sobre o trabalho dos outros. Se você tem flexibilidade pra andar por outros setores, falar com funcionários (falar, não enrolar), observe o trabalho, pergunte como faz, se mostre interessado. Ajude o setor que empacota a fechar caixas, passa durex, da uma força. São esses funcionários que fazem a diferença. Vale lembrar que isso não se aplica a todas vagas ou lugares. Na empresa onde trabalho a moça que entrou com salário de 700 reais como recepcionista 15 anos atrás hoje é a administradora geral que cuida de todo escritório, RH e financeiro, e tem salário de mais de 6000 só com uma graduação de adm, e um dos pontos que ela sempre comentou foi "no final do dia eu anotava tudo que fiz no dia em um caderno e tudo que ia ter pendente no dia seguinte, assim eu sempre sabia o que precisava e um dia tinha uma informação crítica aqui que passou despercebido por uma das vendedoras. Fui promovida na hora".
-Nunca dê 100% de si, dê 90%. Assim quando a empresa passar por uma correria, ou aperto, você pode dar 100% sem se desgastar e pode fazer a diferença.
-Aproveite as oportunidades de horas extras quando puder. Além do dinheiro extra, você se mostra alguém comprometido.
-Não fique pendurado no celular, enrolando no banheiro, ou fazendo coisas que claramente você perde tempo. Ninguém é burro de não perceber a longo prazo. Caso tenha necessidade disso por emergência ou dor de barriga, discretamente comente com um superior ou alguém responsável como "nossa, comi alguma coisa que pesou, seloco" ou algo do tipo. Ou se está esperando o contato de alguém importante.
-Siga as regras. Não roube materiais da empresa pois você vai se queimar nela e em várias oportunidades futuras. Não assedie os/as colegas de trabalho, não importa o quão bonito/a ele/a seja. Mantenha o profissionalismo (E se a empresa autoriza relacionamento entre funcionários E for reciproco, mantenha fora do local de trabalho).Não grite por mais que seu chefe grite ou aja igual babaca, mantenha o nível, saiba respeitar e exija respeito.
Dicas de bons empregos pra se procurar:
-Professor de Inglês : boa parte do reddit ao menos tem um inglês razoável. Se você consegue falar bem e explicar a um nível aceitável, Escolas de inglês SEMPRE estão procurando professores. E eles vão te treinar totalmente sobre como fazer isso. Escolas mais fuleiras (como a DataByte ou Microlins) costumam pagar entre 10 e 15 reais a hora, e em minha entrevista ele estava tão desesperado que não tinha ninguém pra fazer a entrevista em inglês e só pediu pra ler 2 paginas de um livro e já era. Em escolas intermediárias (PBF, CNA, etc) o salário pode ser de 12~18 reais por hora (alguns sendo registrado por dias, como empregos convencionais) e a entrevista geralmente é um teste escrito e uma curta conversa. Em escolas de mais nome (Cultura Inglesa, Wizard-onde trabalhei-) O salário inicial é na faixa de 18~19 reais a hora, após 6 meses se dedicando é normal te darem turmas pra cargas de até 100~120 horas mensais caso você tenha interesse. Isso sem experiência anterior, sem certificado ou requisitos absurdos, só saber falar e explicar, e eles ainda te dão curso/treinamento completo caso precise sobre postura em sala, liderança e afins. Quando saí de lá após 4 anos já tinha salário de 26 reais a hora, MUITOS contatos com ex alunos, colegas e pessoas legais e ajudou muito no crescimento profissional. Nada mal pra um emprego que não exigiu experiência, todo semestre tinha 2~3 contratações e um ambiente extremamente aconchegante e animado de trabalho(porém puxado). Muitos colegas tiveram seu primeiro emprego lá e acabaram pegando amor pelo trabalho e hoje são excelentes professores. Faça um simulado de TOEIC online e se você acertou 60~70%, muito provavelmente você já tem o nível necessário pra dar aula, ao menos da língua. Além de desenvolver MUITO meu vocabulário com detalhes novos, eu e outros professores não tinhamos problema algum em tirar duvidas bobas ou formas de explicar pra colegas menos experientes.
-Lanchonetes de fast food: Não preciso nem dizer pois é o emprego de entrada, quase sempre tem vagas, mas é um trabalho miserável, porém da pra pagar as contas.
-Aux de Enfermagem: Involve um custo inicial pra estudar, mas tem muita oferta de trabalho em UPAS (eles terceirizam alguns funcionários pela rotatividade alta), é um trabalho DOENTE de puxado mas rende um salário bom geralmente em escala 12/36. Além de te dar experiência invejavel pra area da saúde. Vale a pena se você não sabe o que quer da vida e tem vontade de entrar nessa área.
Técnico em Química: Isso depende muito da região mas minha empressa é dessa área, e sofremos MUITO, MUITO MESMO com a falta tanto de profissionais qualificados quanto de gente começando na área. Já tivemos funcionarios com seus 19 anos, que oferecemos pra PAGAR os estudos pra ele subir de cargo da expedição pro laboratório e ele não quis por "ser complicado", não é um curso fácil mas não é um bixo de sete cabeças. A técnica mais antiga aqui tem salário de 5000 reais e não tem faculdade. Inclusive vale analisar que alguns cargos da area simplesmente não tem um curso preparatório e precisam ser aprendidos em campo e com o tempo, então tudo nessa area tem uma boa perspectiva de carreira.
Empregos "Trades": Encanador, Eletricista, Mecânico e afins de qualidade sempre estão em falta. E muitos deles estão abertos a ter um "aprendiz", se você as vezes tem seus 15~16 anos, e conhece algum daqueles pequenos de bairro, ofereça pra ficar 2~3 horas depois da aula alguns dias só pra aprender como é, são empregos que pagam bem e tem falta de bons profissionais. Além de abrir uma porta pro futuro.
Bom é isso ai, espero que seja útil pra alguns de vocês, qualquer duvida posso tentar responder aqui e desejo boa sorte na caçada de 2020!
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2019.12.29 03:12 altovaliriano Asha Greyjoy

Asha é a terceira criança e única filha mulher de Balon Greyjoy e Alannys Harlaw. Ela era um criança que não chamava a atenção, mas cresceu para se tornar uma mulher atraente e ousada, que não gostava da idéia de se tornar esposa de um Senhor, mas titular do direito à Cadeira de Pedra do Mar.
Quando Theon deixou as Ilhas de Ferro, a imagem que tinha de Asha era uma garota com “um nariz que mais parecia um bico de abutre, uma colheita madura de espinhas, e não tinha mais peito do que um rapaz” (ACOK, Theon II). Mas nenhum tipo de observação é feita sobre seu comportamento. Não que Theon seja particularmente bom em observar ou julgar caráter. Mas ele é pego de surpresa quando Tio Aeron lhe apresenta a perspectiva de que Asha poderia estar na linha de sucessão:
– Ambos os meus irmãos estão mortos. Sou o único filho sobrevivente do senhor meu pai.
– Sua irmã está viva – Aeron nem sequer ofereceu a Theon a cortesia de um relance.
Asha, Theon pensou, confuso. Era três anos mais velha do que ele, mas, mesmo assim…
– Uma mulher só pode herdar se não houver nenhum herdeiro varão em linha direta – ele insistiu em voz alta. – Não aceitarei que me privem dos meus direitos, aviso.
O tio soltou um grunhido.
Avisa um servo do Deus Afogado, rapaz? Você se esqueceu mais do que pensa. E é um grande idiota se acredita que o senhor seu pai algum dia entregará estas ilhas sagradas a um Stark. E agora cale-se. A viagem já é suficientemente longa mesmo sem a sua tagarelice de pombo.
(ACOK, Theon I)
Olhando em retrospectiva, este é um diálogo que faz pouco sentido. Aeron se recusa a aceitar a pretensão de Asha em razão de seu sexo e não é o tipo de homem que faria joguinhos psicológicos com Theon. Talvez seja uma sinalização que Martin inicialmente pensava em armar menos resistência à sucessão de Asha. Talvez a idéia seria que ela assumisse o trono durante o (abandonado) salto temporal de 5 anos depois de Tormenta de Espadas e que Euron reapareceria para destroná-la.
De toda forma, Asha cresceu sem irmãos, mas foi criada pela mãe “para ser ousada” (AFFC, A Filha da Lula Gigante) e ainda menina era vista “atirando machados em uma porta” (AFFC, O Capitão de Ferro). Portanto, Asha desde cedo já podia ser contada como parte do seleto grupo de mulheres das Ilhas de Ferro que “tripulavam os dracares com seus homens, e dizia-se que o sal e o mar as modificavam, dando-lhes os apetites de um homem” (ACOK, Theon II).
A má aparência, porém, é algo que atormentou Asha durante o crescimento. De fato, durante a adolescência, a filha da Lula Gigante teve um curto romance com Tristifer Botley que, segundo Asha, provavelmente foi iniciado porque ambos tinha rostos “atormentados por espinhas” (Botley era um dos cinco protegidos da mãe de Asha, Alannys Harlaw, trazidos a Pyke para substituir os filhos perdidos com a Rebelião Greyjoy de 287 DC). O affair foi descoberto e Botley foi enviado de volta para Fidalporto. Mas a coincidência que aconteceu foi que ambos os adolescente complexados pelas acnes se tornaram adultos bonitos.
Quando conhecemos Asha em A Fúria dos Reis, GRRM demonstra a beleza de Asha fazendo com que Theon, sem saber que estava falando com a irmã, sinta-se imediatamente atraído por ela. O modo como Asha engana Theon revela como a garota sem predicados que ele conheceu na infância se tornou uma mulher independente e muito mais preparada para liderar com os Homens de Ferro do que ele.
O entrosamento entre Balon e Asha é tangível nos livros, de modo que o Rei Greyjoy não faz qualquer ressalva ou reserva sobre sua capacidade e direitos. Obviamente, a perspectiva de ser descartado em prol da irmã é o que acende o fogo do ciúme e vaidade de Theon, levando-o a tomar Winterfell.
Porém, o que Theon deixa passar despercebido é que Asha, por debaixo da persona arrogante, se deu ao trabalho de vir a Winterfell para tentar dissuadí-lo. Caso a relação de ambos tivesse começado em outro pé, talvez Theon não teria confundido a deferência com uma tentativa de ecarnecê-lo ou separá-lo de seu prêmio (o castelo dos Stark). Àquela altura este era até um erro desculpável da parte de Theon, pois até o leitor não entendia perfeitamente as intenções da irmã de Theon.
Quando Asha se torna POV em O Festim dos Corvos, entretanto, a pessoa que vemos é substancialmente diferente do que pensávamos. Asha é uma pessoa estranhamente sentimental.
Alguém que revela ter partido para a guerra com o “coração pesado” em deixar a mãe para trás porque temia que ela morresse em sua ausência. Alguém que, apesar do discurso bélico e entrosamento com o pai, “sempre se sentira em casa em Dez Torres, mais do que em Pyke”. Que dentre tantos modelos masculinos em seus tios paternos, preferia seu tio materno, Rodrik Harlaw, considerado menos viril, mas mais inteligente e melhor administrador. Alguém que, apesar de gostar de amores selvagens, importa-se com os sentimentos românticos de Tristifer Botley, a ponto de querer protegê-lo dela mesma ao invés de simplesmente enxotá-lo.
Em verdade, é curioso o efeito que o amor meloso de Tristifer tem sobre Asha. Na juventude, ela chegou a nutrir sentimentos por ele, mas algo mudou. Porém, mais do que simplesmente desapontada pela falta de ousadia de Botley, Asha foi acossada por uma investida diferente do rapaz:
[...] chamara aquilo de amor, até Tris começar a falar dos filhos que ela lhe daria; pelo menos uma dúzia de filhos, e, oh, algumas filhas também.
“Não quero uma dúzia de filhos”, dissera-lhe, aterrorizada. “Quero ter aventuras.”
(AFFC, A Filha da Lula Gigante)
Alguém poderia arguir que o terror de Asha era simplesmente o medo do compromisso. Afinal, Asha estava carregando o peso de ser herdeira de Balon e não poderia se ver ligada a um segundo filho delicado como Tristifer. Contudo, o contexto no qual essa afirmação foi é revelador. Asha parece estar aterrorizada com a perspectiva de ter filhos.
A julgar pelo histórico de Asha, ter filhos é provavelmente um empreendimento a ser evitado. Sua mãe teve cinco filhos e a perda de 4/5 deles a transformou em outra pessoa. Uma pessoa fraca:
Alannys Harlaw nunca teve o tipo de beleza que os cantores apreciavam, mas a filha adorava seu rosto feroz e forte e o riso em seus olhos. Naquela última visita, porém, encontrara a Senhora Alannys num banco de janela, aninhada debaixo de uma pilha de peles, de olhos fitos no mar. Isto é a minha mãe, ou o seu fantasma?, lembrava-se de ter pensado ao beijá-la no rosto.
(AFFC, A Filha da Lula Gigante)
Esta constatação é interessante por conta dos últimos acontecimentos em A Dança dos Dragões. Asha Greyjoy tem um relacionamento brutal com um rapaz de aparência delicada, com quem ela transa antes de Stannis invadir e tomar Bosque Profundo. Asha estava à procura do meistre do castelo para tomar chá da lua e evitar engravidar de Qarl, mas a invasão faz com que ela se esqueça da situação. Portanto, há uma possibilidade de que Asha esteja grávida de Qarl, o Donzel.
Caso essas suspeitas tenham algum fundamento, algumas implicações práticas e narrativas envolvem:
  1. A pretensão deste filho de Asha à Cadeira de Pedra do Mar pode ser considerada mais qualificada do que a de Euron. “Filhos do sal podiam até mesmo ser herdeiros quando um homem não tinha filhos legítimos com sua esposa da rocha” (TWOIAF, As Ilhas de Ferro);
  2. Asha teria que enfrentar a temida gravidez durante o inverno do Norte;
  3. A lealdade cega de Tristifer Botley pode vir a calhar muito para Asha durante a gestação.
A questão é que Asha, mesmo que Asha decida levar esta gestação adiante, qualquer oposição ao Olho de Corvo, pedindo uma nova Assembléia de Homens Livres levaria necessariamente à guerra. Se esta não era uma perspectiva que agradava Asha em O Festim dos Corvos (ela fica feliz ao saber que Aeron convocou uma Assembléia), será uma perspectiva ainda menos atraente em Os Ventos do Inverno.
Declarações de GRRM
Perguntas
  1. Por que Aeron citou Asha como pretendente à Cadeira de Pedra do Mar em ACOK, mas a rejeitou em AFFC?
  2. Por que Asha tem mais afinidade com Tio Rodrik Harlaw do que com Balon Greyjoy?
  3. Asha realmente teme a gravidez em razão do que aconteceu com sua mãe?
  4. Asha deveria ter aceitado a proposta de Rodrik Harlaw e desistido da Cadeira de Pedra do Mar para se tornar herdeira de Dez Torres?
  5. Asha está grávida de Qarl o Donzel?
  6. Um filho de Asha poderia ter direito a Cadeira de Pedra do Mar? A pretensão seria melhor do que a de Euron?
  7. Você vê paralelos entre Asha Greyjoy e Rhaenyra Targaryen?
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2019.05.17 12:41 DarkWorld_ Dark Wolrd I

TODO PUEDE SUCEDER EN 2 MESES”
Leonardo,un chico de 13 años como cualquier otro,estudiaba,andaba en bici y salia con sus amigos,tenia un vida relativamente normal,hasta que conoció a una chica de la cual el se enamoro,actuaba como cualquier chico enamorado,medio bobo y medio “raro”,y al pasar el tiempo paso lo que tenia que pasar,se le declaro y ella lo rechazo. El estaba triste, pero...lo peor no fue eso,lo malo sucedió cuando el cambio su actitud,ya no salia,ni con sus amigos ni con su bici, tampoco estudiaba,dejo de comer y de hacer sus actividades diarias,escribía cosas “macabras” en un blog en el cual su usuario se llamaba LEX y así vivió por 2 meses. Sus padres lo llevaron al psicólogo,a los 2 meses el volvió a ser el de antes.
El 20 de Abril su hermana se estaba casando y el fue con un traje negro pero la corbata blanca,en un momento de la boda fue al baño y cuando se estaba lavando la cara se miro al espejo y su reflejo le hablo.
-Hola Leonardo,me extrañaste?
-¿Quien eres tú?
-Soy yo,LEX,el que te susurro al oído durante 2 meses.
-No! No puede ser,yo no sufro de doble personalidad.
-Ja! Crees que estas totalmente cuerdo? Pues no es así, tu estas mas loco que yo,ya que tu fuiste el que me creo.
-Eso...es imposible,Lex es un usuario falso que utilizaba para desahogarme.
-Eso fue así la primera semana,cuando me hiciste famoso liberaste tu ira y ahí me creaste,LEX es toda la ira desatada de LEONARDO.
-Eso es imposible!-PLASHH (rompe el espejo)
Cuando volvió a la mesa con su familia su madre le dijo:
-Leo,que te paso en la mano?
-Nada mamá,nada.
Y así siguió la fiesta. En otro momento de la noche de la nada se levanto y fue a la cocina,agarro un cuchillo y se marcho,luego subió al escenario y dijo:
-Buenas noches,damas y caballeros. Yo soy el famoso LEX el que prometió PONER DE CABEZA EL MUNDO.
-Baja de ahí Leo,y deja de decir tonterías- Dijo su hermana.
Entonces el bajo,se acerco a su hermana,la abrazo,y la apuñaló,tiñendo de rojo su corbata blanca,cubrió su ojo derecho con su pelo y dijo “¿Ahora me creen?” y asesino a todos los presentes,para luego huir e introducirse en el bosque.
2 meses después,su búsqueda terminó,la policía lo dio por muerto,pero no sabían que el seguía con vida y jamas imaginaron que volvería,pero un poco diferente...se sacó el ojo derecho,y su pelo se volvió blanco como la nieve,sigue usando su traje negro con su corbata teñida con la sangre de su hermana.
Durante 2 meses misteriosas muertes sucedieron en la ciudad,pero todas las víctimas tenían algo en común,eran chicas de entre 13 y 15 años,todas de pelo y ojos castaños... Como la chica de la que se había enamorado Leonardo.
Ahora no saben si LEX se encuentra en los bosques o en la ciudad,lo único que se sabe es que nadie esta totalmente a salvo.
Pasaron otros 2 meses,algunas personas lo consideran un demonio,pero otros lo consideran un ángel,pero no importa como lo consideren,lo que importa es que LEX es real,y que podría estar atrás de ti ahora mismo.
14 DE DICIEMBRE”
- 14 de Diciembre del 2016-
Era una noche lluviosa y fría,en el que una pareja es acorralada en un callejón.
-No nos hagas daño,te daremos lo que quieras- Dijo la mujer.
-Esto no es por su dinero,es por la vidas que quitaron al demoler ese orfanato.
Una noche similar,mismo día y mes,pero del 2003. Un orfanato en París,todo es un caos ya que lo iban a demoler sin previo aviso, todo porque la gente afirmaba que una niña llamada SARA era un demonio y que fue abandonada porque sus ojos eran totalmente negros,su cabello igual y tenia una sonrisa que daba miedo a los padres. Pero era solo superstición ya que la niña se comportaba como cualquier niña,hasta este día.
-Niños,no se enloquezcan,vamos a salir por la puerta de atrás- Dijo la encargada del orfanato.
Cuando estaban por llegar,todo el antiguo edificio les cayo encima. Todos y todas murieron,menos SARA,ella quedo intacta, como si nada hubiera pasado,no tenia ni un raspón. Entonces quedo abandonada,otra vez,nada mas que en la calle,usaba un canguro, pantalones, zapatos y guantes negros.
Volviendo a la actualidad,SARA ya con 26,decidió cobrar venganza,asesinando a las personas mas poderosas de la ciudad, los que decidieron derrumbar el edificio,todas esas personas pensaban que ella estaba muerta,que murió de hambre o algo le había pasado en esos 13 años que pasaron,pero no era así.
Cuando las demás personas que tuvieron algo que ver en el derrumben se enteraron de la muerte de esa pareja sabían lo que pasaba así que decidieron buscar otro “DEMONIO” para combatirla,pero no existía tal cosa,entonces para ello crearon uno.
Buscaron a un sicario y pactaron con un espíritu maligno para que lo posea y mate a SARA,pero eso no fue lo que ocurrió,ellos se aliaron y asesinaron a todos los restantes de la lista de SARA, Francia tenia dos DEMONIOS sueltos con sed de sangre,SARA ya había probado la sangre y la fama que venia con ello,por eso siempre deja su tarjeta,una S y una P unidas dibujadas con sangre.
Francia se volvió pequeña para ellos dos,y sabían que había mas personas como ellos,entonces empezaron recorren el mundo para reclutarlos para cumplir su objetivo de “PONER DE CABEZA EL MUNDO”.
FELIZ SAN VALENTIN”
-Febrero de 1874-
Todo Londres estaba en caos,y no,no era por el echo de que se acercaba “San Valentín”,era porque un asesino estaba suelto.
Algunos dicen que es de la “Anti Burguesía”,ya que solo mata a los que pertenecen a esa clase social,pero están equivocados,el solo quería matar,nada mas que matar,solo usaba esa excusa para que no todos se empeñaran en buscarlo para que lo cuelguen.
Dice que su nombre es Jack,THE BLACK JACK,un ex boxeador, lo descalificaron por matar a alguien a golpes,y ahora nadie lo puede descalificar.
Los de la alta burguesía decidieron contratar un “Exterminador” para acabar con el,le ofrecieron riquezas y que seria libre de ir a donde quiera,su nombre “artístico” era DEATH MASTER.
Después de una semana de estudiarlo,adivino donde estaría y quien seria su próxima víctima. Entonces hablo con la futura víctima,el Sr. Tomas Treck,llamaron un MEDIUM para que llegue a la casa de los Treck el 14 de ese mes,a las 23:00.
El día llego,Jack fue emboscado por DEATH MASTER y derrotado,el MEDIUM libero su espirutu al inframundo.
Pasaron 124 años,el único descendiente de Tomas Treck vive en París,se alejo del legado que dejo su bisabuelo,pero,por las atrocidades que cometió 13 años antes tuvo que desobedecer el único pedido de su abuelo,imbricar a THE BLACK JACK,el aseguro que nada iba a suceder,pero se equivoco,al despertar a Jack para que mate a la asesina que estaba acabando con París,solo apresuro su muerte.
EL MUNDO DE CABEZA”
Una noche tranquila y despejada,un hombre y una mujer entraron a un bosque,del cual corría la leyenda de que habitaba un asesino en el. Ellos dos entraron igual,como si no tuvieran miedo,y es que no tenían a que temerle. Se toparon con un chico de unos 22 años,que les dijo:
-¿Qué hacen aquí? Este es mi territorio,y el que se atreve a poner un pie en el...muere.
-No llegamos por casualidad, LEX,estamos aquí por ti-Dijo ella
-¿Son del FBI o algo así? Pues no me importa,morirán de todos modos.
-¿Puedes callarte y escuchar?-Dijo el otro hombre.
-Gracias JACK,somos como tu LEX,somos a lo que el mundo llama demonios-Dijo ella-El,como ya dije,se llama JACK,y yo soy SARA,vinimos desde París hasta aquí porque te seguimos,tu eres la razón por la que las personas temen,el número de asesinos creció desde tu aparición,por eso queremos formar una liga,y que tu seas nuestro líder.
-Ok,supongamos que yo acepto,pero...¿donde están los demás? Tu hablaste de una liga,supongo que serán mas.
-Si,somos mas,pero tenemos que recorrer el mundo para buscarlos.
-¿Donde es el siguiente destino?
-Ahora toca Japón.
-Una semana después-
Recorrieron todo Japón,pero no saben nada de el candidato para la liga.
-Saraaa,¿Segura que la información es correcta?-Dijo LEX
-Si,vamos bien,solo hay que esperar a que salga.
-Dos horas después-
Un ruido despertó a todos,ellos salieron y encontraron lo que buscaban a,MILO,un joven japones que había sido abandonado por todos,sufría bullyng,y un buen día,mato a todos los del instituto.
-Oye,tu...el de la capucha,si te hablo a ti estúpido-Dijo LEX
-¿A quien llamaste estúpido?
-Pues a ti,o eres sordo?,me presento,soy LEX,ella es Sara y el alto es Jack,vinimos a buscarte para divertirnos un rato,¿Te unes?
-Suena bien,los acompaño.
Esa noche nadie en todo Tokyo,miles de personas perdieron la vida. El único rastro que dejaron los homicidas fue la gran L.S echa con cadáveres en el centro de la ciudad.
También se llevaron un jet,el cual pintaron de negro y con pintura roja escribieron la L.S (Liga de Sangre).
-Y ahora a donde Sr.LEX?-Dijo MILO.
-Ahora vamos a Estados Unidos,para especificar,a la bella New York.
-Ya escuchaste Sara,rumbo NY-Dijo Jack
-¿A quien buscas LEX?-Pensó Sara.
-Luego de NY,vamos a Chile,Argentina y Uruguay,tengo unos buenos candidatos-Dijo MILO.
Ya en NY,buscaron a TRICKS,una chica que fue encerrada en un manicomio por matar a sus padres,ella se escapo,y se fue a vivir a una casa abandonada,por eso sabían donde buscar.
(Sara toca la puerta)
-Hola?, Tricks,me llamo Sara,ellos son mis amigos LEX,MILO y Jack,vinimos a hacerte una propuesta.
-¿Propuesta? Dime,quiero saber mas.
-Yo soy LEX,el líder,queremos invitarte a PONER DE CABEZA EL MUNDO.
-Acepto.
Y como en Tokyo,esa noche nadie durmió bien. LEX decido poner de segunda al mando a Sara,ellos dos fueron conocidos como “LOS REYES DE LA SANGRE”,los dos asesinos mas letales del mundo juntos,el mundo no sabe que le espera...
ALMA DE VENGANZA”
-12 de Marzo de 2018-
LEX y Sara terminaban de matar a una familia.
-Sara,sabes que en algún momento esto va a terminar,verdad?
-No va a terminar nada LEX,bueno si...la paz en este mundo.
-No hablo de eso,hablo de nuestras vidas,puede ser que matemos a las personas equivocadas y terminemos como Jack hace 126 años.
-Sabes que no,somos los asesinos mas temidos del planeta.
-Y los mas buscados,
-Te angustias mucho,amor.
-20 de Abril de 2018-
El capitán Leon Fresh preparaba a su escuadrón para la siguiente misión.
-Capitán,¿Por qué hace esto?Pregunto un agente.
-Esos mal nacidos mataron a mi familia,ahora yo acabare con ellos.
-.....-Un silencio invadió el lugar.
Durante todo ese mes Leon aprendió artes marciales,uso de armas blancas y de fuego,se había preparado solo para acabar con ellos.
Ya en el lugar de la misión,un joven los estaba esperando sentado de espaldas a ellos:
-Hola caballeros,ya se a quien buscan,y ya sabia que este día iba a llegar,el día que alguien se digne intentar matarme (se da vuelta)sí, soy yo,LEX,y tu debes ser el capitán Fresh.
-Si,ese soy yo,y todo lo que has dicho es real,vinimos a acabar con ustedes...pero yo me encargare de ti LEX.
-Aww que amoroso,pero...olvidas que yo te mate antes,y puedo volver a hacerlo.
-Ya no tengo debilidades,pero...tu si.
-Ja!,yo? No las tengo,pero si tengo algo que tu no.
-Y que es eso?
-Un escuadrón.
Todos murieron...menos Leon. El corrió asía LEX y lo golpeo,ahí empezó la batalla. Apesar de el entrenamiento de Leon LEX es mas ágil,le enterró su cuchillo en el pecho. Apesar de ser su final el sonrío.
-De que te ríes?-Pregunto Leon.
-Tu crees que mate a tu esposa?
-De que hablas?
-Ella esta viva,y ella mato a tu hijo,a tu hermano y a todos los que estaban en esa habitación,ahora pregúntate quien es tu enemigo idiota. Además yo no puedo morir,recuerda soy un Demonio,y además,me fui cuando mate a tu grupo,ahora mismo estoy saliendo del aeropuerto,nos vemos en Chile.
-No se que creer,no se si buscar a Nina o buscar a LEX,quien mato a mi familia?,quien es el que arruino mi vida?,que debo hacer?
-Yo podría responderte-Dijo una mujer vestida como agente del FBI.
-Nina?Estas viva?el tenia razón? me parece raro que no te fueras con su liga.
-Si,si y si,el me invito,pero rechace la oferta,tenia que terminar con esto.
-Con que?
-Con tu vida.
-No lo harás- (Bang).
Leon disparo su arma,y Nina huyo al oír a la policía llegar. Arrestaron a Leon por homicidio,estuvo tras la rejas por una semana,ya que se pudo probar que no fue el. Tomo el primer vuelo asía Chile,pensando que Nina estaría con ellos.
En el avión un niño le pregunto:
-A que va a Chile?
-A cumplir mi ultima misión.
Ya en chile se encontró con el titular del día “Múltiples muertes en la capital”.
-Entonces si están aquí malditos.
HABLAME DE AMOR”
En este mundo todos tenemos habilidades,bueno,yo soy un As de las computadoras. E Hackeado los equipos de la NASA,CIA y FBI, con el objetivo de limpiar mi nombre...mas bien borrarlo. Me llamo Francisco,pero prefiero que me digan Gosth.
Esto es lo mejor de mi trabajo:
-2009-
Me infiltre en la CIA,robe información,y en el camino asesine 200 agentes con solo pensarlo,hago que sus celulares fallen y así los asesino,pero también tengo una pistola,se que en algún momento alguna de ellas dos puede fallar,por eso siempre están conmigo.
-2014-
Tuve que ir a buscar unas cosas a España,casi me atrapan,pero todo el equipo murió.
-2019-
Volví a mi país,Uruguay,tuve que matar a mi novia porque iba a delatarme. También a mis amigos,no acostumbro a dejar testigos,como ya dije,soy un fantasma. Ahora estoy aquí...
-¿Pero,tu quien eres?
-Fran,me llamo LEX,y te e venido a buscar para que te unas a nuestra Liga de Sangre.
-Son muy ruidosos,no puedo trabajar bien así.
-Si el te encuentra,te matara,ya perdimos a uno de los nuestros, no voy a dejar morir a otro.
-Creí que el gran LEX no tenia debilidades.
-Bueno,eso cambio,ya que el supo como hacerme sentir debil.
-Voy a borrar todos sus expedientes y nos vamos.
-Espera...toma esta-Le da una pistola gravada.
-Ya es oficial?,pues gracias.
-Vamos a divertirnos.
Al llegar al Jet,se toparon con la noticia de que Leon estaba en Montevideo. LEX,se llevo una moto y salio a buscarlo.
2 días antes,yendo a Uruguay,se entero de que Leon había asesinado a Nina,la había llenado de balas, y luego prendido fuego. Nina,era hermana de LEX,no pudo estar en la boda de su hermana,porque sino hubiera sido una masacre peor de la que había ocurrido. La familia de Leonardo no estaba totalmente cuerda,pero el mas demente de todos era Leonardo,ya que se asesino a si mismo al crear a LEX. LEX,apesar de no querer a nadie,siempre quiso a Nina,ya que antes fue Leonardo,y su hermana mayor,Nina,siempre lo protegió,y por siempre fueron muy unidos,uno al otro,al matar a Nina,Leon abrió paso a la peor forma de LEX,había liberado a un verdadero demonio.
Llego al lugar donde estaba Leon.
-Y con que por fin llegas,cuñado.
-Cállate idiota,jamas la valoraste.
-No sabes de que hablas,yo la ame,pero se volvió un demonio.
-Si la amabas,no la hubieras asesinado.
-Habla el que asesino a su familia.
LEX saco su cuchillo,corrió asía Leon y lo sujeto,le dijo “creo que si estas triste,porque no sonríes?”,procediendo a cortarle la boca formando una sonrisa,luego la cosió,y dijo “bueno creo morirás feliz”.Y Se marcho luego de incendiar toda la fabrica de textiles.
NO ES UN SIMPLE SENTIMIENTO”
En un bar de Montevideo,un tipo encapuchado dice:
-No paso mucho tiempo desde que la puerta al infierno se abrió, todo porque un maldito millonario no quería morir.
Se fue del bar, dejando la cuenta paga. Se dirigió a la casa de un médium para contactar con un espíritu. El espíritu era Death Master, un asesino del siglo 19. Al contactar con el, le pidió que posea a alguien,así que escogió al médium, el estaba vivo de nuevo,pero ahora es inmortal.
-Hola,me llamo Leon, y te pido ayuda para acabar con una peste que se llama “Liga de Sangre”.
-Te ayudare,solo necesito cambiarme,y tu también. No podemos enfrentarnos a la peste vestidos así.
No sabían donde se encontraban,entonces investigaron toda la ciudad,solo para toparse con que ya se fueron del país.
No hay lugar mejor que Tokyo para comprar armas,entonces se dirigieron a Japón. Para vivir trabajaron para la mafia, mataron Americanos, Chinos, Rusos, pero ninguno de ellos era de la L.S.
al comprar las armas,y obtener uniformes nuevos,tomaron un avión a Australia, donde ocurrían siniestras muertes,pero tampoco encontraron nada.
Fueron a España,donde por fin encontraron a la L.S. enseguida Jack reconoció a Death.
-Estas vivo también?
-Paso tiempo,ahora si correrá sangre,ya me lo imagino,y me da nauseas.
Leon como siempre,corrió asía LEX,el no lo vio venir,pero Sara lo salvo,los dos peleaban contra Leon,el cual todavía no lo reconocían por la mascara, LEX le corto el brazo.
MILO,Tricks y Gosth buscaban el Jet, mientras tanto Death estaba acabando con Jack,y finalmente le corto la garganta, Tricks corrió y lo apuñalo, MILO salto y le hizo un corte atrás de cada rodilla, y finalmente Gosth lo ejecuto. Los dos espíritus se desvanecieron en el aire.
-No se quien eres,pero te dejare vivir, ve y cuenta el cuento- Dijo LEX.
-Na mejor no (BANG)- Gosth le dispara en la cabeza.
Ya en el Jet,MILO, como un niño le pregunto a LEX:
-Que hay entre tu y Sara?
-No hay nada,somos amigos, nos hablamos así por que se nos da la gana-Le respondió el líder.
-Pero,nunca quisiste una relación?
-Si,una vez,fue hace mucho tiempo,era un adolescente y no sabia nada de la vida,ahora no me importa nada,mi familia ya había muerto para mi,y ahora tengo otra, no se suplanta a las personas que se quieren,pero si conoces personas que puedes querer, y para mi Sara es como una hermana,es como mi otra mitad,y por eso la quiero.
-Amigo,tu si tienes problemas sentimentales.
-No me fue bien en muchas cosas, pero con ustedes cambio todo.
DIA LIBRE”
LEX y Gosth buscaban un lugar donde vivir en Suiza, compraron un Mansión en la capital,la cual parecía una casa embrujada. Todos ellos se mudaron a la casa, construyeron una compuerta que se abre en el piso del patio para sacar el Jet del garaje.
-LEX,hace tiempo no salimos los dos-Le dijo Sara.
-Si,es verdad,podríamos salir a caminar y conocer el barrio-contesto el.
-Maravilloso.
En su caminata encontraron un prostíbulo, y por los instintos feministas de Sara entraron y mataron a todos los proxenetas y liberaron a las mujeres. Mas tarde encontraron un perro atado a una columna,el cachorro estaba maltratado,buscaron al dueño y lo mataron,luego lo ataron en el puente con un cartel que decía “ANIMAL”,también se llevaron al perro y lo llamaron Jedi.
Siguiendo por su camino,mataron mucha gente. Al llegar a la casa, le pusieron el collar al perro con su placa y se fueron a comer. Todos los programas de noticias hablaban de los asesinatos en forma de protesta.
LEX se volvió a sentir vivo,ya no le afectaba el echo de que su hermana murió, y tampoco los molestaría nunca mas Leon,el se sentía... en paz.
Mientras tanto Gosth buscaba en la base de datos de la CIA información sobre Leon, descubrió que Leon era el tipo que mato en España, y que la mascara que llevaba significaba “Ángel” en japones. Y obviamente se rió diciendo:
-Acaso se cree Lincon y que nosotros somos vampiros?
Al día siguiente MILO fue a comprar una Katana, y se topo con la que seria la Julieta de su Romeo. Pero claro,no salio bien,por algo Romeo y Julieta,el no murió,pero ella fue envenenada y para sacarle el sufrimiento la apuñalo.
Tricks tampoco tenia un buen día,ya que no estaba la moto que quería comprarse y tampoco encontró ropa que le gustara, y para desatar su ira,mato a todos en las dos tiendas, la de motos y la de ropa.
A los que si les iba bien era a Gosth y LEX,compraron sus vividas preferidas (Monsters) y jugaron toda la mañana al C.S.
Sara por su parte,conoció a un chico,y les iba bien...hasta que dijo que no le gustaban los perros,y ahí fue cuando el perdió la vida.
En la noche los cinco salieron a “celebrar” y por eso fueron a Berlin,un cuarto de la población murió. Hay que aclarar que ninguno mata niños, y que Sara solo mata mujeres que sean malas con sus hijos,a los demás les da igual que hagan con su vida.
GUARDA SILENCIO”
La mañana empezó como la de todos los días, curar personas, ir de un lado al otro,dar apoyo en otros campamentos y así siguió todo, hasta que alguien llego y mato a todos, era un mercenario conocido como “GRUMPEL”. Tenia un récord de 19502 muertes, el siempre tiene un objetivo, pero si alguien se interpone también muere. Esta vez iba por Pablo, un médico común, pero su profesión evitaba que un grupo de terroristas cumplan con su misión.
GRUMPEL mato a todos, pero Pablo vivo, solo de suerte, se sentó, y vio a sus compañeros muertos, el había jurado salvar a esas personas, pero no pudo. Se le nublo la vista de tantas lágrimas, cambio su postura, ahora los salvaría, pero no curando personas, el va a matar a los culpables.
Se puso su túnica, unos guantes, con trozos de tela se hizo una mascara y con algunos aparatos hizo un arco, también se puso un chaleco anti balas. Ahora estaba listo para cumplir con su objetivo, solo le faltaba encontrarlos.
Llego a un campamento, mato a los guardias con una flecha a cada uno, se les llevo las pistolas y siguió su camino. Asesino a todos los que estaban adentro, cada uno tenia un agujero o una flecha en la frente. Antes de llegar a la “oficina” del jefe se encontró otra vez con GRUMPEL.
-El payaso llego a la fiesta-Dijo GRUMPEL
-Otra vez nos encontramos? Creía que no te vería mas, pero bueno, sera linda la venganza- Respondió Pablo.
-Tu eres del que todos hablan “The Suwet”, verdad?
-No tenia idea de que me decían así.
Prosiguieron a dispararse. Cuando los dos se quedaron sin balas, Pablo uso su arco y GRUMPEL un cuchillo que se había robado de Japón, Pablo le dio un flechazo en una pierna, clavándolo al piso, y otro en un brazo haciéndolo perder el cuchillo, agarro una de sus flechas y se la clavo en la cabeza con sus manos. Cuando llego a donde el jefe solo encontró una nota que decía “Nos vemos pronto”.
-Y esa es la historia de como perdí mi cuchillo-Dijo alguien.
-Wow, de todas las locura que viviste esta es la peor León-Dijo su amigo- León? Donde estas amigo?-Dijo asustado al sentir un revolver en su cabeza.
ES DIFICIL DECIR ADIOS”
-Ya se que vas a decir, ¿De verdad LEX está colgado en una jaula?, la respuesta es “Si”, déjame que te cuente. Hasta hace dos semanas estaba bien, no tenia preocupaciones y tampoco problemas. Pero un día irrumpieron en mi casa, se llevaron a mis amigos y a mi perro, también mis armas y los autos, pero no creas que no luchamos, todos peleamos contra esos mercenarios, pero todos fallamos, caímos en batalla, y pues somos demonios no dioses. (se cae la jaula)
-Hola,¿Tu nos tenias a el montón de huesos y a mi en esa jaula?- Dijo LEX
-Perdón, no fue mi intención,mis criaturas no entienden la diferencia de ir a buscar y secuestrar.
-Ok, disculpa aceptada, ¿Pero, que es esto?
-Ah, bienvenido al infierno!
-Entonces...¿Eres el diablo?
-No,yo soy el encargado de buscar a los mortales especiales y transformarlos en demonios de verdad.
-Y...¿Yo que con eso?
-Eres el nuevo ángel de la muerte, tu seras el que liquide a todos los que se merecen morir.
-Lo siento, no soy un héroe.
-Leonardo Demondreg, de Londres, descendiente directo de Rian Reynol, también conocido como “Plimber”,y por ser el asesino de la familia con mas delitos hechos, eres un héroe.
-¿De que familia hablas?
-La tuya, Plimber fue un atracador de bancos, y las siguientes 6 generaciones lo siguieron, tu cortaste con eso Leo.
-1) Eso no explica nada; 2) Me llamo LEX.
-Muchos ya aceptaron y fallaron en esta misión,pero, tu podrías ser todo lo contrario.
-¿Qué misión hablas?
-La que te llevara a tu máximo poder.
-Un momento,¿tengo poderes?
-Si, ¿como crees que vives después de todo lo que pasaste?,no eres afortunado de no haber muerto en ese bombardeo.
-Mi familia vivió también después de eso.
-Tu hermana Nina los posee.
-Nina murió!
En ese momento LEX se enfureció, liberando una energía que hizo caer al demonio. LEX saco su cuchillo y le corto el cuello cubriendo todo el suelo de sangre.
LEX se preguntaba si de verdad Nina esta viva, él la vio morir, era imposible que Nina viviera después del incendio. Si se pudiera vivir después de ese incendio Leon ya hubiera aparecido.
LEX corrió a su casa, busco el Jet y se fue en busca de sus amigos y de sus autos, pero, de la nada el Jet callo al agua, dejando a LEX en una balsa salvavidas en el medio del Océano. Encontró que el ala izquierda tenía un dispositivo, el cual su función era apagar el Jet.
Después de 10 días llegó deshidratado, hambriento y cansado a África, al parase, una dardo le dio en el brazo, haciendo que caiga dormido. Despertó en una carpa, en la cual había un tipo vestido como superviviente de un Apocalipsis y con un arco.
-Hola,me llamo LEX, vivo en Suiza y ahora tengo que ir a buscar a mis amigos, bye.
-Se quien eres, por eso estas aquí vivo y no con una flecha en la frente en el agua, también se quien tiene a tus amigos.
-Ok,¿quien eres?
-Me llamo Pablo, fui un doctor de médicos sin fronteras, trabajaba ayudando a unos aldeanos a salir de un territorio de terroristas, esos mismos terroristas enviaron a su mercenario mas fiel, GRUMPEL, mato a todos y por suerte yo no morí, pero me hice el arco un traje de camuflaje ligero y salí a matar a esos tipos, yo maté a GRUMPEL, y le quité este cuchillo.
-Ese es el cuchillo de un mercenario de la mafia Japonesa, su nombre real es Leon Fresh, un ex militar que entreno para matarme y a toda la liga, desarrollo una gran habilidad con todos tipo de armas y se transformo en el ejecutor de los Japoneses, pensé que había muerto en el incendio, pero alguien lo salvo y fue a intentar matarme en España, pero, Gosth le corto el cuello.
-Creo que podemos salvar a tu liga,solo necesitamos mejores armas.
Así Suwet se convirtió en uno mas de la liga. Recorrieron todos los campamentos de terroristas, los mataban y se les robaban municiones y otros tipos de armamentos. LEX se llevo dos pistolas y muchos cartuchos, Suwet cosas para hacer distintas flechas.
Al llegar al barco en el que Leon tenia a la liga descubrieron que estaba al mando de una mafia Japonesa y de el grupo de terroristas de hace rato, también tenia muchas defensas en su fortaleza marítima.
-Ok,Suwet, tu por la izquierda y yo por la derecha.
-Entendido, procura que no nos descubran.
LEX por la derecha le corto el cuello a cada oficial que había en el camino, todos cayeron como hojas al viento. Por el otro lado, Suwet había dejado un camino de personas con flechas en la cabeza. Luego de todo eso llegaron a la oficina de Leon.
-¡Muy bien maldito estúpido!¿Donde están?-Dijo LEX
-Están en una jaula, ella los acompaña.
De la nada los dos compañeros dispararon a la vez, LEX lo lleno de balas y Suwet le dejó una flecha entre ceja y ceja.
LEX buscando por todo el barco encontró a la liga, y a su hermana.
Esta vez decidieron atar a Leon del ancla y cortarla, dejándolo en el fondo del Océano Atlántico.
-Chicos, tengo que decirles algo, voy a dejar la liga, Sara por derecho es mi sucesora, ella decidirá quien va a ser su segundo al mando. Tengo que descubrir quien soy y que hago en este mundo.
Sara lo agarro del brazo y se lo llevó a un lugar escondido y le dijo:
-Vamos LEX, tu eres la razón de esto, no puedes irte.
-Sara, los dos sabemos bien que sin ti esto no seria nada, ahora sal de mi camino, yo me voy.
-Leonardo, yo te necesito, si te vas yo también, no puedo estar lejos de ti, estos días aquí fueron difíciles.
-No puedes venir conmigo, ellos te necesitan y yo necesito irme lejos de todo, volveré, lo juro.
-Nunca cumples lo que prometes.
-Te prometí que si en algún momento tu vida corre peligro yo voy a estar ahí para ayudarte, y llegue a ayudarte.
-Prometiste que siempre estaremos juntos...
-...Juntos no importa la distancia...
-...O el tiempo que pase...
-...Siempre juntos-Dijo LEX terminando la frase.
Volvieron con los otros y LEX dijo:
-Espero que vivan, y que no se metan en problemas, si Leon vuelve yo volveré y si algo malo pasa, también lo haré.
LEX empaco algunas cosas y se subió al avión, cuando estaba por despegar miró a Sara y dijo “Te quiero tres millones”.
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2018.02.13 03:27 pedrothegrey O Insignificante

I.
Borges era uma homem desimportante. Bebia constantemente, mas não o suficiente para que seus colegas ou esposa achassem problemático. Fumava quando se encontrava nervoso ou ansioso, excedia os limites de velocidade de quando em vez, e deixava a toalha molhada em cima da cama após o banho. Seus vícios pareciam sob seu controle, a todo tempo.
Era calado, culto, porém deveras alienado. Tratava bem de sua esposa. Trazia, para ela, doces nas datas românticas e jóias sem brilho no Natal. Ela não tinha nenhuma surpresa mas nenhum desagrado sério com Borges. Quando conversava com suas amigas casadas, sobre seus maridos que por vezes eram infiéis, apostavam somas obscenas de dinheiro nos cavalos, se metiam em brigas de rua, e até ameaçavam socos, sentia uma curiosidade mórbida pelo pecado, ao mesmo tempo em que aceitava ser melhor por ter Borges por perto.
Ele nunca fora genial no colégio. Na quinta série, percebeu que quando estudava muitas horas para uma prova, conseguia o mesmo resultado que quando não havia aberto os livros. Conseguiu ingressar em uma universidade, muito embora não fosse a que ele tinha vontade de entrar. Falhou alguns exames, foi aprovado sem grandes honrarias, no meio de tantos outros. Foi efetivado no lugar onde fazia estágio, uma pequena empresa no subúrbio, e na única noite em que saiu com os colegas para o happy hour, conheceu sua mulher. Desposou-a três meses depois, quando tinha 25 anos e um carro popular.
Quando seu pai aposentou-se, o convidou para que conversassem e bebessem algumas cervejas. Borges beijou a sua esposa com os lábios secos e disse adeus, ela disse um adeus afetuoso, embora não tivesse desgrudado o olho da televisão. Ao chegar no sitio de seu pai, Borges se depara com uma mesa, do lado de fora da casa, com uma maleta comprida aberta sobre ela. Seu pai estava sentado ao lado da mesa, limpando a espingarda recém-comprada. Mostrou, orgulhoso, ao filho a compra que havia feito.
— Quer fazer um teste? — perguntou. — É mais fácil do que parece, vou colocar um alvo ali pra você.
Bebeu de um gole o resto da cerveja que estava na lata, e a colocou a 20 metros de Borges. Este, pegou a espingarda com um desajeito quase infantil, posicionou a coronha nos ombros e mirou na latinha. Antes de atirar olhava para o pai, como se dissesse "Tem certeza que essa é uma boa ideia?", e era correspondido por um olhar ansioso e debochado. Tomou coragem, talvez toda a que tinha, e deu o tiro. O barulho machucou seus ouvidos, sentiu o coice poderoso da arma em seus ombros, o cheiro de pólvora queimada, o calor do cano. Era um equipamento bruto, robusto, porém tinha certa dose de beleza, de graça, o suficiente para que Borges pudesse apreciar.
Ao se aproximarem do que se sobrou da lata, Borges ficou espantado com o resultado do tiro. Ele havia obliterado um objeto com o toque de um dedo. Havia naquele momento, para o observador cuidadoso, uma pequena centelha em seu espírito, um brilho no seu olhar, tão sutil que poderia ser confundido com o reflexo da luz. Sutil, efêmero, porém presente.
Dirigiu seu carro cinza para casa, e no caminho sua mente só pensava naquele momento mágico, naquela sensação que nunca havia sentido antes. Ao leitor desavisado, pode-se ter a impressão de que uma paixão se fez presente em sua alma, mas Borges era incapaz de um vício tão eloquente. Era, acima de tudo, uma obsessão fria, muda e nada tinha de viril. Quando chegou em casa, encontrou sua esposa na mesma posição de algumas horas atrás. Após tomar um banho rápido e trocar sua roupa cinza por uma caqui, se deixou cair na cama, mas sem soltar demais o corpo. Se sentiu feliz pela esposa não ter prestado atenção na tolha molhada que estava debaixo de seu pé.
— Meu amor, acho que vou comprar uma arma e caçar. — disse, enquanto seus dedos passeavam, sem cor, pelo rosto da mulher.
Sua esposa moveu os olhos suavemente para o lado e olhou fundo nos seus olhos, e não vira naqueles olhos cinzas, pálidos, um ímpeto para uma ação tão... tão... diferente. Colocou, gentilmente a mão em seu rosto, e também o acariciou levemente. Seus olhares se cruzaram por um período que levaria até Zelda e Scott Fitzgerald ao desconforto. Depois dessa pequena eternidade, ela só podia concluir que ele havia descoberto o leve descontento que tinha por sua previsibilidade, e, como havia lançado essa ideia sem nenhum contexto, achou que o fazia meramente para agradá-la. Seus lábios esboçaram um sorriso delicado e dormiram após o costumeiro beijo de boa noite.
II.
Na semana seguinte, chega em casa com uma maleta comprida, igual a do seu pai. Sua mulher estava fazendo café e quando olhou para o marido, deu um grito e um pulo para trás, quase derrubando o café. Ele mostrou a ela todos os acessórios que havia comprado, ensinou os nomes de cada parte da arma, deu uma breve explicação sobre o funcionamento dela e por fim, deixou-a segurar a arma. Ao falar, parecia haver memorizado toda uma cadeia de informações, na sua voz não havia uma empolgação genuína, era como se estivesse lendo uma revista técnica de tiro.
Sua esposa ouve tudo, mas sua visão adquire um aspecto onírico. Ela se sente confusa e com uma certa náusea de toda a situação. Não só ele havia comprado uma arma — o que ela nunca aprovaria — como ele o havia feito, embora de maneira planejada, nesse ímpeto remotamente (e ela recuava quando sua mente pensava nisso) adolescente. Ele estava no banho e só se deu conta de que não havia ninguém falando quando ouviu o barulho da chaleira. Dormiu numa perturbação a nível espiritual. Todos os finais de semana de Borges eram passados no campo de tiro. Treinou como uma máquina, não vibrava quando acertava na mosca — o que ocorria com surpreendente frequência — nem esbraveja quando errava o alvo. Anotava seus pontos e mostrava para a esposa quando chegava em casa. "Que bom, amor", dizia, sem olhar para o resultado. Borges nunca notou, pois não tirava os olhos do resultado.
Certa vez, estava limpando a espingarda na sala, quando um pombo se equilibrou nos fios do poste. Continuou limpando a arma e montou-a novamente. Se levantou do sofá e viu o pombo estático, pendurado nos fios. Uma estranha força se havia apoderado dele, não mais tinha controle sobre seu corpo. Sem compaixão, sem vileza, atirou no pombo. O barulho ressoou forte na sala de estar, ouviu o grito da esposa que correu para a sala, os vizinhos que gritavam e perguntavam se estava tudo bem. Mas ele não tinha ouvidos para isso, se concentrou no som pesado da bala atingindo o peito da ave, o bater descontrolado de asas na tentativa desesperada de tentar voar, o som seco e desolador da queda do corpo do animal no chão. Todos esses pequenos momentos ecoavam em Borges, enquanto sua esposa tentava explicar a situação para os vizinhos. Borges tinha uma nova (se é que podemos chamar assim) vontade e sua esposa tinha o que conversar na próxima reunião de esposas.
III.
Meses depois. Eram 19h e Borges não havia chegado em casa. Sua mulher não sabia como reagir a essas duas horas de atraso. Ele bateu de carro? Fora assassinado? Parou para beber? Mas tudo isso parecia tão irreal que sua preocupação tinha um gosto quase sobrenatural. Teria Borges absorvido aquele delicado ímpeto transgressor em sua alma? Tinha ele essa capacidade, esse tipo de caráter anárquico? Havia sumido com sua arma e carro, este, fora encontrado abandonado na estrada, ao lado de uma mata que se estendia até o horizonte. Borges havia sido regurgitado pelo subúrbio? Tudo que se sabia era que havia entrado — e era consenso geral de que se havia perdido — no meio da mata. Novamente é enfatizado ao leitor que aquela decisão não fora tomada de ímpeto, no meio do trânsito, com o rádio ligado. Não existia uma paixão que o carregava até a natureza, nem um ódio que o pudesse mover para fora do subúrbio. Não tinha um amor tão expressivo pela mulher para que o impedisse, tampouco era indiferente a ponto de não deixar um pequeno bilhete no carro, que dizia:
Adeus, meu amor. — Borges.
Dormiu no chão nos primeiros dois dias. As formigas, os mosquitos e outros tantos insetos inomináveis se banqueteavam com ele. Depois de uma noite infernal de picadas e mordidas, acordava molhado de orvalho, com os primeiros raios de sol que cortavam entre as copas das árvores. Conseguiu fazer uma pequena cabana de folhas e galhos, e isso o ajudou imensamente. No quarto dia, quando acordou com um pouco menos de dor, pegou o rifle e o carregou, e ficou esperando, na beira de um lago (que havia encontrado no dia anterior) um alvo que pudesse atirar. Mas nada apareceu, nesse dia ou no outro, ou no outro, ou... Seu estoque de comida — alguns enlatados e biscoitos — havia acabado e, além de frutas, nada tinha para se alimentar. Desistiu de tentar caçar e simplesmente se sentou à margem do rio, observando o fluxo da água, ouvindo o farfalhar das folhas, o canto dos pássaros. Entrara num estado de transe insensível, parecia que a vida era constituída somente daquele momento e daquele lugar, mas não sentia nisso uma alegria particular. Apenas aceitava como um fato. Lembrou-se da quinta série, sem nenhuma razão especial.
Seu coração acelera quando ouve o barulho de um galho seco que se quebra, e uma pata que se leva ao chão devagar. Ele sente aquela mesma força invisível que leva seu braço à arma. Engatilha suave e lentamente a espingarda. A capivara mostra seu corpo grande e desajeitado e se inclina para beber água. Do outro lado da margem, Borges, como um animal selvagem, sem vileza, sem piedade, age como se todo o mundo esperasse que ele agisse. Toma uma decisão como se não pudesse tomar outra, uma decisão, que não foi necessariamente irrefletida, mas destituída de toda culpa moral. Não havia outra coisa a se fazer.
Borges aperta o gatilho. Passara dias sem ouvir nada além de grilos e água corrente, e o barulho da explosão foi nuclear. Quase podia sentir a onda de choque que avassalava a paz da mata. Os pássaros voaram imediatamente e o som de suas asas ecoou junto da explosão por alguns segundos. A capivara fora atingida no coração, seus olhos se arregalaram e ela caiu para o lado, tesa, nas margens do lago. Borges arrastou o animal até a cabana, cortou sua barriga e retirou suas entranhas. Se sujou da cabeça aos pés, não tinha nenhuma noção do que estava fazendo. Retirou um pedaço de carne do animal, com um pouco de couro no exterior e o colocou na fogueira, que demorou algumas horas para que conseguisse acender. Fez isso da mesma maneira que praticava tiro, fazia anotações mentais dos movimentos que foram eficazes e dos que não foram, etc. Comeu a carne dura e sem gosto do animal. Mas isso não importava, pois não o havia matado pela carne, nem tinha alguma satisfação especial na comida.
A noite caiu e, enquanto a fogueira crepitava em seus suspiros finais, o calor das brasas aquecia a cabana de Borges. Se deitou e dormiu um sono sem sonhos. No meio da noite, ouviu um barulho ao longe, o som de uma lembrança distante, um som caótico e bem sutil, quase delicado. Se levantou sem fazer barulho e saiu da cabana, com a arma em mãos. Estranhas luzes vinham em sua direção, e o barulho ficava cada vez mais alto.
Como um animal encurralado, correu para a beira do lago, onde a lua talvez pudesse iluminar os agressores, e onde podia ter um alvo claro. As luzes continuavam o seguindo quando chegou no lago. Um som de algo desesperado se ergue no meio do caos, um som agudo, suave, gracioso, mas tenso e trêmulo. Borges tropeça e cai no lago, e uma estranha criatura pula em sua direção, emitindo esse som tão estranho. Por puro reflexo evolucional, instinto de autopreservação, Borges atira na criatura.
O clarão da explosão revela o rosto de sua esposa. Que cai nas margens do lago, ao lado de Borges. Seu rosto que, outrora, exibia uma vida pálida e fria, agora tinha um aspecto vivo e aterrorizado. O sangue da mulher corre pelo rio, fazendo uma mancha que tem um brilho macabro sob a luz da lua. Borges retoma sua consciência anterior, daquele pequeno subúrbio e das regras daquele mundo. As luzes que o seguiam param nas margens, nada mais são que policiais à sua procura, provavelmente liderados pela esposa na busca.
Borges sente de novo a força incontrolável e aponta a arma para os policiais. Mas algo novo surge sob a luz da lua. Borges sente. Sente algo, sua alma é tempestade, ímpeto, sua filosofia, o martelo, seu deus, ele mesmo e a sua vontade é a da lua. Coloca o cano da espingarda na boca e aperta o gatilho. Sua nuca explode, deixando no rio uma mancha de sangue, que finalmente, faz companhia à esposa.
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2017.11.13 21:35 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 2

Não esperava que a Parte 2 ia rolar tão cedo, mas tem atualizações aí. Para quem quiser, dessa vez tem um TL/DR no fim.
A parte 1 é essa aqui: https://www.reddit.com/brasil/comments/7c6tsx/today_i_fucked_up_a_estranha_sensa%C3%A7%C3%A3o_de/
PS.: escrevi isso aqui correndo assim que cheguei em casa, então provavelmente pode estar confuso ou com uns errinhos. Nem de perto foi tão trabalhado quanto o conto que eu fiz da primeira parte. Me desculpem de antemão.
Tive uns dos finais de semana mais atípicos dos últimos anos. Acho que nunca viajei tanto em memórias e dúvidas. Será que realmente rolava alguma coisa? Aliás, será que foi ela mesmo que eu vi na rua? Ela aprecia tão mais velha que talvez sequer fosse a mesma pessoa. E cá estava eu viajando porque uma pessoa aleatória me morou na rua e eu a confundi com alguém que não vejo há doze anos.
Ainda assim, embarquei na onda da nostalgia. Escutei os CDs do Linkin Park, System of a Down, Evanescence e Radiohead que a gente ouvia na época, baixei alguns jogos que eu jogava na época (Xenosaga, Burnout e alguns outros) e coloquei no PS2 que eu achei por um preço ridículo numa feira de rua. Assisti Anjos da Noite e Oldboy, dois que eu lembro de ver naqueles tempos. Domingo eu estiquei a ida à feira e fui até o curso de inglês que frequentávamos juntos, refiz o caminho de lá até casa onde os pais dela moravam. Antes que perguntem, não, eles não moram mais lá. Sei disso porque a casa apareceu à venda há muito tempo.
Foi um fim de semana agridoce. A esposa me achou meio para baixo, eu revirei horas no travesseiro antes de conseguir dormir. Segunda de manhã, indo para o trabalho, eu já estava mais sossegado. Cheguei à conclusão que havia uma enorme possibilidade daquilo tudo ser um baita mal entendido, que aquela mulher sequer era ela. E que eu provavelmente jamais a encontraria na minha vida. E me preocupar com algo tão inatingível era sem propósito algum. O fato de eu ter tentado encontrá-la no Facebook por horas sem sucesso só reforçava isso.
Eu conhecia apenas um dos seus sobrenomes, mas ela não aparecia de forma alguma. Tentei com sobrenome aleatórios algumas boas 20 vezes, devo ter aberto mais de 200 perfis. Nada. Nem sinal.
Mas eu queria falar com alguém sobre aquela história, então decidi me abrir com um amigo do trabalho que é bem gente fina e em quem confio. Passei o almoço contando a história e depois ficamos uns 40 minutos discutindo o assunto. A conclusão dele foi a mesma da galera daqui: "Caralho, como você não falou com ela? Dava um oi, chamava pra conversar".
Falei para ele também que estava começando a duvidar de mim mesmo. Ela estava com uma aparência tão mais velha e nós temos a mesma idade, eu dizia. "Cara, classe média baixa, dois filhos com 20 e poucos anos, voce nem sabe se ela é casada ainda ou não. Às vezes virou mãe solteira e está numa luta fodida".
Quando voltamos para o trabalho, fiz mais uma rodada de pesquisa no Facebook. Talvez fosse uma memória embasada do passado, talvez fosse só uma coincidência, mas eu cismei com o sobrenome Ferreira. Não era o sobrenome que eu sabia com certeza, só um chute que ficava martelando a minha cabeça. Parte de mim dizia que era confusão. Eu tinha uma amiga com o mesmo nome dela é Ferreira no sobrenome, provavelmente estava só confundido as coisas.
Nesse processo, aprendi que o Facebook te dá resultado diferentes para a mesma pesquisa quando você a faz de tempos em tempos. E logo depois desse desabafo, como se falar em voz alta fizesse ela se materializar, ela apareceu. O mesmo rosto de 12 anos atrás, o mesmo sorriso, os mesmos olhos. Minha mão tremeu no computador, levantei para pegar um café é uma água. Respirei fundo, e voltei para ver o resultado.
No começo, senti um misto de alívio e decepção. Ela parecia exatamente como 12 anos atrás, então não era possível que aquela mulher que encontrei na semana passada fosse ela. Abri o perfil e comecei a ver as fotos, os filhos, a pouca vida dela que aquela janela mostrava. Quando abri uma foto mais recente da linha do tempo, a verdade voltou com um soco no estômago: eu realmente a encontrara. A foto de perfil era antiga, mas as mais recentes não deixavam espaço para dúvidas. Eu tinha esbarrado com ela.
Chamei meu colega de trabalho para tomar um café e mostrei as fotos no celular. "Se você não me dissesse que ela tem a mesma idade que a gente, eu nunca ia acreditar em você. Ela parece uns dez anos mais velha, mas era a menina bonita antigamente". E fez a pergunta que eu já estava fazendo mentalmente. "Porra, uma porrada de foto com a família e os filhos, mas e o pai?".
A resposta eu encontrei na lista de amigos dela. Percebi que tinha amigos em comum com outra pessoa da família que tinha o mesmo sobrenome, um amigo farmacêutico que começara a trabalhar em uma farmácia perto do ligar onde trabalho. Era perfeito. Liguei para ele dizendo que queria trocar uma ideia, mas ele tinha acabado de ser transferido para outra unidade da rede para cobrir uma unidade. Com um fogo no cu absurdo, larguei o foda-se no trabalho, peguei um Uber e fui para lá.
No caminho, eu já não sabia bem o que estava fazendo. Eu ficava vendo e revendo aquelas fotos no celular no caminho, lembrando mais e mais dela. É engraçado lembrar de uma pessoa com quem você teve um relacionamento tão profundo e tão curto há tanto tempo. Às vezes eu não sabia bem se eu estava lembrando de alguma coisa ou se eu estava fantasiando, se estava extrapolando algumas memórias.
Fuçando o Facebook dela - curtidas, comentários, gostos, fotos - eu via que ela era exatamente o que eu imaginava. Uma pessoa extremamente simples, de família de classe média baixa, com um estilo de vida simples, bem família e discreta. Os filhos pareciam ser o primeiro lugar em tudo.
Encontrei meu amigo por volta das 16h e subi para a sobreloja da farmácia. Ele vivia falando que o trabalho dele era um marasmo absurdo e tudo que ele fazia quase o dia inteiro era ficar no segundo andar jogando 3DS e como ele estava prestes a comprar um Switch só por conta disso. "Queria ter esses problemas no meu trabalho", brinquei.
Esse meu amigo não é super próximo, mas nos conhecemos há uns 15 anos e crescemos na mesma vizinhança. Apesar de não ser o tipo de pessoa para quem eu desabafo, é alguém em quem eu confio demais. Contei para ele a história toda. "Porra, mas achei que você e XXXX fossem felizes. Vocês têm uma vida tão tranquila". A gente é, eu expliquei. Na verdade eu sou feliz para caralho com a minha vida conjugal, "mas essa ogiva nuclear me fodeu completamente. Pelo menos nesse fim de semana".
É aqui que a história dá uma guinada um pouco para pior. Meu amigo farmacêutico é o tipo de cara que está a cada semana com uma mulher diferente. Os namoros nunca duravam muito. Ele é pintoso e gente fina, então é o tipo de cara para quem chove mulher. E uma dessas mulheres era prima dela, uma mulher com quem ele saiu até por bastante tempo (quase seis meses) dentro dos parâmetros dele.
Ele não lembrava os detalhes, mas ela ficou "falada" na família por conta da crise no casamento. Casou nova, passou para um concurso público que pagava bem mal, mas pelo menos era um emprego garantido, e teve um filho logo no primeiro ano do casamento. No começo, parecia conto de fadas: os dois colegas de escola casam, passam em concursos públicos diferentes (naquele boom de concursos que rolou entre 2005~2010) e têm dois filhos bem rápido. Aos 22 anos, eles já tinham a vida "feita" para alguns padrões.
Mas isso não durou muito. Meu amigo farmacêutico não sabia dos detalhes, obviamente, mas o cara se arrependeu de ter casado tão cedo. Ela largou a faculdade para se dedicar aos filhos. Ainda assim, faltava tempo para cuidar dos dois. Ela largou o emprego público também para se dedicar às crianças e virou dona de casa em tempo integral.
"Ela passou em um concurso público de primeira, eles achavam que ia ser fácil entrar em órgão público mais tarde, quando as crianças estivessem maiores". Burrice do caralho, pensei. A procura por concurso público cresceu vertiginosamente e as vagas minguaram. Agora até os concursos mais bundas tinham altíssima concorrência.
Aparentemente, boa parte da família foi contra. A gente está falando de uma família de classe média baixa de um subúrbio bem quebrado. Para eles, aquela vaga no emprego público era a garantia de que ela teria estabilidade para a vida toda. Ela insistia que o marido tinha um emprego melhor e que eles economizariam tendo ela como dona de casa.
Passaram algum tempo juntos dessa forma, mas o cara ficou de saco cheio. Meu amigo não sabe se chegou a acontecer traição ou não, mas ele enjoou daquela vida. Achava que tinha casado muito cedo, que não tinha aproveitado a vida. Que os dois se precipitaram, que ele não tinha vivido. Que ele não queria ficar preso naquela vida desde tão cedo.
E meteu o pé.
Na família, segundo meu amigo, rolava um misto de pena e revolta com a menina pelas decisões dela. No final das contas, ela voltou para a casa dos pais, entrou em depressão e passou a viver em função dos filhos. Ela não conseguiu terminar a faculdade e jamais a reatou por causa deles também.
Caralho.
No caminho para casa, eu fiquei pensando o quanto aquilo era triste e curioso. Triste por razões óbvias. Curioso porque ela viveu o meu sonho. Sei que pode parecer besteira, mas meu sonho sempre foi casar e ter filhos cedo. Eu nunca fui um cara muito da pegação - até porque, como já disse aí, sempre tive a auto-estima muito baixa - e sempre quis ter uma família, meu sonho sempre foi ter filhos. E eu queria curtir os meus filhos o máximo que pudesse. Imagina você com 32 e um filho de 10 anos? Quanta coisa gostosa você não ia poder compartilhar, viver junto? Acho que o passar do tempo torna o abismo entre as gerações cada vez maior, o que dificulta essa aproximação entre pais e filhos. Em tempo, é só uma opinião pessoal. Não tenho filho, então não tenho muita voz nisso e posso estar redondamente enganado.
Ela viveu o meu sonho, mas tudo deu radicalmente errado. Hoje eu entendo como deve ser problemático casar cedo. Eu casei com 26, o que muita gente já chamaria de cedo hoje em dia. Mas caralho, casar aos 20? Eu precisaria ter certeza absoluta de que estava com uma ótima pessoa ao meu lado, mas é difícil a gente chegar a essa conclusão tão cedo. A maioria das garotas com quem saí entre meus 18~22 anos jamais estariam na minha lista de possíveis esposas hoje em dia. Algumas são minhas amigas até hoje, mas a grande maioria ganhou pensamentos e posições que vão contra quase tudo que eu acredito.
Tentei imaginar a vida dela agora. 32 anos, dois filhos, divorciada, sem faculdade e depois de largar um emprego público, morando na casa dos pais. Os posts e fotos dela no Facebook tem um quê de agridoce. Parece haver um amor incondicional pelos filhos e pelo desenvolvimento deles. Mas ao mesmo tempo parece haver uma triste por não ter aproveitado a vida. Encontrei até um post antigo em que ela nunca tinha andado de avião e sonhava em conhecer a Europa, postava fotos dos lugares que gostaria de viajar, lia livros sobre eles.
Eu sei que isso pode soar paternalista, mas tudo isso me pesava muito o coração. Me dava vontade de ir lá, de mudar a vida dela, de levá-la para Paris, Roma, Praga, Porto, as poucas cidades que visitei nas vezes em que fui para lá. Me dá vontade de correr para encontrá-la, abraçar, ficar com ela, conversar, qualquer merda.
Mas aí eu caio na realidade. Cá estou eu, casado, relativamente estabelecido, vivendo super de boa até sexta-feira. E se eu puxar uma conversa no Facebook para encontrá-la, chamar para um café pelos velhos tempos e falar que fiquei sem jeito de puxar papo com ela quando a vi na praça sexta-feira? O que eu vou dizer?
Depois de explicar porque saí do curso daquele jeito, 12 anos atrás, vou falar que era completamente apaixonado por era e que estava me sentindo feito um adolescente agora? Será que não vou adicionar mais um arrependimento para a lista dela, partindo do princípio que ela talvez também sentisse algo por mim à época? E se não sentia, de que isso serviria?
E não sei as consequências que vê-la pessoalmente podem ter. Sim, ela parece bem mais velha e o tempo não foi bom com ela. Mas eu ainda a acho linda e sinto um aperto no coração idiota toda vez que olho para as fotos dela no Facebook. Eu tenho medo de aparecer, me mostrar como algum exemplo da felicidade e bom senso (sim, já escutei de amigos meus que tenho a vida "perfeita demais" por conta do meu bom senso em geral, apesar de eu achar que tenho uma vida ok, só pautada pelo "pensar antes de fazer") que apenas acentue as más escolhas dela. Eu tenho medo de não aguentar e fazer merda, de estragar um casamento que vai bem para caralho.
Ela está aqui, a um clique de distância, e não sei o que fazer. Nem se devo fazer alguma coisa.
TL/DR: achei a menina no Facebook depois de chutar dezenas de sobrenomes diferentes. Ela está divorciada, largou um emprego público e parece estar numa fossa fodida. Eu não sei se devo fazer alguma coisa ou deixar esse feeling morrer e continuar vivendo deixando esse fuck up de ter sumido da vida da menina para trás.
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2016.08.14 13:30 ShaunaDorothy El enfoque marxista de la liberación de la mujer - El comunismo y la familia ( 1 - 2 ) (Mayo de 2016)

https://archive.is/7HsFd
Espartaco No. 45 Mayo de 2016
En la Declaración de principios y algunos elementos de programa, la Liga Comunista Internacional (Cuartainternacionalista) expone nuestra tarea de “construir partidos leninistas como secciones nacionales de una internacional centralista-democrática cuyo propósito es dirigir a la clase obrera a la victoria mediante revoluciones socialistas a través del mundo” (Spartacist [Edición en español] No. 29, agosto de 1998). Sólo mediante la toma del poder podrá el proletariado acabar con el capitalismo como sistema y abrir el camino hacia un mundo sin explotación ni opresión. Crucial para esta perspectiva es la lucha por la emancipación de la mujer, cuya opresión se remonta al comienzo de la propiedad privada y no podrá ser eliminada sin la abolición de la sociedad de clases.
La Declaración explica que nuestra meta en última instancia es la creación de una sociedad nueva, una sociedad comunista:
“La victoria del proletariado a escala mundial pondría una abundancia material inimaginable al servicio de las necesidades humanas, sentaría las bases para la eliminación de las clases sociales y la erradicación de la desigualdad social basada en el sexo, y la abolición misma del significado social de la raza, nacionalidad o etnia. Por primera vez, la humanidad tomará las riendas de la historia y controlará su propia creación, la sociedad, llevando a una emancipación jamás imaginada del potencial humano, y a una ola monumental de avance de la civilización. Sólo entonces será posible realizar el desarrollo libre de cada individuo como la condición para el desarro- llo libre de todos”.
La mayoría de las organizaciones que se hacían llamar marxistas solían aceptar la meta de una sociedad comunista, aunque no coincidieran en nada más. Pero desde el colapso de la Unión Soviética en 1991-1992 esto ya no es así. Sólo la LCI se adhiere a la perspectiva del comunismo mundial que expusieron por primera vez Karl Marx y Friedrich Engels.
Este clima ideológico de la “muerte del comunismo” ha llevado a que prevalezcan nociones falsas y estrechas de lo que es el marxismo. En la conciencia popular, el comunismo ha quedado reducido a la nivelación económica (igualdad en un nivel bajo de ingreso y de consumo) bajo la propiedad estatal de los recursos económicos. Por el contrario, la base material para el cumplimiento del programa marxista es la superación de la escasez económica mediante el aumento progresivo de la productividad del trabajo. Para realizarse plenamente, ello exige varias generaciones de desarrollo socialista basado en una economía colectivizada a escala mundial. Así, se desarrollará una sociedad en la que el estado (aparato coercitivo especial que defiende el orden de la clase dominante a través de destacamentos de hombres armados) se habrá extinguido, la filiación nacional habrá desaparecido y la institución de la familia —principal fuente de la opresión de la mujer— habrá sido remplazada por medios colectivos para cuidar y socializar a los niños y por la más amplia libertad en las relaciones sexuales.
El marxismo y la “naturaleza humana”
En el pasado, los intelectuales que consideraban semejante sociedad indeseable y/o imposible, no dejaban de reconocer que era eso lo que los marxistas llamaban comunismo. Por ejemplo, en El malestar en la cultura (1930), una exposición popular de su concepción del mundo, Sigmund Freud ofrece una breve crítica del comunismo. No hay evidencia de que haya estudiado las obras de Marx y Engels ni de que haya leído las de V.I. Lenin y otros líderes bolcheviques. Su comprensión (e incomprensión) del comunismo le era común a muchos intelectuales europeos y estadounidenses de su tiempo, independientemente de sus convicciones políticas.
Freud basaba su crítica del comunismo en el punto de vista de que “la tendencia agresiva es una disposición instintiva innata y autónoma del ser humano” y concluía que el proyecto comunista de una sociedad armoniosa contravenía la naturaleza humana:
“No me concierne la crítica económica del sistema comunista; no me es posible investigar si la abolición de la propiedad privada es oportuna y conveniente; pero, en cambio, puedo reconocer como vana ilusión su hipótesis psicológica. Es verdad que al abolir la propiedad privada se sustrae a la agresividad humana uno de sus instrumentos, sin duda uno muy fuerte, pero de ningún modo el más fuerte de todos. Sin embargo, nada se habrá modificado con ello en las diferencias de poderío y de influencia que la agresividad aprovecha para sus propósitos; tampoco se habrá cambiado la esencia de ésta... Si se eliminara el derecho personal a poseer bienes materiales, aún subsistirían los privilegios derivados de las relaciones sexuales, que necesariamente deben convertirse en fuente de la más intensa envidia y de la más violenta hostilidad entre los seres humanos, equiparados en todo lo restante. Si también se aboliera este privilegio, decretando la completa libertad de la vida sexual, suprimiendo, pues, la familia, célula germinal de la cultura, entonces, es verdad, sería imposible predecir qué nuevos caminos seguiría la evolución de ésta; pero cualesquiera que ellos fueren, podemos aceptar que las inagotables tendencias intrínsecas de la naturaleza humana tampoco dejarían de seguirlos”.
Freud entendía correctamente que en la visión comunista de la sociedad futura la familia se habrá extinguido y habrá una “completa libertad de la vida sexual”. La visión de Freud era incorrecta en tanto que los marxistas reconocen que la familia no puede simplemente abolirse; sus funciones necesarias, especialmente la crianza de la siguiente generación, deben ser remplazadas por medios socializados de cuidado infantil y trabajo doméstico.
Si bien Freud ya no tiene la autoridad ideológica que solía tener, la idea de que la “naturaleza humana” hace imposible un mundo comunista sigue siendo común, aunque los argumentos específicos puedan diferir. Los marxistas, en cambio, insistimos en que es la escasez material lo que da lugar a las salvajes reyertas por los recursos escasos. Es por ello que el comunismo es concebible sólo con un nivel sin precedentes de abundancia material, acompañado de un inmenso salto en el nivel cultural de la sociedad. Es la existencia de las clases, actualmente en la forma de un orden capitalista-imperialista obsoleto, lo que infesta a la sociedad humana con brutalidad y violencia. Como escribió el autor marxista Isaac Deutscher en “Sobre el hombre socialista” (1966): “utilizan el homo homini lupus [el hombre es el lobo del hombre] como grito de guerra contra el progreso y el socialismo y agitan al espantajo del eterno lupus humano en provecho del verdadero y sanguinario lupus del imperialismo contemporáneo”.
Para Freud, la “agresión innata” de las relaciones sexuales era el problema con la naturaleza humana. ¿Cuál es la realidad? La patología social asociada a lo que Freud percibía como rivalidad sexual tendría poca razón de ser en una sociedad comunal plenamente libre en la que la vida sexual fuera independiente del acceso al alimento, la vivienda, la educación y demás necesidades y comodidades cotidianas. Cuando la familia se haya extinguido junto con las clases y el estado, la crianza comunal que la remplace llevará a una nueva sicología y cultura entre la gente que crezca en esas condiciones. Los valores sociales patriarcales —“mi” mujer, “mis” hijos— se desvanecerán junto con el sistema opresivo que los genera. La relación de los niños entre sí y con las personas que les enseñan y guían serán multilaterales, complejas y dinámicas. Es la institución de la familia lo que ata al sexo y al amor a la propiedad, con todo lo que salga de la camisa de fuerza de la monogamia heterosexual considerado “pecado”.
La familia bajo el capitalismo es el principal mecanismo de la opresión de la mujer y de la juventud, atada por innumerables lazos interrelacionados con las operaciones básicas de la economía de “libre mercado”. La familia, el estado y la religión organizada conforman un tripié de opresión en el que se sostiene el orden capitalista. En los países del Tercer Mundo, el atraso y la pobreza arraigados, promovidos por la dominación imperialista, conducen a prácticas horriblemente opresivas como el velo, el precio de la novia y la mutilación genital femenina.
En las sociedades capitalistas avanzadas, como la estadounidense, podría pensarse que la gente lleva una vida complicada, más parecida a las presentadas en programas de televisión como Modern Family o Transparent que a la comedia de los años cincuenta Papá lo sabe todo. Sin embargo, las decisiones personales de la gente están constreñidas por la ley, la economía y los prejuicios de la sociedad de clases; esto es especialmente cierto en el caso de la clase obrera y los pobres. Remplazar la familia por instituciones colectivas es el aspecto más radical del programa comunista, y el que traerá los cambios más profundos y drásticos en la vida cotidiana, incluida la de los niños.
Nuestros oponentes en la izquierda y la cacería de brujas antisexo
En la actualidad, la visión de una sociedad sin la institución opresiva de la familia ya no puede hallarse en la gran mayoría de los que dicen estar por el marxismo, el socialismo o la liberación de la mujer. Hace ya décadas que los estalinistas, con su dogma antimarxista del “socialismo en un solo país”, renunciaron al entendimiento de que era necesaria una sociedad socialista global para conseguir la plena liberación humana, incluyendo la de la mujer. Una consecuencia de ello fue la rehabilitación estalinista de la opresiva familia como un pilar “socialista”. En “La Revolución Rusa y la emancipación de la mujer” (Spartacist [Edición en español] No. 34, noviembre de 2006), tratamos esta cuestión a profundidad.
Hoy, otros supuestos marxistas, entre ellos algunos que afirman ser trotskistas, simplemente siguen la doctrina feminista liberal (burguesa) prevaleciente en cuanto a la liberación de la mujer, apoyando implícitamente a las instituciones de la familia y el estado burgués. Un ejemplo de ello lo dan las reacciones histéricas de nuestros oponentes ante nuestra defensa de los derechos de la North American Man/Boy Love Association (Asociación Norteamericana de Amor entre Hombres y Muchachos, NAMBLA), que está por la legalización del sexo consensual entre hombres y muchachos, así como de otros perseguidos por su “depravación” sexual. La LCI se ha opuesto consistentemente a la intervención del gobierno en la vida privada y exige derogar todas las leyes contra los “crímenes sin víctimas” consensuales, como la prostitución, el consumo de drogas y la pornografía.
Los aullidos de muchos radicales y feministas contra NAMBLA expresan los “valores familiares” que impulsan los políticos e ideólogos burgueses. Durante décadas, la reacción antisexo patrocinada por el gobierno ha tomado varias formas: el prejuicio fanático antigay, una cacería de brujas contra los trabajadores de las guarderías, la prohibición de que se distribuyan entre adolescentes anticonceptivos e información sobre el control de la natalidad, y el encarcelamiento de “desviados”. Este asalto reaccionario estuvo acompañado por terrorismo extralegal, como las bombas en las clínicas de aborto. Gran parte de esta persecución busca fortalecer al estado burgués en su regulación de la población y difundir el pánico como una distracción de la verdadera brutalidad de la vida en esta sociedad retorcida, cruel, prejuiciosa y racista.
En artículos anteriores, hemos explorado algunas de las ambigüedades de la sexualidad en una sociedad donde las deformidades de la desigualdad de clase y de la opresión racial y sexual pueden producir mucho sufrimiento personal y cosas desagradables. Hemos afirmado que, mientras que el abuso infantil es un crimen horrendo y cruel, muchos encuentros sexuales ilegales son totalmente consensuales y no producen por sí mismos ningún daño. La mezcolanza deliberada de todo lo que vaya desde las caricias mutuas entre hermanos hasta la violación horrenda de un niño pequeño por parte de un adulto crea un clima social de histeria antisexo en el que los perpetradores de la violencia real contra los niños a menudo quedan impunes. Hemos señalado que las proclividades sexuales de las especies gregarias de mamíferos como el Homo sapiens claramente no encajan en la rígida monogamia heterosexual decretada por la moral burguesa.
Como medida básica de defensa frente a la persecución estatal de los jóvenes que quieren tener sexo (así sea sexting), nos oponemos a las reaccionarias leyes de la “edad de consentimiento”, con las que el estado decreta cierta edad arbitraria a partir de la cual permite el sexo, sin importarle que dicha edad cambie con el tiempo y varíe de un estado a otro en EE.UU. Al tratar esas cuestiones, nos ubicamos firmemente en oposición al estado capitalista y todos sus esfuerzos por reforzar y sostener el orden burgués explotador. Ésa es la aplicación, bajo las actuales circunstancias, de nuestra meta de la libertad sexual para todos, incluyendo a los niños y los adolescentes, en un futuro comunista. Esto tiene una importancia particular para los jóvenes adultos, de los que se espera que pasen los años que siguen a la pubertad bajo el yugo de la dependencia de sus padres. Llamamos por estipendios plenos para todos los estudiantes como parte de nuestro programa por una educación gratuita y de calidad para todos, para que los jóvenes puedan ser genuinamente independientes de sus familias.
Por el contrario, la International Socialist Organization (ISO, Organización Socialista Internacional) se niega a llamar por la abolición de las leyes de la edad de consentimiento actuales. En un artículo titulado “Youth, Sexuality and the Left” [La juventud, la sexualidad y la izquierda], la dirigente de la ISO Sherry Wolf blande su pica contra el partidario de NAMBLA David Thorstad por ser “el más ardiente y añejo defensor de la pederastia en la izquierda” (socialistworker.org, 2 de marzo de 2010). Wolf cita su propio libro Sexuality and Socialism: History, Politics and Theory of LGBT Liberation (Sexualidad y socialismo: Historia, política y teoría de la liberación LGBT, Haymarket Books, 2009): “Un consentimiento genuino, libre de la desigualdad de poder, no puede dárselo un niño a un hombre de 30”. El artículo de Wolf continúa: “En nuestra sociedad, las relaciones entre adultos y niños no son las de individuos iguales en lo emocional, lo físico, lo social ni lo económico. Los niños y los púberes no tienen la madurez, la experiencia ni el poder para tomar decisiones realmente libres respecto a sus relaciones con adultos. Sin eso, no puede haber consentimiento genuino”.
¿“Decisiones realmente libres”? Pocas relaciones entre adultos cumplirían con esta definición de consentimiento. En los hechos, Wolf pone a los jóvenes menores de 18 años y a sus parejas a merced del estado burgués. El único principio guía para toda relación sexual debería ser el consentimiento efectivo —es decir, el acuerdo y entendimiento mutuo entre todas las partes involucradas— independientemente de la edad, el género o la preferencia sexual.
El que la ISO abandone a los jóvenes al opresivo status quo sexual refleja su acomodación a los prejuicios del orden capitalista y las actitudes atrasadas de la población en general. En última instancia, viene de la vieja oposición de la ISO a toda perspectiva de movilización revolucionaria de la clase obrera hacia la toma del poder y la creación de un estado obrero —la dictadura del proletariado— que abra el camino hacia una sociedad comunista. Para la ISO, el socialismo es más o menos la aplicación acumulada de la “democracia” a todos los sectores oprimidos, entre los cuales la clase obrera es simplemente uno más. La ISO procura presionar a los capitalistas para que reformen su sistema de explotación. Su perspectiva de la liberación de la mujer refleja la misma fe conmovedora en las fuerzas de la reforma.
Por qué los marxistas no somos feministas
Cosa interesante, en los últimos años la ISO ha estado discutiendo en las páginas de su periódico, el Socialist Worker, acerca de las teorías sobre la liberación de la mujer. Parece ser que su motivación es el deseo de abandonar su postura anterior de oposición al feminismo como una ideología burguesa, para poder adoptar activamente la etiqueta de feminista o “feminista socialista”. Por ejemplo, en una charla de la conferencia Social-ism de la ISO en 2013 (publicada en “Marxism, Feminism and the Fight for Liberation” [Marxismo, feminismo y la lucha por la liberación], socialistworker.org, 10 de julio de 2013), Abbie Bakan sugirió: “La afirmación teórica de que hay bases para un enfoque marxista coherente que esté por la ‘liberación de la mujer’, pero contra el ‘feminismo’, carece de sentido”. (Hasta marzo de ese año, Bakan había sido una destacada partidaria de los International Socialists [Socialistas Internacionales] de Canadá, primos políticos de la ISO.)
La reciente adopción teórica explícita por parte de la ISO del “feminismo socialista” no es más que otra cubierta para el mismo contenido liberal. Sin embargo, nos ofrece la oportunidad de reafirmar la vieja posición marxista respecto a la familia y enfatizar que la emancipación de la mujer es fundamental para la revolución socialista e inseparable de ella. Contra lo que dice la ideología feminista, la plena igualdad legal no basta para superar la opresión de la mujer, que está profundamente enraizada en la familia y la propiedad privada.
Como siempre hemos enfatizado, marxismo y feminismo son viejos enemigos políticos. Eso requiere una explicación. En Estados Unidos y otros lugares se ha vuelto común aplicar el término “feminista” a quienes piensan que hombres y mujeres deberían ser iguales. Sin embargo, al lidiar con la desigualdad, el feminismo acepta los confines de la sociedad capitalista existente. Como ideología, el feminismo nació a finales del siglo XIX, reflejando las aspiraciones de una capa de mujeres burguesas y pequeñoburguesas que reclamaban sus prerrogativas de clase: derecho a la propiedad y a la herencia, acceso a la educación y las profesiones, y derecho al voto. Los marxistas buscamos mucho más que esta limitada idea de “igualdad de género”.
Los marxistas reconocemos que la liberación de la mujer no puede ocurrir sin la liberación de toda la raza humana de la explotación y la opresión: ése es nuestro fin. Hace bastante más de un siglo August Bebel, el dirigente histórico del Partido Socialdemócrata de Alemania, lo explicó claramente en su libro La mujer y el socialismo (1879), un clásico marxista. Reeditada varias veces, esta obra fue leída por millones de obreros de distintas generaciones antes de la Primera Guerra Mundial. La riqueza de su visión de la emancipación de la mujer no puede hallarse en ninguno de los escritos de la ISO al respecto:
“[La mujer] elegirá para su actividad los terrenos que correspondan a sus deseos, inclinaciones y disposiciones y trabajará en las mismas condiciones que el hombre. Lo mismo que todavía será obrera práctica en cualquier oficio, durante otra parte del día será educadora, maestra, enfermera, y durante otra parte ejercitará cualquier arte o ciencia y cumplirá en una cuarta parte cualquier función administrativa”.
—La mujer y el socialismo (Ediciones de Cultura Popular, 1978)
Lo que es especialmente significativo de la descripción que hace Bebel de la naturaleza emancipadora del trabajo en la sociedad socialista es que se aplica igualmente a los hombres. Eso apunta al núcleo del motivo por el que marxismo y feminismo son mutuamente excluyentes y de hecho antagónicos. Los feministas consideran que la división básica de la sociedad es entre hombres y mujeres, mientras que los socialistas reconocemos que los obreros de ambos sexos deben luchar juntos para acabar con la opresión y la explotación que sufren por parte de la clase capitalista.
Marx desvirtuado
En su giro teórico a favor del “feminismo socialista”, la ISO está promoviendo el libro Marxism and the Oppression of Women: Toward a Unitary Theory (Marxismo y la opresión de la mujer: Hacia una teoría unitaria, Haymarket Books, 2013) de Lise Vogel. Publicado originalmente en 1983, el libro se reeditó como parte de la serie Historical Materialism con una introducción encomiástica de dos académicos canadienses partidarios del ultrarreformista New Socialist Group (Nuevo Grupo Socialista). Incluso hace 30 años, el medio “feminista socialista” al que se dirige Vogel ya se había disuelto en la nada. Pero, dado que Vogel pretende representar un polo marxista dentro del movimiento o corriente intelectual “socialfeminista”, hoy a la ISO le cuadra promover su libro.
En la sección introductoria del libro, Vogel se deslinda ecuánimemente tanto de los feministas no marxistas como de los marxistas no feministas. Se fija como su tarea principal analizar el carácter de la opresión de la mujer dentro de la estructura y dinámica del sistema económico capitalista. Su tratamiento de Marx y Engels es confuso, contradictorio y rimbombante. Se enfoca principalmente en la relación entre el trabajo doméstico y la reproducción generacional de la fuerza de trabajo. Para Vogel, la opresión de la mujer se reduce estrechamente al trabajo doméstico (no pagado). Afirmando explícitamente que “la categoría de ‘la familia’...es insuficiente como punto de partida analítico”, Vogel pasa por alto las cuestiones más amplias del papel de la familia en la opresión de la mujer y los niños y su importancia como sostén clave del orden capitalista. La familia sirve para atomizar a la clase obrera y propagar el individualismo burgués como barrera a la solidaridad de clase.
Su concepción estrecha de la opresión de la mujer no impide a Vogel calumniar a Engels como “determinista económico”. Simplemente deja de lado los aspectos culturales y sociales incluidos en la riqueza de los argumentos que Engels presenta en El origen de la familia, la propiedad privada y el estado (1884). Para tomar un ejemplo, Vogel se queja de que Engels “no vincula claramente el desarrollo de una esfera especial relacionada a la reproducción de la fuerza de trabajo con el surgimiento de la sociedad de clases o quizá la sociedad capitalista”. Aparentemente, esto significa que Engels no muestra cómo el surgimiento de la sociedad de clases llegó a pesar sobre el papel de la mujer en la crianza de los hijos. Esto simplemente no es verdad.
En El origen de la familia, la propiedad privada y el estado, Engels describe cómo la familia se originó en el neolítico cuando la sociedad se dividió en clases por vez primera. Apoyándose en la información disponible en aquella época, Engels se basó mucho en el trabajo pionero de Lewis Henry Morgan entre los iroqueses del norte del estado de Nueva York para entender las sociedades primitivas sin clases. Engels describió cómo la invención de la agricultura creó un excedente social que permitió, por primera vez, el desarrollo de una clase dominante ociosa que vivía del trabajo ajeno. La familia, específicamente la monogamia de la mujer, fue necesaria para asegurar la transmisión ordenada de la propiedad y el poder a los herederos del patriarca, la siguiente generación de la clase dominante. Si bien es mucho lo que se ha descubierto sobre las primeras etapas de la sociedad humana desde tiempos de Engels, su entendimiento fundamental ha resistido la prueba del tiempo.
Vogel no analiza la función social de la familia para la clase obrera bajo el capitalismo, donde sirve para criar a la siguiente generación de esclavos asalariados. En El capital, Marx explicó que el costo de la fuerza de trabajo está determinado por el costo de manutención y reproducción del obrero: sus gastos cotidianos, su capacitación y el sostén de su pareja y sus hijos. Para aumentar la ganancia, los capitalistas buscan bajar el costo del trabajo: no sólo de los salarios que pagan a los bolsillos de los obreros, sino también de los servicios como la educación y la salud públicas, que son necesarios para la manutención del proletariado.
El feminismo a veces critica algunos aspectos de la familia, pero en general sólo para quejarse de los “roles de género”, como si el problema fuera una discusión sobre el estilo de vida respecto a quién debe lavar los platos o darle al bebé su mamila. El problema es la institución de la familia, que integra a la gente a la sociedad desde la infancia de manera que acate ciertas normas, respete a la autoridad y desarrolle los hábitos de obediencia y deferencia que son tan útiles a la obtención de ganancias por parte de los capitalistas. La familia le es invaluable a la burguesía como reserva de pequeña propiedad privada y en algunos casos de pequeña producción, operando como freno ideológico a la conciencia social. Vogel pasa por alto estas cuestiones y se enfoca estrictamente en el “trabajo doméstico” no pagado de la mujer.
El fin último
La posición de Vogel es incluso más débil en lo que toca al fin último de la liberación de la mujer. Esto se ve especialmente en lo que no dice. Vogel divorcia la emancipación de la mujer de la superación de la escasez económica y del remplazo del trabajo enajenado —tanto en la fábrica como en el hogar— por el trabajo creativo y gratificante. Tanto el fin último de una sociedad comunista como los medios básicos para lograrlo quedan fuera de los confines intelectuales del “feminismo socialista” de Vogel.
Cuando Marx y Engels explicaron que suscribían un entendimiento materialista de la sociedad y del cambio social, no se referían sólo al capitalismo y las sociedades de clase anteriores (como el feudalismo). También proporcionaron un entendimiento materialista de la futura sociedad sin clases. De hecho, ésa era su diferencia fundamental con las principales corrientes socialistas de principios del siglo XIX —los owenistas, fourieristas y saint-simonianos— como las resumió Engels en Del socialismo utópico al socialismo científico (originalmente parte de su polémica de 1878, Anti-Dühring). Marx y Engels reconocían que una sociedad socialista —entendida como la etapa inicial del comunismo— requeriría un nivel de productividad del trabajo muy superior incluso a la de los países capitalistas más avanzados de hoy. Esto se logrará mediante una expansión continua del conocimiento científico y su aplicación tecnológica.
Vogel no comparte esa concepción. Esto queda particularmente claro en su análisis de los primeros años de la Rusia soviética. Expresando un gran aprecio del entendimiento que tenía Lenin de la opresión de la mujer y de su compromiso por superarla, cita con aprobación un discurso de 1919, “Las tareas del movimiento obrero femenino en la República Soviética”:
“Todas ustedes saben que incluso cuando las mujeres gozan de plenos derechos, en la práctica siguen esclavizadas, porque todas las tareas domésticas pesan sobre ellas. En la mayoría de los casos las tareas domésticas son el trabajo más improductivo, más embrutecedor y más arduo que pueda hacer una mujer. Es un trabajo extraordinariamente mezquino y no incluye nada que de algún modo pueda contribuir al desarrollo de la mujer.
“En la prosecución del ideal socialista, queremos luchar por la realización total del socialismo, y se abre aquí un amplio campo de acción para la mujer. Realizamos ahora serios preparativos a fin de desbrozar el terreno para la construcción del socialismo, pero la construcción del socialismo comenzará sólo cuando hayamos logrado la completa igualdad de la mujer, y cuando acometamos las nuevas tareas junto con la mujer, que habrá sido liberada del trabajo mezquino, embrutecedor, improductivo”.
Vogel presenta equivocadamente a Lenin como una voz solitaria clamando en el desierto e implica que el principal obstáculo para superar la opresión de la mujer en los primeros años de la Rusia soviética era ideológico: las generalizadas actitudes patriarcales entre los hombres de la clase obrera y el campesinado combinadas con una supuesta indiferencia por la liberación de la mujer entre los cuadros, mayoritariamente varones, del Partido Bolchevique. Vogel escribe:
“Los señalamientos de Lenin respecto al machismo nunca tomaron forma programática, y la campaña contra el atraso ideológico masculino nunca pasó de ser un tema menor en la práctica bolchevique. Sin embargo, sus observaciones sobre el problema representaron una admisión extremadamente inusual de la seriedad del mismo... Las contribuciones teóricas de Lenin no lograron dejar una impresión duradera”.
De hecho, el gobierno soviético realizó enormes esfuerzos para aliviar a la mujer obrera de la carga del trabajo doméstico y la crianza de niños mediante el establecimiento de cocinas comunales, lavanderías, guarderías, etc. Tanto los bolcheviques como la Internacional Comunista establecieron departamentos especiales para el trabajo entre las mujeres. Durante los primeros años del estado obrero soviético, el Zhenotdel estuvo activo tanto en las regiones europeas como en las del Asia Central.
Los límites de las medidas liberadoras del gobierno comunista bajo V.I. Lenin y León Trotsky no fueron ideológicos, sino producto de condiciones objetivas: la pobreza de recursos materiales, agravada por años de guerra imperialista y guerra civil. En un ensayo de 1923 titulado “De la vieja a la nueva familia”, incluido en la compilación de 1924 Problemas de la vida cotidiana (una obra que Vogel no menciona siquiera), Trotsky explicó:
“En principio, la preparación material de las condiciones para un nuevo modo de vida y una nueva familia no puede separarse tampoco del trabajo de la construcción socialista. El estado de los trabajadores necesita mayor prosperidad con el fin de que le sea posible tomar seriamente en sus manos la educación pública de los niños y aliviar asimismo a la familia de los cuidados de la limpieza y la cocina. La socialización de la familia, del manejo de la casa y de la educación de los niños no será posible sin una notable mejoría de toda nuestra economía. Necesitamos una mayor proporción de formas económicas socialistas. Sólo bajo tales condiciones, podremos liberar a la familia de las funciones y cuidados que actualmente la oprimen y desintegran. El lavado debe estar a cargo de una lavandería pública, la alimentación a cargo de comedores públicos, la confección del vestido debe realizarse en los talleres. Los niños deben ser educados por excelentes maestros pagados por el estado y que tengan una real vocación para su trabajo”.
La escasez material fue fuente de otro ámbito importante de desigualdad entre los hombres y las mujeres en los primeros años de la Rusia soviética (y por extensión en todo estado obrero económicamente atrasado). Se trata de la escasez de la mano de obra altamente calificada que requiere conocimientos y capacidades técnicas avanzados. A los obreros industriales calificados y los miembros de la intelectualidad técnica (ingenieros, arquitectos, etc.) había que pagarles salarios más altos que a los obreros no calificados, aunque la diferencia era mucho menor que en los países capitalistas. Este sector mejor pagado de la fuerza de trabajo, heredado del pequeño sector capitalista moderno de la Rusia zarista, era predominantemente masculino. Aunque se hicieron esfuerzos dirigidos a corregir esto, al joven estado obrero le faltaban los recursos materiales para educar y entrenar a las mujeres para que se volvieran maquinistas e ingenieras en cantidades suficientes a fin de superar el predominio masculino del trabajo calificado.
El libro de Vogel concluye con una proyección de cómo será la transición al comunismo tras el derrocamiento del capitalismo:
“Ante la terrible realidad de la opresión de la mujer, los socialistas utópicos del siglo XIX llamaron por la abolición de la familia. Todavía hoy, su drástica exigencia sigue teniendo adeptos entre los socialistas. En cambio, el materialismo histórico plantea la difícil cuestión de reducir y redistribuir simultáneamente el trabajo doméstico conforme éste se va transformando en un componente integral de la producción social en la sociedad comunista. Así como en la transición socialista ‘el estado no es “abolido”, sino que se extingue’, así también el trabajo doméstico debe extinguirse. Por lo tanto, durante la transición al comunismo una administración adecuada del trabajo doméstico y el trabajo femenino será un problema clave de la sociedad socialista, pues sólo sobre esta base pueden establecerse y conservarse las condiciones económicas, políticas e ideológicas de la verdadera liberación de la mujer. En el proceso, la familia, en su forma histórica particular como una unidad social basada en el parentesco para la reproducción de fuerza de trabajo explotable en la sociedad de clases, también se extinguirá, y con ella tanto las relaciones familiares patriarcales como la opresión de la mujer” [énfasis en el original].
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/familia.html
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2016.06.12 21:24 shirleioliveira A IMPORTÂNCIA DAS FÁBULAS NA LITERATURA INFANTO - JUVENIL

Acadêmicos: Cristiane Cardoso da Silva Mat: 327818, Damarys Oliveira da Silva de Paiva Mat: 714725 Karita Marreiros Mat: 917241 Rita de Cassia Mat: 863453 Shirlei de Sousa Oliveira Mat: 785936 Professor-Tutor Externo: Clebson Peixoto Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Curso (LED 0259) – Prática do Módulo V 21/05/16
RESUMO: A intenção desse trabalho é mostrar que a literatura é uma manifestação artística e que possui uma comunicação importante que atua como tecelã da linguagem e a transmissão do conhecimento das expressões humanas. O objetivo deste trabalho é abordar quanto ao gênero, fábulas e a importância da literatura na formação do ensino fundamental e no EJA (Educação de Jovens e Adultos) da Escola Elcione Barbalho, localizada no bairro Liberdade da cidade de Marabá-PA, na literatura infanto - juvenil buscamos através de referência documentos, revistas, jornais, livros, pesquisa de campo e internet. Este estudo aborda o papel da escola na formação do individuo, buscando incentivar a escrita e a leitura para assim facilitar o seu desenvolvimento social e emocional, onde iremos utilizar a didática pedagógica da literatura infantil, baseado nas ideias dos seguintes autores: Cândido Antônio, Azevedo, Bruno Betteilheim.
Palavras Chaves: Fábula. Ensino. Educação. Literatura Infanto-Juvenil.
1 INTRODUÇÃO: Neste trabalho apresentamos a didática para a utilização da importância das fábulas na literatura infanto - juvenil, onde levaremos em consideração a importância dos contos de fábulas para a construção do seu imaginário. Este estudo se baseará em autores como Bruno Betteilheim, Cândido Antônio e Azevedo, que tratam de contos de fábulas, cada autor tem uma área específica.
 O objetivo desse trabalho é mostrar que a literatura é uma manifestação artística e também observar a influência dos contos de fábulas no imaginário infanto - juvenil da escola Elcione Barbalho na cidade de Marabá-PA. Acreditamos que os contos de fábulas ajudarão os jovens no ensaio de vários papéis sociais, proporcionando a construção de uma personalidade sadia e também promover a socialização. A troca de experiência é uma maior inserção no grupo social assim promovendo o desenvolvimento da imaginação, da criação, da percepção de mundo a partir das possíveis interpretações dos contos de fábulas. A importância do nosso paper que seja ,um arquivo para pesquisas futuras. Este trabalho utilizou-se em duas etapas de pesquisas sendo que uma etapa foi de observação da prática pedagógica das professoras e uma segunda etapa onde ela trabalha a oralidade e a produção textual , ortografia e linguística. Dentro das problemáticas encontradas buscamos analisar, investigar a importância das fábulas como gênero literário dentro de sala de aula e também levantamos questionamentos em relação a problemas na prática da docência em relação ao gênero literário. Como as professoras utilizam as fábulas em sala de aula na aprendizagem e aumento da cognição do aluno? Como a instituição escola trabalha a literatura para fazer leitores nos estudos observados. 
2 Entendemos por literatura: Uma comunicação de caráter humano, que utiliza de vários recursos seja humano, físico, material, intelectual, social, estético, formador, educador, lúdico entre outros recursos , transferindo aprendizagem, saber, conhecimento, instrução e valores próprios da alma humana através do diálogo significativo ficcional / real desta forma de expressão e produção intelectual humana objetivando a interiorização, a identificação, a inserção e a transformação do indivíduo em seu meio ou sociedade. Podemos definir a literatura como: produção intelectual, expressão artística humana. Azevedo (2007, p.215) afirma que:
“A importância da literatura é indiscutível pois é através dela que nos relacionamos com os valores humanos mais nobres e os mais baixos como o amor e ódio, a bondade e a maldade, a inveja e a solidariedade, a angústia e a alegria , o ciúme e a caridade a soberba e a humildade entre outros”. Cabe a Literatura a finalidade de transformar por meio da escola a expressão artística com o decoro a instrução dos jovens. Neste paper a literatura é considerada em sua funcionalidade formadora e educadora para criar leitores. Antônio Cândido nomeia três funções para a literatura: Função Psicológica : Capacidade individual de fantasiar pela ficção, Função Formadora: Formação e educação do ser humano movida por ideais, Função Humanizadora: Humaniza em sentido profundo porque faz viver. O atuar do diálogo com o texto quer seja por meio do professor para com o aluno, ou por meio de indivíduo para um grupo de pessoas nos ajuda a compreender a literatura. Através de uma aprendizagem sócio interacionista e sócio construtivista (Piaget e Vygotsky). Observamos então a importância de fazer leitores assíduos pelos textos literários, que auxiliam na cognição do indivíduo com criatividade e compreensão do mundo que o rodeia . A fábula o qual trabalhamos no paper e procuramos investigar através de pesquisa documental em arquivos de órgãos públicos e instituições privadas assim também informativos, revistas, anais, relatórios de pesquisa, periódicos , cujo autores que baseiam e norteiam a nossa pesquisa de caráter, qualitativo e quantitativo são Antônio Cândido, Bruno Bettelheim e Azevedo, trabalhamos também com a pesquisa de campo entrevistando alunos e duas professoras de língua portuguesa de uma escola de ensino fundamental localizada no bairro da liberdade no município de Marabá, uma escola que faz parte de um projeto social do governo federal para alunos do EJA ( alunos com idade variante de 15 a 25 anos ) cuja pesquisa foi feita com questionários com perguntas previamente elaboradas. Segundo o dicionário Aurélio (2000, p.30) a fábula é uma narração breve cujas personagens via de regra são animais que pensam, agem e sentem como os seres humanos. Esta narrativa tem por objetivo transmitir uma lição de moral. Alguns escritores de fábulas são : Esopo, temos também os brasileiros Monteiro Lobato e Leonardo Boff obra em destaque (a águia e a galinha ) cuja fábula será abordada neste paper. No primeiro passo da pesquisa, será mostrado aos alunos através de recursos audiovisuais e no segundo passo os alunos serão observados para análise de interpretação de texto, ortografia , linguística e oralidade. Os objetivos deste paper abordam a questão da importância do trabalhar as fábulas em sala de aula descrevendo e realizando o diagnóstico necessário no cotidiano escolar. Sendo que esta pesquisa está dividida em três capítulos distintos: No primeiro capitulo Observação didática sobre a fábula pela professora regente da turma, no segundo capitulo a análise foi feita para Verificando se a professora reconhece a importância de trabalhar as fábulas em sala de aula o terceiro capítulo procura Analisando o impacto que a fábula tem sobre a realidade do educando. Para a realização deste trabalho a fábula foi escolhida por ser um gênero literário de narrativa curta e de fácil entendimento para o aluno auxiliando-o na aprendizagem de uma forma diferenciada , prazerosa e atrativa. A fábula estudada foi encontrada na internet assim como o vídeo . As professoras trabalham em sala de aula com um livro chamado o Guia de Estudo Integrado Unidade Formativa I , que possui todas as disciplinas fundamentais como Português, Matemática , Geografia ,Ciências, Inglês e História. Todos os alunos possuem livros que foram dados pelo Governo Federal. Este paper busca compreender, analisar e investigar a importância da fábula como gênero literário dentro da sala de aula, e levantar questionamentos em relação a problemas como é a prática da docente em relação gêneros literários? A fábula utilizada está de acordo com o nível de desenvolvimento do aluno ? Neste estudo foi observado a prática pedagógica das duas professoras de língua portuguesa, de que forma as atividades literárias estão sendo desenvolvidas em sala de aula e se estas professoras estão formando leitores que apenas leem ou leitores que leem e tem uma visão critica acerca da leitura e quais as dificuldades encontradas por estas professoras ao usar a fábula em sala de aula e de que forma elas podem intervir para resolver os problemas. O ambiente de sala de aula foi preparado para receber os alunos como se fosse um clima de cinema, na sala estava instalado o data show com o vídeo da fábula a na biblioteca da escola, os alunos estavam sentados confortavelmente em suas carteiras, sendo que aos alunos foi permitido que levassem pipoca,com a luz apagada eles assistiram ao vídeo logo após foi feito pelas professoras uma explanação oral sobre a fábula e a culminância desta atividade se deu de forma de uma produção textual ( síntese ) escrita sobre a compreensão daquela fábula. A professora da turma acredita que as fábulas motivam os alunos a estudar, auxiliando na oralidade e a produzir textos. Ao passo que a expectativa das duas professoras de língua portuguesa em relação a aprendizagem do aluno eram : Falar sobre o significado da representação do papel de cada animal apresentado e qual a funcionalidade moral da fábula e compreender a literatura, objeto de aprendizagem, que assimila a vida real através da ficção os resultados obtidos a partir deste estudo foram satisfatórios pois pudemos sanar algumas dúvidas e questões em relação ao tema fábulas. 3 Observação didática sobre a fábula pela professora regente da turma. As educadoras se preocuparam com aspectos a temas motivacionais com as fábulas , que transmitem esperança , perseverança já que os alunos do EJA são pessoas que trabalham o dia todo e a noite ainda vão estudar, sendo que a maioria dos estudantes são mulheres , tem um caso de uma aluna que vai estudar e o marido que não é estudante da escola, fica esperando na cantina as quatro horas de aula a mulher terminar os estudos. Tem casos também de mulheres que engravidaram e tiveram que deixar de estudar, mas como o programa oferece creche para as alunas, tiveram oportunidade de estudar ou são pessoas que abandonaram os estudos por vários motivos: dificuldades econômicas, sociais, geográficas, culturais etc.. A professora também preocupou se os alunos já tinham conhecimento prévio da fábula, todos responderam que não. Outra preocupação em trabalhar fábulas para EJA de ensino fundamental é não praticar infantilização dos textos pois são pedagogias diferentes. A simbologia da fábula a águia e da galinha é interessante e vai de acordo com o interesse que cativam o aluno, a fábula trabalha o paradoxo e a ambivalência entre os dois animais pois a águia tem o significado de que ela é uma vencedora e ela pode voar e conquistar novos horizonte , enquanto a galinha é um animal da terra que fica ciscando o chão, que está preso a terra e não pode voar. Inicialmente a produção das fábulas no novo mundo foi disseminada por Esopo foi somente com Jean de La Fontaine que elas tiveram uma característica educacional e artística, as fábulas com o decorrer da história foram de adaptando aos novos tempos sendo que com Jean de La Fontaine as fábulas apresentaram característica oral e foram trabalhadas as simbologias, exemplificando a águia tem uma simbologia de vencedora enquanto a galinha tem uma simbologia de conformidade. Como as fábulas possuem caráter antropomórficos em que os animais possuem a capacidade de projetar-se como seres humanos com sentimentos e valores morais humanos, foi feita esta comparação simbolicamente para que os alunos se identificassem com a história e quiçá transformassem o meio em que vivem . Podemos perceber que as professoras tinham uma boa formação pedagógica a fábula não ficou infantilizada e auxiliou no desenvolvimento e aprendizagem dos alunos. Fábula utilizada em sala de aula : A águia e a galinha Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: – Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia – De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão. – Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas. – Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: – Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou: – Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha! – Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã. No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe: – Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou à graça: – Eu lhe havia dito, ela virou galinha! – Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar. No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento…” (Fonte http://www.catequisar.com.bmensagem/reflexoes/06/msn_147.htm)
4 Verificando se a professora reconhece a importância de trabalhar as fábulas em sala de aula : No momento da entrevista duas professoras respondiam ao questionário e com suas respostas conseguimos chegar ao objetivo geral do paper aonde trabalhamos a importância de se trabalhar fábulas em sala de aula. Nesta fase a professora número 1 respondeu que a importância é que a fábula motivava os alunos, enquanto a professora 2 respondeu que a fábula desperta a construção do caráter da cidadania dos alunos. Analisando as perguntas e as respostas desta pesquisa podemos perceber quando a professora 1 responde que trabalhar fábulas em sala de aula motiva os alunos, logo eles conseguem se identificar com os personagens da fábula pois quando o escritor cria um modelo de personagem tem essa concepção de ser , de fazer com que o leitor se identifique com um dos personagens, identificando quer seja com a simbologia ou característica que este personagem tem na sua vida , acontece então esta transcendência do mundo fictício para o mundo real Betteilheim (2007, pag. 54). Quando a professora 2 responde sobre a utilização de fábulas para os alunos é que ela desperta a construção do caráter do aluno , podemos então entender nesta frase a função formadora de instrução educacional da fábula. Segundo Coelho (2000, pag. 40) a terceira fase da leitura que abrange as crianças e os adolescentes, ou seja, a fase do leitor critico ( a partir dos 12/13 anos ) Aonde o leitor já possui uma capacidade , habilidade de refletir e ter pensamentos críticos em relação a textos e em relação a leitura que lhe é apresentada. Outra importância de se trabalhar fábulas em sala de aula, que as professoras reconheceram foi a facilidade que a fábula tem na produção e interpretação do texto, auxiliando também na oralidade, na ortografia e na linguística. Percebe-se isto na resposta das entrevistas quando a professora 1 disse que o objetivo de utilizar fábulas em sala de aula seria a sua facilidade no entendimento que ajuda na interpretação de textos, sendo que a professora 2 respondeu que a fábula possui um valor diagnóstico pois identifica qual aluno possui mais facilidade na interpretação de texto, quando foi perguntado para a professora quais os resultados alcançados a professora 1 respondeu que a fábula auxilia na produção de pequenos textos , na interpretação , na oralidade, ortografia e na linguística . A fábula sendo uma narrativa geralmente curta ,considerada um gênero de característica universal aonde pode ser captada de um modo simples que remonta aos antepassados humanos desde a contação de estórias nos interiores das cavernas ou entre os descansos após as caçadas. Justificando assim a facilidade do gênero fábula em se trabalhar interpretação produção e oralidade em sala de aula , pois o aluno ao produzir e interpretar textos é desafiado a usar a criatividade, a reflexão , o senso critico na escrita auxiliando na ortografia pois ele vai ter que exercitar a gramática da língua portuguesa em sua atividade de sala de aula , em quanto o auxilio na fábula na oralidade se dá, quando a professora questiona oralmente ao aluno quanto ao o que ele entendeu sobre a fábula apresentada no ambiente escolar, esta metodologia incentiva até os alunos mais tímidos a se expressar oralmente, entretanto quando a professora 1 fala que a fábula auxilia também na linguística do aluno ela se refere que a fábula pode também trabalhar as variações linguísticas e o regionalismo em sala de aula, o exemplo deste, são as fábulas do famoso escritor brasileiro Monteiro Lobato. 5 Analisando o impacto que a fábula tem sobre a realidade do educando . Utilizamos a amostragem de 35 alunos para compreendemos esta investigação. Através do método de observação e realização de um formulário quantitativo Por mediação da literatura os valores da humanidade são apresentados aos alunos quando no primeiro momento de nossa pesquisa a professora dentro da biblioteca e apresentando o vídeo perguntou no final se eles entenderam a fábula e se eles queriam ser águia ou galinha? Todos os alunos responderam que queriam ser águia , os alunos se identificaram com águia de simbologia vencedora, conquistadora e heroica despertando neles sentimentos motivados por valores humanos como orgulho, desejo, vontade , esperança, virtude e coragem, desejo de serem vencedores como a águia . Portanto a maioria dos alunos são de baixa renda e através da educação poderia conseguir um bom emprego como foi o caso de uma aluna que comentou que estava estudando para concluir o ensino fundamental porque ela no serviço de faxineira de uma siderúrgica tinha perdido uma promoção , de trabalhar de secretária porque não tinha o ensino médio. Com a sua função humanizadora, a fábula, formou leitores e produtores de pequenos textos, apesar de alguns problemas enfrentados ( ponto fraco em relação a fábula é que quando existem alunos semianalfabetos, ou analfabetos funcionais as fábulas devem ser trabalhadas oralmente ou através de recursos audiovisuais) pela professora e pelos alunos, na questão de alfabetização e letramento e dificuldades ortográficas , pois alguns alunos não sabiam ler e escrever corretamente entretanto a intervenção da professora para sanar estes problemas foi aulas de reforço escolar. A fábula trabalhada em sala de aula teve um impacto social na vida destes alunos pois a fábula a águia e a galinha despertou a vontade de transformação e inclusão social deste alunos. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS De acordo com a regência feita em sala de aula , os resultados obtidos a partir dos estudos foram esclarecedores . Analisamos que as fábulas desenvolvem a capacidade da criança e do jovem de fantasiar , e na criatividade, outras contribuição foram interpretação e produção de textos, ortografia e linguística, os problemas que surgiram durante a pesquisa foram dificuldades de letramento e alfabetização aonde a intervenção foi aulas de reforço. Observamos também que é boa a prática pedagógica das professoras, e os textos estavam de acordo com o desenvolvimento dos alunos, sendo que esta pesquisa nos levou ao conhecimento e contribuição para futuras pesquisas aos estudos de fábulas e entendimento sobre que as fábulas têm no processo de formação da criança e jovens.
 Questionário 
1) Qual a importância da utilização de fábulas para os alunos ? Professora 1 R= A motivação que a fábula proporciona ao aluno Professora 2 R= Temos que despertar a construção do caráter da cidadania dos alunos 2) Qual o objetivo de usar fábulas ? Professora 1 R= Porque a fábula é um Gênero Textual de fácil entendimento auxiliando na interpretação de textos . Professora 2 R= A fábula tem um valor diagnóstico pois através dela podemos perceber quais os alunos possuem facilidade de interpretação 3)Como a professora utiliza estas fábulas em sala de aula ? Professora 1 R= Usamos com a ajuda de recursos audio visuais no primeiro momento em sala de aula depois fazemos atividades orais e escrita. Professora 2 R= Data Show , depois questionário com pergunta e respostas. 4)Quais eram as fábulas utilizadas? Professora 1 R= O Coordenador envia as fábulas que são iguais para todos os professores foram elas a fábula da galinha e da águia, a fábula do porco espinho e a fábula da raposa e do lenhador. Professora 2 R= A fábula do porco espinho ,a fábula da raposa e do lenhador, a fábula da galinha e da águia 5) Quem eram os autores ? Professora 1 e Professora 2 R= Esopo ,Leonardo Boff, Irmãos Grimm 6) Quais os resultados alcançados ? Professora 1 R= A fábula auxilia na interpretação de textos, na produção de pequenos textos, na ortografia e na linguística Professora 2 R= Ajuda na interpretação de texto , na oralidade pois os alunos tem que contarem o que eles entenderam do texto.
 Tabela com a observação de alunos 
1) Quantos alunos se mostraram interessados em assistir o vídeo da fábula a águia e a galinha. Todos os 35 alunos 2) Quantos alunos se identificaram com a fábulas ? Todos os 35 alunos 3) Quantos alunos se expressaram oralmente 3 três 4) Quantos alunos conseguiram fazer a síntese do texto ? 25 alunos 5) Quais problemas enfrentaram ? Letramento e alfabetização
6) A fábula estava de acordo com a faixa etária do aluno , para que não ocorresse infantilização do Texto? Sim 35 alunos
 Foto 1 Apresentação do vídeo da fábula aos alunos Fonte : https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/ Foto 2 No segundo momento os alunos estão fazendo a produção textual escrita, sobre a fábula. Fonte : https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/ 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BETTELHEIM , Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 26. ed. São Paulo: Paz e Terra.2007 RIBEIRO, Helena. Livro, 2012. Disponível em: < http://www.helenaribeiro.com/livro-voce-a-aguia-e-a-natureza/a-historia-da-aguia-e-a-galinha>Acesso em 29 mar.2016 ROCHA,Janaina. Monografia, 2011. Disponivel em : http://www.uneb.bsalvadodedc/files/2011/05/Monografia . Acesso em 30 mar.2016 SANTOS, Abraão Junior Cabral. et al. Literatura infantojuveni. Indaial, SC: Uniasselvi, 2013. Fontes: Cartilha do curso de licenciatura em letras Diretrizes da disciplina seminário da Prática http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-da-literatura-para-o-desenvolvimento-da-crianca/9055/ http://www.catequisar.com.bmensagem/reflexoes/06/msn_147.htm http://www.estudopratico.com.bfabula/ http://www.histedbr.fe.unicamp.bacer_histedbjornada/jornada11/artigos/9/[email protected] http://www.infoescola.com/literatura/literatura-infanto-juvenil/ http://literatura.uol.com.bliteratura/figuras-linguagem/37/artigo225090-1.asp https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/
http://www.recantodasletras.com.bteorialiteraria/278085 http://www2.uefs.bdla/graduando/n4/n4.13-23.pdf
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2016.06.07 04:08 ShaunaDorothy El enfoque marxista de la liberación de la mujer - El comunismo y la familia ( 1 - 2 ) (Mayo de 2016)

https://archive.is/7HsFd
Espartaco No. 45 Mayo de 2016
En la Declaración de principios y algunos elementos de programa, la Liga Comunista Internacional (Cuartainternacionalista) expone nuestra tarea de “construir partidos leninistas como secciones nacionales de una internacional centralista-democrática cuyo propósito es dirigir a la clase obrera a la victoria mediante revoluciones socialistas a través del mundo” (Spartacist [Edición en español] No. 29, agosto de 1998). Sólo mediante la toma del poder podrá el proletariado acabar con el capitalismo como sistema y abrir el camino hacia un mundo sin explotación ni opresión. Crucial para esta perspectiva es la lucha por la emancipación de la mujer, cuya opresión se remonta al comienzo de la propiedad privada y no podrá ser eliminada sin la abolición de la sociedad de clases.
La Declaración explica que nuestra meta en última instancia es la creación de una sociedad nueva, una sociedad comunista:
“La victoria del proletariado a escala mundial pondría una abundancia material inimaginable al servicio de las necesidades humanas, sentaría las bases para la eliminación de las clases sociales y la erradicación de la desigualdad social basada en el sexo, y la abolición misma del significado social de la raza, nacionalidad o etnia. Por primera vez, la humanidad tomará las riendas de la historia y controlará su propia creación, la sociedad, llevando a una emancipación jamás imaginada del potencial humano, y a una ola monumental de avance de la civilización. Sólo entonces será posible realizar el desarrollo libre de cada individuo como la condición para el desarro- llo libre de todos”.
La mayoría de las organizaciones que se hacían llamar marxistas solían aceptar la meta de una sociedad comunista, aunque no coincidieran en nada más. Pero desde el colapso de la Unión Soviética en 1991-1992 esto ya no es así. Sólo la LCI se adhiere a la perspectiva del comunismo mundial que expusieron por primera vez Karl Marx y Friedrich Engels.
Este clima ideológico de la “muerte del comunismo” ha llevado a que prevalezcan nociones falsas y estrechas de lo que es el marxismo. En la conciencia popular, el comunismo ha quedado reducido a la nivelación económica (igualdad en un nivel bajo de ingreso y de consumo) bajo la propiedad estatal de los recursos económicos. Por el contrario, la base material para el cumplimiento del programa marxista es la superación de la escasez económica mediante el aumento progresivo de la productividad del trabajo. Para realizarse plenamente, ello exige varias generaciones de desarrollo socialista basado en una economía colectivizada a escala mundial. Así, se desarrollará una sociedad en la que el estado (aparato coercitivo especial que defiende el orden de la clase dominante a través de destacamentos de hombres armados) se habrá extinguido, la filiación nacional habrá desaparecido y la institución de la familia —principal fuente de la opresión de la mujer— habrá sido remplazada por medios colectivos para cuidar y socializar a los niños y por la más amplia libertad en las relaciones sexuales.
El marxismo y la “naturaleza humana”
En el pasado, los intelectuales que consideraban semejante sociedad indeseable y/o imposible, no dejaban de reconocer que era eso lo que los marxistas llamaban comunismo. Por ejemplo, en El malestar en la cultura (1930), una exposición popular de su concepción del mundo, Sigmund Freud ofrece una breve crítica del comunismo. No hay evidencia de que haya estudiado las obras de Marx y Engels ni de que haya leído las de V.I. Lenin y otros líderes bolcheviques. Su comprensión (e incomprensión) del comunismo le era común a muchos intelectuales europeos y estadounidenses de su tiempo, independientemente de sus convicciones políticas.
Freud basaba su crítica del comunismo en el punto de vista de que “la tendencia agresiva es una disposición instintiva innata y autónoma del ser humano” y concluía que el proyecto comunista de una sociedad armoniosa contravenía la naturaleza humana:
“No me concierne la crítica económica del sistema comunista; no me es posible investigar si la abolición de la propiedad privada es oportuna y conveniente; pero, en cambio, puedo reconocer como vana ilusión su hipótesis psicológica. Es verdad que al abolir la propiedad privada se sustrae a la agresividad humana uno de sus instrumentos, sin duda uno muy fuerte, pero de ningún modo el más fuerte de todos. Sin embargo, nada se habrá modificado con ello en las diferencias de poderío y de influencia que la agresividad aprovecha para sus propósitos; tampoco se habrá cambiado la esencia de ésta... Si se eliminara el derecho personal a poseer bienes materiales, aún subsistirían los privilegios derivados de las relaciones sexuales, que necesariamente deben convertirse en fuente de la más intensa envidia y de la más violenta hostilidad entre los seres humanos, equiparados en todo lo restante. Si también se aboliera este privilegio, decretando la completa libertad de la vida sexual, suprimiendo, pues, la familia, célula germinal de la cultura, entonces, es verdad, sería imposible predecir qué nuevos caminos seguiría la evolución de ésta; pero cualesquiera que ellos fueren, podemos aceptar que las inagotables tendencias intrínsecas de la naturaleza humana tampoco dejarían de seguirlos”.
Freud entendía correctamente que en la visión comunista de la sociedad futura la familia se habrá extinguido y habrá una “completa libertad de la vida sexual”. La visión de Freud era incorrecta en tanto que los marxistas reconocen que la familia no puede simplemente abolirse; sus funciones necesarias, especialmente la crianza de la siguiente generación, deben ser remplazadas por medios socializados de cuidado infantil y trabajo doméstico.
Si bien Freud ya no tiene la autoridad ideológica que solía tener, la idea de que la “naturaleza humana” hace imposible un mundo comunista sigue siendo común, aunque los argumentos específicos puedan diferir. Los marxistas, en cambio, insistimos en que es la escasez material lo que da lugar a las salvajes reyertas por los recursos escasos. Es por ello que el comunismo es concebible sólo con un nivel sin precedentes de abundancia material, acompañado de un inmenso salto en el nivel cultural de la sociedad. Es la existencia de las clases, actualmente en la forma de un orden capitalista-imperialista obsoleto, lo que infesta a la sociedad humana con brutalidad y violencia. Como escribió el autor marxista Isaac Deutscher en “Sobre el hombre socialista” (1966): “utilizan el homo homini lupus [el hombre es el lobo del hombre] como grito de guerra contra el progreso y el socialismo y agitan al espantajo del eterno lupus humano en provecho del verdadero y sanguinario lupus del imperialismo contemporáneo”.
Para Freud, la “agresión innata” de las relaciones sexuales era el problema con la naturaleza humana. ¿Cuál es la realidad? La patología social asociada a lo que Freud percibía como rivalidad sexual tendría poca razón de ser en una sociedad comunal plenamente libre en la que la vida sexual fuera independiente del acceso al alimento, la vivienda, la educación y demás necesidades y comodidades cotidianas. Cuando la familia se haya extinguido junto con las clases y el estado, la crianza comunal que la remplace llevará a una nueva sicología y cultura entre la gente que crezca en esas condiciones. Los valores sociales patriarcales —“mi” mujer, “mis” hijos— se desvanecerán junto con el sistema opresivo que los genera. La relación de los niños entre sí y con las personas que les enseñan y guían serán multilaterales, complejas y dinámicas. Es la institución de la familia lo que ata al sexo y al amor a la propiedad, con todo lo que salga de la camisa de fuerza de la monogamia heterosexual considerado “pecado”.
La familia bajo el capitalismo es el principal mecanismo de la opresión de la mujer y de la juventud, atada por innumerables lazos interrelacionados con las operaciones básicas de la economía de “libre mercado”. La familia, el estado y la religión organizada conforman un tripié de opresión en el que se sostiene el orden capitalista. En los países del Tercer Mundo, el atraso y la pobreza arraigados, promovidos por la dominación imperialista, conducen a prácticas horriblemente opresivas como el velo, el precio de la novia y la mutilación genital femenina.
En las sociedades capitalistas avanzadas, como la estadounidense, podría pensarse que la gente lleva una vida complicada, más parecida a las presentadas en programas de televisión como Modern Family o Transparent que a la comedia de los años cincuenta Papá lo sabe todo. Sin embargo, las decisiones personales de la gente están constreñidas por la ley, la economía y los prejuicios de la sociedad de clases; esto es especialmente cierto en el caso de la clase obrera y los pobres. Remplazar la familia por instituciones colectivas es el aspecto más radical del programa comunista, y el que traerá los cambios más profundos y drásticos en la vida cotidiana, incluida la de los niños.
Nuestros oponentes en la izquierda y la cacería de brujas antisexo
En la actualidad, la visión de una sociedad sin la institución opresiva de la familia ya no puede hallarse en la gran mayoría de los que dicen estar por el marxismo, el socialismo o la liberación de la mujer. Hace ya décadas que los estalinistas, con su dogma antimarxista del “socialismo en un solo país”, renunciaron al entendimiento de que era necesaria una sociedad socialista global para conseguir la plena liberación humana, incluyendo la de la mujer. Una consecuencia de ello fue la rehabilitación estalinista de la opresiva familia como un pilar “socialista”. En “La Revolución Rusa y la emancipación de la mujer” (Spartacist [Edición en español] No. 34, noviembre de 2006), tratamos esta cuestión a profundidad.
Hoy, otros supuestos marxistas, entre ellos algunos que afirman ser trotskistas, simplemente siguen la doctrina feminista liberal (burguesa) prevaleciente en cuanto a la liberación de la mujer, apoyando implícitamente a las instituciones de la familia y el estado burgués. Un ejemplo de ello lo dan las reacciones histéricas de nuestros oponentes ante nuestra defensa de los derechos de la North American Man/Boy Love Association (Asociación Norteamericana de Amor entre Hombres y Muchachos, NAMBLA), que está por la legalización del sexo consensual entre hombres y muchachos, así como de otros perseguidos por su “depravación” sexual. La LCI se ha opuesto consistentemente a la intervención del gobierno en la vida privada y exige derogar todas las leyes contra los “crímenes sin víctimas” consensuales, como la prostitución, el consumo de drogas y la pornografía.
Los aullidos de muchos radicales y feministas contra NAMBLA expresan los “valores familiares” que impulsan los políticos e ideólogos burgueses. Durante décadas, la reacción antisexo patrocinada por el gobierno ha tomado varias formas: el prejuicio fanático antigay, una cacería de brujas contra los trabajadores de las guarderías, la prohibición de que se distribuyan entre adolescentes anticonceptivos e información sobre el control de la natalidad, y el encarcelamiento de “desviados”. Este asalto reaccionario estuvo acompañado por terrorismo extralegal, como las bombas en las clínicas de aborto. Gran parte de esta persecución busca fortalecer al estado burgués en su regulación de la población y difundir el pánico como una distracción de la verdadera brutalidad de la vida en esta sociedad retorcida, cruel, prejuiciosa y racista.
En artículos anteriores, hemos explorado algunas de las ambigüedades de la sexualidad en una sociedad donde las deformidades de la desigualdad de clase y de la opresión racial y sexual pueden producir mucho sufrimiento personal y cosas desagradables. Hemos afirmado que, mientras que el abuso infantil es un crimen horrendo y cruel, muchos encuentros sexuales ilegales son totalmente consensuales y no producen por sí mismos ningún daño. La mezcolanza deliberada de todo lo que vaya desde las caricias mutuas entre hermanos hasta la violación horrenda de un niño pequeño por parte de un adulto crea un clima social de histeria antisexo en el que los perpetradores de la violencia real contra los niños a menudo quedan impunes. Hemos señalado que las proclividades sexuales de las especies gregarias de mamíferos como el Homo sapiens claramente no encajan en la rígida monogamia heterosexual decretada por la moral burguesa.
Como medida básica de defensa frente a la persecución estatal de los jóvenes que quieren tener sexo (así sea sexting), nos oponemos a las reaccionarias leyes de la “edad de consentimiento”, con las que el estado decreta cierta edad arbitraria a partir de la cual permite el sexo, sin importarle que dicha edad cambie con el tiempo y varíe de un estado a otro en EE.UU. Al tratar esas cuestiones, nos ubicamos firmemente en oposición al estado capitalista y todos sus esfuerzos por reforzar y sostener el orden burgués explotador. Ésa es la aplicación, bajo las actuales circunstancias, de nuestra meta de la libertad sexual para todos, incluyendo a los niños y los adolescentes, en un futuro comunista. Esto tiene una importancia particular para los jóvenes adultos, de los que se espera que pasen los años que siguen a la pubertad bajo el yugo de la dependencia de sus padres. Llamamos por estipendios plenos para todos los estudiantes como parte de nuestro programa por una educación gratuita y de calidad para todos, para que los jóvenes puedan ser genuinamente independientes de sus familias.
Por el contrario, la International Socialist Organization (ISO, Organización Socialista Internacional) se niega a llamar por la abolición de las leyes de la edad de consentimiento actuales. En un artículo titulado “Youth, Sexuality and the Left” [La juventud, la sexualidad y la izquierda], la dirigente de la ISO Sherry Wolf blande su pica contra el partidario de NAMBLA David Thorstad por ser “el más ardiente y añejo defensor de la pederastia en la izquierda” (socialistworker.org, 2 de marzo de 2010). Wolf cita su propio libro Sexuality and Socialism: History, Politics and Theory of LGBT Liberation (Sexualidad y socialismo: Historia, política y teoría de la liberación LGBT, Haymarket Books, 2009): “Un consentimiento genuino, libre de la desigualdad de poder, no puede dárselo un niño a un hombre de 30”. El artículo de Wolf continúa: “En nuestra sociedad, las relaciones entre adultos y niños no son las de individuos iguales en lo emocional, lo físico, lo social ni lo económico. Los niños y los púberes no tienen la madurez, la experiencia ni el poder para tomar decisiones realmente libres respecto a sus relaciones con adultos. Sin eso, no puede haber consentimiento genuino”.
¿“Decisiones realmente libres”? Pocas relaciones entre adultos cumplirían con esta definición de consentimiento. En los hechos, Wolf pone a los jóvenes menores de 18 años y a sus parejas a merced del estado burgués. El único principio guía para toda relación sexual debería ser el consentimiento efectivo —es decir, el acuerdo y entendimiento mutuo entre todas las partes involucradas— independientemente de la edad, el género o la preferencia sexual.
El que la ISO abandone a los jóvenes al opresivo status quo sexual refleja su acomodación a los prejuicios del orden capitalista y las actitudes atrasadas de la población en general. En última instancia, viene de la vieja oposición de la ISO a toda perspectiva de movilización revolucionaria de la clase obrera hacia la toma del poder y la creación de un estado obrero —la dictadura del proletariado— que abra el camino hacia una sociedad comunista. Para la ISO, el socialismo es más o menos la aplicación acumulada de la “democracia” a todos los sectores oprimidos, entre los cuales la clase obrera es simplemente uno más. La ISO procura presionar a los capitalistas para que reformen su sistema de explotación. Su perspectiva de la liberación de la mujer refleja la misma fe conmovedora en las fuerzas de la reforma.
Por qué los marxistas no somos feministas
Cosa interesante, en los últimos años la ISO ha estado discutiendo en las páginas de su periódico, el Socialist Worker, acerca de las teorías sobre la liberación de la mujer. Parece ser que su motivación es el deseo de abandonar su postura anterior de oposición al feminismo como una ideología burguesa, para poder adoptar activamente la etiqueta de feminista o “feminista socialista”. Por ejemplo, en una charla de la conferencia Social-ism de la ISO en 2013 (publicada en “Marxism, Feminism and the Fight for Liberation” [Marxismo, feminismo y la lucha por la liberación], socialistworker.org, 10 de julio de 2013), Abbie Bakan sugirió: “La afirmación teórica de que hay bases para un enfoque marxista coherente que esté por la ‘liberación de la mujer’, pero contra el ‘feminismo’, carece de sentido”. (Hasta marzo de ese año, Bakan había sido una destacada partidaria de los International Socialists [Socialistas Internacionales] de Canadá, primos políticos de la ISO.)
La reciente adopción teórica explícita por parte de la ISO del “feminismo socialista” no es más que otra cubierta para el mismo contenido liberal. Sin embargo, nos ofrece la oportunidad de reafirmar la vieja posición marxista respecto a la familia y enfatizar que la emancipación de la mujer es fundamental para la revolución socialista e inseparable de ella. Contra lo que dice la ideología feminista, la plena igualdad legal no basta para superar la opresión de la mujer, que está profundamente enraizada en la familia y la propiedad privada.
Como siempre hemos enfatizado, marxismo y feminismo son viejos enemigos políticos. Eso requiere una explicación. En Estados Unidos y otros lugares se ha vuelto común aplicar el término “feminista” a quienes piensan que hombres y mujeres deberían ser iguales. Sin embargo, al lidiar con la desigualdad, el feminismo acepta los confines de la sociedad capitalista existente. Como ideología, el feminismo nació a finales del siglo XIX, reflejando las aspiraciones de una capa de mujeres burguesas y pequeñoburguesas que reclamaban sus prerrogativas de clase: derecho a la propiedad y a la herencia, acceso a la educación y las profesiones, y derecho al voto. Los marxistas buscamos mucho más que esta limitada idea de “igualdad de género”.
Los marxistas reconocemos que la liberación de la mujer no puede ocurrir sin la liberación de toda la raza humana de la explotación y la opresión: ése es nuestro fin. Hace bastante más de un siglo August Bebel, el dirigente histórico del Partido Socialdemócrata de Alemania, lo explicó claramente en su libro La mujer y el socialismo (1879), un clásico marxista. Reeditada varias veces, esta obra fue leída por millones de obreros de distintas generaciones antes de la Primera Guerra Mundial. La riqueza de su visión de la emancipación de la mujer no puede hallarse en ninguno de los escritos de la ISO al respecto:
“[La mujer] elegirá para su actividad los terrenos que correspondan a sus deseos, inclinaciones y disposiciones y trabajará en las mismas condiciones que el hombre. Lo mismo que todavía será obrera práctica en cualquier oficio, durante otra parte del día será educadora, maestra, enfermera, y durante otra parte ejercitará cualquier arte o ciencia y cumplirá en una cuarta parte cualquier función administrativa”.
—La mujer y el socialismo (Ediciones de Cultura Popular, 1978)
Lo que es especialmente significativo de la descripción que hace Bebel de la naturaleza emancipadora del trabajo en la sociedad socialista es que se aplica igualmente a los hombres. Eso apunta al núcleo del motivo por el que marxismo y feminismo son mutuamente excluyentes y de hecho antagónicos. Los feministas consideran que la división básica de la sociedad es entre hombres y mujeres, mientras que los socialistas reconocemos que los obreros de ambos sexos deben luchar juntos para acabar con la opresión y la explotación que sufren por parte de la clase capitalista.
Marx desvirtuado
En su giro teórico a favor del “feminismo socialista”, la ISO está promoviendo el libro Marxism and the Oppression of Women: Toward a Unitary Theory (Marxismo y la opresión de la mujer: Hacia una teoría unitaria, Haymarket Books, 2013) de Lise Vogel. Publicado originalmente en 1983, el libro se reeditó como parte de la serie Historical Materialism con una introducción encomiástica de dos académicos canadienses partidarios del ultrarreformista New Socialist Group (Nuevo Grupo Socialista). Incluso hace 30 años, el medio “feminista socialista” al que se dirige Vogel ya se había disuelto en la nada. Pero, dado que Vogel pretende representar un polo marxista dentro del movimiento o corriente intelectual “socialfeminista”, hoy a la ISO le cuadra promover su libro.
En la sección introductoria del libro, Vogel se deslinda ecuánimemente tanto de los feministas no marxistas como de los marxistas no feministas. Se fija como su tarea principal analizar el carácter de la opresión de la mujer dentro de la estructura y dinámica del sistema económico capitalista. Su tratamiento de Marx y Engels es confuso, contradictorio y rimbombante. Se enfoca principalmente en la relación entre el trabajo doméstico y la reproducción generacional de la fuerza de trabajo. Para Vogel, la opresión de la mujer se reduce estrechamente al trabajo doméstico (no pagado). Afirmando explícitamente que “la categoría de ‘la familia’...es insuficiente como punto de partida analítico”, Vogel pasa por alto las cuestiones más amplias del papel de la familia en la opresión de la mujer y los niños y su importancia como sostén clave del orden capitalista. La familia sirve para atomizar a la clase obrera y propagar el individualismo burgués como barrera a la solidaridad de clase.
Su concepción estrecha de la opresión de la mujer no impide a Vogel calumniar a Engels como “determinista económico”. Simplemente deja de lado los aspectos culturales y sociales incluidos en la riqueza de los argumentos que Engels presenta en El origen de la familia, la propiedad privada y el estado (1884). Para tomar un ejemplo, Vogel se queja de que Engels “no vincula claramente el desarrollo de una esfera especial relacionada a la reproducción de la fuerza de trabajo con el surgimiento de la sociedad de clases o quizá la sociedad capitalista”. Aparentemente, esto significa que Engels no muestra cómo el surgimiento de la sociedad de clases llegó a pesar sobre el papel de la mujer en la crianza de los hijos. Esto simplemente no es verdad.
En El origen de la familia, la propiedad privada y el estado, Engels describe cómo la familia se originó en el neolítico cuando la sociedad se dividió en clases por vez primera. Apoyándose en la información disponible en aquella época, Engels se basó mucho en el trabajo pionero de Lewis Henry Morgan entre los iroqueses del norte del estado de Nueva York para entender las sociedades primitivas sin clases. Engels describió cómo la invención de la agricultura creó un excedente social que permitió, por primera vez, el desarrollo de una clase dominante ociosa que vivía del trabajo ajeno. La familia, específicamente la monogamia de la mujer, fue necesaria para asegurar la transmisión ordenada de la propiedad y el poder a los herederos del patriarca, la siguiente generación de la clase dominante. Si bien es mucho lo que se ha descubierto sobre las primeras etapas de la sociedad humana desde tiempos de Engels, su entendimiento fundamental ha resistido la prueba del tiempo.
Vogel no analiza la función social de la familia para la clase obrera bajo el capitalismo, donde sirve para criar a la siguiente generación de esclavos asalariados. En El capital, Marx explicó que el costo de la fuerza de trabajo está determinado por el costo de manutención y reproducción del obrero: sus gastos cotidianos, su capacitación y el sostén de su pareja y sus hijos. Para aumentar la ganancia, los capitalistas buscan bajar el costo del trabajo: no sólo de los salarios que pagan a los bolsillos de los obreros, sino también de los servicios como la educación y la salud públicas, que son necesarios para la manutención del proletariado.
El feminismo a veces critica algunos aspectos de la familia, pero en general sólo para quejarse de los “roles de género”, como si el problema fuera una discusión sobre el estilo de vida respecto a quién debe lavar los platos o darle al bebé su mamila. El problema es la institución de la familia, que integra a la gente a la sociedad desde la infancia de manera que acate ciertas normas, respete a la autoridad y desarrolle los hábitos de obediencia y deferencia que son tan útiles a la obtención de ganancias por parte de los capitalistas. La familia le es invaluable a la burguesía como reserva de pequeña propiedad privada y en algunos casos de pequeña producción, operando como freno ideológico a la conciencia social. Vogel pasa por alto estas cuestiones y se enfoca estrictamente en el “trabajo doméstico” no pagado de la mujer.
El fin último
La posición de Vogel es incluso más débil en lo que toca al fin último de la liberación de la mujer. Esto se ve especialmente en lo que no dice. Vogel divorcia la emancipación de la mujer de la superación de la escasez económica y del remplazo del trabajo enajenado —tanto en la fábrica como en el hogar— por el trabajo creativo y gratificante. Tanto el fin último de una sociedad comunista como los medios básicos para lograrlo quedan fuera de los confines intelectuales del “feminismo socialista” de Vogel.
Cuando Marx y Engels explicaron que suscribían un entendimiento materialista de la sociedad y del cambio social, no se referían sólo al capitalismo y las sociedades de clase anteriores (como el feudalismo). También proporcionaron un entendimiento materialista de la futura sociedad sin clases. De hecho, ésa era su diferencia fundamental con las principales corrientes socialistas de principios del siglo XIX —los owenistas, fourieristas y saint-simonianos— como las resumió Engels en Del socialismo utópico al socialismo científico (originalmente parte de su polémica de 1878, Anti-Dühring). Marx y Engels reconocían que una sociedad socialista —entendida como la etapa inicial del comunismo— requeriría un nivel de productividad del trabajo muy superior incluso a la de los países capitalistas más avanzados de hoy. Esto se logrará mediante una expansión continua del conocimiento científico y su aplicación tecnológica.
Vogel no comparte esa concepción. Esto queda particularmente claro en su análisis de los primeros años de la Rusia soviética. Expresando un gran aprecio del entendimiento que tenía Lenin de la opresión de la mujer y de su compromiso por superarla, cita con aprobación un discurso de 1919, “Las tareas del movimiento obrero femenino en la República Soviética”:
“Todas ustedes saben que incluso cuando las mujeres gozan de plenos derechos, en la práctica siguen esclavizadas, porque todas las tareas domésticas pesan sobre ellas. En la mayoría de los casos las tareas domésticas son el trabajo más improductivo, más embrutecedor y más arduo que pueda hacer una mujer. Es un trabajo extraordinariamente mezquino y no incluye nada que de algún modo pueda contribuir al desarrollo de la mujer.
“En la prosecución del ideal socialista, queremos luchar por la realización total del socialismo, y se abre aquí un amplio campo de acción para la mujer. Realizamos ahora serios preparativos a fin de desbrozar el terreno para la construcción del socialismo, pero la construcción del socialismo comenzará sólo cuando hayamos logrado la completa igualdad de la mujer, y cuando acometamos las nuevas tareas junto con la mujer, que habrá sido liberada del trabajo mezquino, embrutecedor, improductivo”.
Vogel presenta equivocadamente a Lenin como una voz solitaria clamando en el desierto e implica que el principal obstáculo para superar la opresión de la mujer en los primeros años de la Rusia soviética era ideológico: las generalizadas actitudes patriarcales entre los hombres de la clase obrera y el campesinado combinadas con una supuesta indiferencia por la liberación de la mujer entre los cuadros, mayoritariamente varones, del Partido Bolchevique. Vogel escribe:
“Los señalamientos de Lenin respecto al machismo nunca tomaron forma programática, y la campaña contra el atraso ideológico masculino nunca pasó de ser un tema menor en la práctica bolchevique. Sin embargo, sus observaciones sobre el problema representaron una admisión extremadamente inusual de la seriedad del mismo... Las contribuciones teóricas de Lenin no lograron dejar una impresión duradera”.
De hecho, el gobierno soviético realizó enormes esfuerzos para aliviar a la mujer obrera de la carga del trabajo doméstico y la crianza de niños mediante el establecimiento de cocinas comunales, lavanderías, guarderías, etc. Tanto los bolcheviques como la Internacional Comunista establecieron departamentos especiales para el trabajo entre las mujeres. Durante los primeros años del estado obrero soviético, el Zhenotdel estuvo activo tanto en las regiones europeas como en las del Asia Central.
Los límites de las medidas liberadoras del gobierno comunista bajo V.I. Lenin y León Trotsky no fueron ideológicos, sino producto de condiciones objetivas: la pobreza de recursos materiales, agravada por años de guerra imperialista y guerra civil. En un ensayo de 1923 titulado “De la vieja a la nueva familia”, incluido en la compilación de 1924 Problemas de la vida cotidiana (una obra que Vogel no menciona siquiera), Trotsky explicó:
“En principio, la preparación material de las condiciones para un nuevo modo de vida y una nueva familia no puede separarse tampoco del trabajo de la construcción socialista. El estado de los trabajadores necesita mayor prosperidad con el fin de que le sea posible tomar seriamente en sus manos la educación pública de los niños y aliviar asimismo a la familia de los cuidados de la limpieza y la cocina. La socialización de la familia, del manejo de la casa y de la educación de los niños no será posible sin una notable mejoría de toda nuestra economía. Necesitamos una mayor proporción de formas económicas socialistas. Sólo bajo tales condiciones, podremos liberar a la familia de las funciones y cuidados que actualmente la oprimen y desintegran. El lavado debe estar a cargo de una lavandería pública, la alimentación a cargo de comedores públicos, la confección del vestido debe realizarse en los talleres. Los niños deben ser educados por excelentes maestros pagados por el estado y que tengan una real vocación para su trabajo”.
La escasez material fue fuente de otro ámbito importante de desigualdad entre los hombres y las mujeres en los primeros años de la Rusia soviética (y por extensión en todo estado obrero económicamente atrasado). Se trata de la escasez de la mano de obra altamente calificada que requiere conocimientos y capacidades técnicas avanzados. A los obreros industriales calificados y los miembros de la intelectualidad técnica (ingenieros, arquitectos, etc.) había que pagarles salarios más altos que a los obreros no calificados, aunque la diferencia era mucho menor que en los países capitalistas. Este sector mejor pagado de la fuerza de trabajo, heredado del pequeño sector capitalista moderno de la Rusia zarista, era predominantemente masculino. Aunque se hicieron esfuerzos dirigidos a corregir esto, al joven estado obrero le faltaban los recursos materiales para educar y entrenar a las mujeres para que se volvieran maquinistas e ingenieras en cantidades suficientes a fin de superar el predominio masculino del trabajo calificado.
El libro de Vogel concluye con una proyección de cómo será la transición al comunismo tras el derrocamiento del capitalismo:
“Ante la terrible realidad de la opresión de la mujer, los socialistas utópicos del siglo XIX llamaron por la abolición de la familia. Todavía hoy, su drástica exigencia sigue teniendo adeptos entre los socialistas. En cambio, el materialismo histórico plantea la difícil cuestión de reducir y redistribuir simultáneamente el trabajo doméstico conforme éste se va transformando en un componente integral de la producción social en la sociedad comunista. Así como en la transición socialista ‘el estado no es “abolido”, sino que se extingue’, así también el trabajo doméstico debe extinguirse. Por lo tanto, durante la transición al comunismo una administración adecuada del trabajo doméstico y el trabajo femenino será un problema clave de la sociedad socialista, pues sólo sobre esta base pueden establecerse y conservarse las condiciones económicas, políticas e ideológicas de la verdadera liberación de la mujer. En el proceso, la familia, en su forma histórica particular como una unidad social basada en el parentesco para la reproducción de fuerza de trabajo explotable en la sociedad de clases, también se extinguirá, y con ella tanto las relaciones familiares patriarcales como la opresión de la mujer” [énfasis en el original].
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/familia.html
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2014.05.25 04:22 ClayDatsusara No Sonho

Lotte, Lotte Lotte, não tens sonhos, dizes-me. E que não falas daqueles objectivos infantis super-irrealistas, tipo Um dia quero ser como o Ayrton Senna ou O meu sonho é ser médica veterinária. Lotttttte… Teus gostos invejo-os. Também eu gostaria de gostar de animais ao ponto de me tornar um anjo ao seu serviço, mas não tenho estômago para lhes ver as entranhas. Nem isso, nem tenho a coragem para me pôr num carro a 300 km/h. Já vi mortes na estrada a muito menos velocidade. Não é preciso ir muito longe. Uma menina morreu à minha porta, quando eu era também uma criança. Eu não vi, tinha ido num passeio da escola, mas pelo que me disseram, ela estava parada. Um carro atropelou-a.
Lotte, pequena Lotte, coração grande, como não tens sonhos? Daqueles que as pessoas acordam e ficam a pensar gravemente no seu significado. Será que não tens preocupações? Se não as tens, sou eu que fico preocupado.
Lotte, dorme um pouco sobre estas palavras, pensa em mim, e tenta sonhar, porque eu estou a ir-me de ti, a fugir das tuas mãos escorregadias, e tu nem notas. Estás demasiado acordada para reparar. Se sonhasses como eu sonho, talvez abrisses os olhos e visses dentro do teu inconsciente as verdadeiras razões do nosso fim.
No sonho, eu disse-te, Lotte, que tu estavas em minha casa, quando eu vivia com os meus pais, e eras já minha. Minha amiga, minha namorada, minha parceira de vida, minha parceira de discussões, enfim, tudo o que alguma vez foste para mim. E a cena, repara Lotte, é que, no sonho, eu sentia-me preso em casa, como se sair dela fosse fugir criminosamente de um futuro que me estava destinado nas estrelas.
Lotte, sabes que eu não planeei isto, mas são coisas que acontecem. Uma pessoa sonha e dá por ela que são pesadelos, vezes sem conta, todas as noites pesadelos (tu mesma mo dizes, sempre que acordo a meio da noite e tos revelo inconscientemente; a minha mãe costumava fazer-me o mesmo quando eu era adolescente mal comportado: acordava-me logo pela manhã, de rompante, e começava a fazer-me todo o tipo de perguntas. E eu, só para que me deixasse dormir, contava-lhe todas as verdades incriminatórias), e tu, Lotte, não és capaz de encontrar nem que seja uma réstia da verdade no meu inconsciente. São só pesadelos, dizes-me, volta a dormir e não penses nisso, não penses em nada. Como se fosse possível, Lotte, não pensar que, no sonho, o teu pai me perguntava se eu ia à missa, porque fez uma procura no Google e viu que os Luteranos iam à missa. Mas quem é que meteu na cabeça do teu pai que eu era Luterano?
― Isso foi só um sonho, coração…
Eu sei Lotte, eu sei, desculpa gritar contigo. Não tens culpa. Mas não consigo deixar de pensar que, para o teu pai, eu tenho uma cabeça de cavalo, apenas por querer comprar um. Sim, porque um dia os carros vão tornar-se obsoletos e vamos precisar de um meio de transporte.
― Estás é preocupado por causa daquela multa. Não te preocupes que não vais ficar sem carta de condução.
Ai vou, vou. Lei de Murphy. É a terceira vez, talvez ma tirem definitivamente e eu tenho de voltar à escola de condução, e apenas dois anos depois.
― Hmmm, eu acompanho-te, vou tirar a carta também! :)
Não tem piada, Lotte. Tu já devias ter carta de condução. No sonho, tu ficas estática quando tudo à nossa volta entra em revolução (ou devo dizer colapso?), e eu sinto-me perdido, sem saber o que fazer, porque tu não tomas uma iniciativa. Devias ser mais como a tua irmã, nesse aspecto.
No sonho eu mato uma boneca.
― Quem é a boneca?
Não sei, é uma boneca, em tamanho humano, ainda com sangue na boca, que eu atiro para a mala do carro da tua irmã, sem que ninguém se aperceba, como se eu quisesse atirar os meus problemas para outra pessoa e aliviar o peso no meu peito.
Mas Lotte, olha o que acontece depois, no meu sonho, a tua irmã é mandada parar pela polícia, que está ali à frente, na rotunda, toda a gente nos diz! E eu tenho medo que encontrem a boneca morta na mala. A boneca ainda tinha sangue a escorrer-lhe das articulações!
E eu não podia sair de casa, estava preso (a ti? à minha vida? a nós? aos filhos? à situação mais cómoda e, cruelmente, mais sustentável?), e o máximo que podia fazer era subir ao telhado, para tentar ver o que era impossível ver. Mas eu sabia exactamente o que estava a acontecer. Era a polícia, eu sabia, e a polícia faz o que tem a fazer. Só me resta esperar. Tu seguias-me sonâmbula.
Lotte, chega aqui, diz-me se sonhaste comigo nos últimos tempos? Não te lembras? É sorte ou azar? Nem sonhas com a tua família? No sonho eu andava à procura de uma garrafa de vinho que a tua irmã trouxe do Brasil. Ora, se tu não a bebeste, e o teu pai diz que também não a bebeu, e que a viu na semana passada na porta do meio do armário da sala, e eu também não me lembro de a ter bebido, então o que é feito dela? Quem de nós está a mentir?
― São só sonhos, meu anjo, dorme. Há muitas coisas que eu também não me lembro.
Pois, dos teus sonhos. Mas Lotte, repara bem, no meu sonho eu chamava pelos nomes daquelas pessoas que deixei de ver quando casamos. Estava no cimo do telhado e gritava às pessoas que passavam lá em baixo, na rua: Ursula! E tu repetias o meu grito, como um eco indesejado, que me distraía da pessoa lá em baixo, que me acenava e eu não via, por olhar agora para ti, cego para o resto das pessoas. Aline! E tu, Aline, Aline, Aline… E a Aline talvez me tenha cumprimentado, lá de baixo, e eu não vi. Até quando eu chamei pelo nome do Jeremy! Tu repetiste Jeremy, e eu deixei simplesmente de o reconhecer no meio da multidão, e, se calhar ele lembrou-se de mim. Porque só tenho olhos para ti. Estás em número um da minha lista, no meu sonho, pelo menos.
― Um beijo – dás-me um beijo – vou dormir meu amor – e vais mesmo, deixas-me a reflectir sobre o sonho.
No sonho, o Andrew tinha dois irmãos que eu não conhecia. No sonho, o Oscar ia para o Zaire, em viagem de paz, coitado. E tudo me parecia estranho e irreal.
― Nos sonhos, tudo é estranho e irreal. Nada é verdade.
Mas o que sabes tu, Lotte, se não te lembras dos teus sonhos? Dizes que eu só me lembro porque tenho a cabeça cheia de preocupações, que na verdade são pesadelos.
Eu digo-te o que é real, no sonho. É a tua constante presença como objectivo da minha vida. O desgaste chega aos meus sonhos! De tanto te amar deixei de te suportar. Nem nos meus sonhos tenho privacidade, e depois conto-te tudo, quando acordo. Não vale a pena esconder nada, tu estavas lá para ver.
Sabes o que eu acho Lotte? Acho que tu não te lembras dos teus sonhos porque nunca estás neles. Estás sempre nos meus, como personagem secundária, omnisciente. Por favor, volta para os teus sonhos. Se é que algum dia os frequentaste…
Lotte, sabes o que te aconteceu hoje no meu sonho? Lotte? Já estás a dormir? Óptimo. Espero que sonhes com isto também, para ficarmos a saber o mesmo sobre nós próprios.
Uma vez perguntaste-me se, em caso de traição, eu queria ser o primeiro ou o último a saber. Que pergunta é essa?
― Não é sequer uma hipótese, querido, nunca te trairia, mas a tua resposta pode dizer-me tanto sobre ti.
Não me conhecias bem, na altura. E, se calhar, querias era que eu te fizesse a pergunta a ti, de seguida.
Como é que podes não sonhar com isso? De certeza que sonhas… Sabes o que se passou no meu sonho? No sonho eu levava uma boneca para casa, só que essa boneca tinha nome, e carne, e vida nos membros, e eu fazia questão de te mostrar que a boneca podia ser real.
A tua respiração é lenta. Os teus olhos parecem não se mexer debaixo dessas pálpebras cansadas. Espero que estejas a sonhar com isto. Tu estavas no meu sonho, tu viste. No sonho, tu não percebias. Espero que percebas. Não quero que sejas a última a saber.
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2014.04.03 20:56 PabloAimar10 AS MINHAS NAMORADAS NÃO SÃO DOENTES PELO BENFICA

Texto retirado de "Ontem vi-te no Estádio da Luz"
Nunca tive uma namorada doente pelo Benfica como eu. Tenho vários amigos doentes pelo Benfica como eu, o meu Pai era doente pelo Benfica como eu, o meu avô doente pelo Sporting como eu pelo Benfica, mas uma namorada doente pelo Benfica como eu, nunca tive. Dou-me por satisfeito quando elas dizem, entre o enfado e a vontade de me agradar: "sim, sou do Benfica". Assim, como quem diz: "gosto de iogurtes de manga" ou "não está mau tempo, não", enquanto pintam as unhas, fazem um charuto, comem cereais ou dão festas ao cão.
Invariavelmente pego naquela frase ("sim, sou do Benfica") e lanço-a na estratosfera do pensamento, onde ela rodopia, consome os trilhos todos terrestres das entretelas do cérebro, é filtrada à velocidade da Luz e, antes que venha outra frase atrelada, já todo eu estou inundado por uma certeza fingida de que finalmente, anos e anos depois da procura, encontrei uma mulher que é tão doente pelo Benfica como eu. É uma mentira. E é fingida. Mas faz-me bem, não vá eu assinar logo ali os papéis do divórcio enquanto vocifero de forma grotesca: «O Benfica não é um iogurte, foda-se!».
A M. não gostava de futebol; era artista, aos 13 anos já pintava oceanos nas aulas de matemática. Ficávamos sempre juntos, na fila do meio, lá atrás. Escrevíamos bilhetes um ao outro, com as nossas pernas juntas formando as pernas de outro ser entre nós, que era a minha perna direita e a esquerda dela - o amor adolescente ali todo vingado, não chegando o toque, precisando de palavras escondidas em papéis dobrados que dávamos um ao outro por baixo da mesa, só para fingir que ainda havia coisas a dizer. Nos intervalos, entre beijos, apalpações, cigarros, risos, ela perguntava-me: «gostas do Benfica porquê?», e eu nunca sabia explicar-lhe o que estava tão dentro de mim e tão fora dela. Foi só quando - após o Benfica-Vitória de Guimarães de 1994, jogo de festa do título, jogo em que pude pela primeira vez pisar o relvado da Luz e o meu Pai me içou para cima da trave da baliza do Neno - no dia seguinte apareci com os bolsos cheios de relva e a espalhei por cima da mesa numa aula de Religião e Moral, que ela percebeu. O amor veio todo numa pergunta que transportava todas as certezas do mundo: «tu és doente pelo Benfica, não és?»
Conheci a S. porque não podia passar a minha vida sem conhecer a S., apesar da timidez e medo que ela distribuía por todo o eu dentro de mim. Mulher gloriosa, de beleza lunar, cabelos como chicotes nos reflexos do Sol, menina doce, trópicos todos aos desvarios, mundo ao contrário. Era benfiquista de iogurte, dava-me esperança e acalmava-me as dores enquanto se passeavam pelo campo estrelas como Pembridge, Leónidas ou Jorge Soares. Eu dizia-lhe: «isto não é o Benfica», e ela, sem entender bem o que seria o Benfica, amaciava-me as dores com o carinho milenar aprendido não pela forma ou pelos hábitos mas, antes disso, pelos séculos de amor massacrado que as mulheres têm dentro e carregam com desprezo e orgulho, no fim com ternura. Vivemos o Benfica juntos pela rádio e pelo «A BOLA», ouvindo relatos nas nossas viagens ou quando lhe pedia para ir lendo o jornal enquanto eu conduzia. «Vai directa às páginas do Benfica», e ela lia-me integralmente aqueles textos enfadonhos do Serpa, do Santos Neves ou do Delgado. O que não faz uma mulher por um homem; o que não faz um homem pelo Benfica.
A T. era sportinguista. Tinha vezes em que ia ao estádio com o Pai. Fui com ela ver um Sporting-Boavista, um jogo em que pela primeira e única vez apoiei a equipa de arbitragem. Por mim, era expulsar aquela gente toda - tudo para a rua, se possível após lesões gravíssimas de anos a fio ou mesmo crudelíssimos finais de carreira. Levava o seu cachecol verde e branco aos ombros e eu, confesso, apesar da evidente má escolha de cores, olhava para ela com um encanto tal que até consegui perdoar-lhe o facto de ter sido campeã nacional aos gritos para cima de mim, numa histeria de sede e fome que só 18 anos podem dar aos adeptos. Depois beijava-me, tinha pena de mim e do Benfica que era eu. Com pouco orgulho, revelo: tive amor por aquela alegria e por aquela pena. Já que o Benfica não podia ganhar, que fosse a T. a campeã. E, no final da noite, acabámos os dois com o título nacional.
Como falar da D.? Uma mulher esquisita - não no termo português, mas no dos outros países. Uma mulher fenomenal. Curiosíssima, peculiar, melancólica, destrutiva, sonhadora. O pai um senhor benfiquista dos sete costados - tardes e manhãs e noites a fio a debatermos Benfica -, a mãe recatada, quase ausente. D. tinha o orgulho de filha que ama o pai de todas as formas lindas que podem servir de amor ao pai e, por isso, não porque o futebol lhe dissesse ao ouvido e ao coração coisas irredutíveis de adepta, era do Benfica. Chateava-se, D., no entanto, com as minhas recorrentes incursões aos fins-de-semana atrás da equipa. «Não podes passar um caralho de um Sábado sem ires para Guimarães?»; «Tens mesmo de ir esta Sexta para Coimbra?». Eu fazia um olhar de cão abandonado, ela dava-me festas no lombo e no dia a seguir lá estava eu a enviar-lhe mensagens: «Estamos a perder», e punha um tristonho para ela não se zangar muito comigo. Uma vez levei-a a Alvalade, para ela viver o Benfica no estádio do rival. Ao intervalo, estávamos a ganhar 2-0 e ela estava orgulhosa de mim: afinal fazia sentido tudo aquilo. Depois acabámos por levar 5-3, num jogo memorável. Continuou com orgulho de mim e do Benfica. Uma mulher de facto «exquisite».
A E. era actriz. Detestava tanto o futebol que nem se importava de, amando-me, me ferir de todas as formas possíveis sempre que o Benfica empatava ou perdia. Nunca conheci mulher mais terna na vida terrestre - afinal, a vida sem bola - e mais cruel quando havia futebol pelo meio. A E. tinha, digo eu, ciúmes do Benfica. Em 2011, na meia-final da Liga Europa, saí da Pedreira à procura de uma arma que acabasse logo ali com o sofrimento. Queria alguma absolvição. Liguei-lhe e ela riu-se. Vingou-se do Benfica em mim, rindo-se e rindo-se e rindo-se e rindo-se. Quando acabou de rir, riu-se mais um bocado. A E. achava que o futebol era uma menoridade existencial - debate que tivemos, vezes sem conta, entre muito elemento que diverge da sobriedade e que, ainda assim, nunca resolvemos. Apeteceu-me gritar Benfica numa peça em que ela fazia de escrava e a luz favorecia o grito anónimo. Não o fiz. Anos depois, cheguei de Amesterdão com uma cara de três mil mortes. Não me disse nada; abraçou-me. À sua maneira, há-de ser do Benfica até ao fim.
Tu és a C.. Tens dentro de ti o que diferencia os seres: tens amor. Vamos trilhando sem medos o que ainda está para vir. Melhor maneira de dizer não tenho: quero ao Benfica o que quero para nós: eternidade.
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2014.02.03 06:23 uJeFFF Pros e Contras de um investidor sem guias.

well well well...
Eu sei que todos estão muito felizes pela estrutura da ultima lan, vocês estão bem empolgados, mas, sempre é necessário alguem para apontar o que há de bom e o que há de ruim, afinal, ninguem gosta de ser taxado como carrasco por falar os pontos ruins né.
Então caras, os próximos 6 meses de cod estão na mão do TECO. Mas não só na mão dele, sim na mão da comunidade que o influencia e as pessoas que ele confia.
Como eu estudo tudo e todos, vou dar uma análise sobre nosso investidor do momento. ou de vocês, podem me excluir se é isso que querem.
Teco, vou chamar-lo pelo apelido por que o nome dele é gringo e dificil. Solteiro? sim, filhos? não.(suponho) Profissão? investidor de esporte eletrônico, sim, poker é um esporte e muito foda por sinal.
Não estamos aqui para julgar a vida de ninguem, mas me parece que por ele gostar muito de seus jogadores do WSS e gostar de adolescentes e de cod, ele decidiu adotar o cod competitivo como filhos dele. Simpático, Otimista e tem muitos contatos.
Otimismo é muito bom mas o fator de adotar a comunidade é ruim, muito ruim.
(pra que isso? pra que analisar, bom cara, eu gosto de analisar pq eu sou observador e sou analista de e-sports, como estou desempregado da vida, apostando em investimentos, me dei esse cargo, ok? ok, let's go)
Vamos ao cod.
A comunidade de cod brasileira é embrionária, simples, todos os anos, a comunidade evolui e regride, todos os anos ela tem um novo site de torneios, todos os anos há novos torneios online e todos os anos há novos eventos em lan, então, todos os anos ela começa quase no zero e chega a um número X de evolução.
Este ano, a brain desapareceu, logo, bsog chegou, fazendo diretamente um evento em lan, deduzimos então, que novos investimentos virão, seja por bsog, brain ou ngb, mais os investimentos da bsog, obrigarão as outras empresas a investir mais e melhor.
Isso é bom?
vocês provavelmente estão maravilhados com a estrutura da ultima lan, incrivel, perfeita, eu tbm fiquei de cara, muito boa... apesar dos 50 mil de prejuizo que o teco deve ter levado por baixo, foi maravilhoso.
Bom pro cenário de cod BR? NÃO.
Por que não é bom?
*1 - Os times principais do cod, simplesmente não querem mais jogar torneios online, simplesmente só querem jogar torneios em LAN, pois acham que são profissionais, sem torneios online frequentemente e sem a presença de bons times, times inferiores não conseguem evoluir e não conseguem competir e se motivar para ir a torneios em lan, com isso o cenário tem uma estaguinada e ainda acho que uma decaída no nível de players top tier, enfraquecendo todos os times e o cenário junto.
*2 - Sem a frequencia de torneios online por poucos times interessados em competir e movimentar o cenário, as organizações de torneios cada vez mais serão raras, afinal, tem um custo ter um site, casters, moderadores e outros investimentos, além de tempo.
*3 - Sem a frequencia de torneios online, não temos fidelização de público para assistir os torneios em lan, cada nova lan, menos pessoas assistindo.
*4 - Sem fidelização de público, todos os presentes assistindo são jogadores que já foram eliminados no torneio, sério, reflitam sobre isso, é só fazer os calculos e olhar quem escreve no chat.
*5 - Sem público para assistir, só resta mesmo fazer um torneio de youtubers na BGS, agora que eu parei pra refletir, a activision fez certo, pelo menos 200 pessoas que não acompanham stream de cod e vão na BGS sabem que é hayashi, bolinhoso7, vandep, colono, mas nunca saberão que competitivo existe.
*6 - Fazendo Lans fodas, que estão fora do nosso tempo e que não dão retorno algum, o teco vai falir, desanimar contatos que ele tem, desanimar investidores sem retorno e secar a que talvez é a ultima fonte do cod competitivo BR.
*7 - E quando os estrelas do cod br teimarem que LAN é para os randons? e quando a lan perder o valor? afinal, os sonhadores tiram o valor de tudo que deveriamos dar valor para crescer o cenário... e ai? vão todos começar a gastar 20 mil pra ir jogar fora do país? não, o cenário vai acabar.
Bom, se você leu os 7 pontos negativos e alertas, agora vou dizer qual caminho deveria ser seguido com inteligência e controle.
Infelizmente, o cod BR, se você tem dinheiro e quer fazer grana com ele, você precisará ainda voltar do passo ZERO e perder algum dinheiro nele.
Isso para você fazer o cod crescer ou para segurar esse público e essa comunidade para o próximo shooter do momento nos consoles.
*01 - Criar uma liga fixa, que tenha torneios DE GRAÇA todos os finais de semanas com premiação em DINHEIRO.
*02 - Fidelizar este torneio, fazer planejamento de longo prazo para ter lucro nele, de 6 meses a 1 ano.
*03 - Investir em live stream de qualidade, conexão do streamer, overlay para guiar o espectador mais perdido, moderação no chat, seja bot ou humana, parceria com youtubers para divulgação.
Seguindo isto, você fidelizará e criará um ambiente de competição e um nível de profissionalização no cenário.
*04 - Eventos em Lan precisam ser considerados os eventos mais importantes do ano e para estes, precisam ser edições especiais, campanha de marketing em um evento gamer, encerramento ou inicio de franquia, inauguração de loja.
*05 - Link entre eventos em LAN e eventos online, como os pro points, para que os times superiores sejam obrigados a jogar todos os eventos online e fazer girar o cenário competitivo, afinal, eles tem publico para assistir, então, eles são as máquinas de caça niqueis que estamos apostando.
Seguindo estes 5 passos iniciaveis, muitos argumentos virão.
Os times grandes vão dizer "É ruim pra gente jogar com times pequenos, não evoluímos".
Há mecanismos de fazer times pequenos no sábado, 8 melhores pequenos jogam com os 8 melhores pros no domingo por exemplo e assim os pros jogam só domingo e quem procura destaque joga aos sábados e domingos.
Times grandes acabando, mudando de nome e afins, as equipes serão tratadas por bandeiras para garantir seed, isso criará ambição de jogadores de times pequenos de jogar em times grandes, afinal, eles tem visibilidade, seja qual dos grandes for.
E os times pequenos dirão "Não temos visibilidade"
Se você tiver 4 casters, pode haver uma stream sábado com as promessas do cod se qualificando para o domingo e outra stream diferente no domingo que é o grande produto da empresa.
Após isso, deve-se pensar que o cod competitivo é um produto para se vender. Na stream vende-se comerciais, nos torneios vende-se equipes que querem dinheiro com patrocinadores.
Não podemos tratar um produto como simplesmente diversão, se as empresas que investem hoje não tiverem retorno, não investirão mais e será dificil as convencer a voltar mais tarde. Por isso, seja TECO ou seja minha mãe, pense nisso, além de perder investidores neste produto, você pode perder contatos que duvidarão sobre seus próximos produtos que você tenha a oferecer.
É dahora ter geral te aclamando? é sim, mas cuidado, a comunidade não pensa muito no futuro, eles querem se divertir, muitos veem como uma brincadeira e e-sports não é brincadeira, é dinheiro, investimento, é o futuro.
Para encerrar, digo que não estou fazendo isso aqui para me promover, não quero ser caster, não me convidem para narrar, se quero trabalhar no cod ainda? se me chamarem para produzir um evento, uma liga ou ser analista, vou aceitar sim, mas não me proponham amor, tenho contas pra pagar caras, sou adulto, infelizmente não tenho mais tempo para investir de graça e não quero trabalhar em projetos que não sejam pelo menos por 6 meses no mínimo, pois nem eu e nem ninguem conseguirá mudar o cod e criar todo esse trabalho em menos de 6 meses, afinal, lembre-se, não há apoio da desenvolvedora enquanto o nosso cenário não fizer dinheiro.
Vamos ver quantos comentários teremos de "NÃO VOU LER ISSO" ou "NEM LI", use isso como termometro. (caso eu esqueça algo, volto pra dizer)
abs.
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2014.02.03 05:57 uJeFFF Pros e Contras de um investidor sem guias.

well well well...
Eu sei que todos estão muito felizes pela estrutura da ultima lan, vocês estão bem empolgados, mas, sempre é necessário alguem para apontar o que há de bom e o que há de ruim, afinal, ninguem gosta de ser taxado como carrasco por falar os pontos ruins né.
Então caras, os próximos 6 meses de cod estão na mão do TECO. Mas não só na mão dele, sim na mão da comunidade que o influencia e as pessoas que ele confia.
Como eu estudo tudo e todos, vou dar uma análise sobre nosso investidor do momento. ou de vocês, podem me excluir se é isso que querem.
Teco, vou chamar-lo pelo apelido por que o nome dele é gringo e dificil. Solteiro? sim, filhos? não.(suponho) Profissão? investidor de esporte eletrônico, sim, poker é um esporte e muito foda por sinal.
Não estamos aqui para julgar a vida de ninguem, mas me parece que por ele gostar muito de seus jogadores do WSS e gostar de adolescentes e de cod, ele decidiu adotar o cod competitivo como filhos dele. Simpático, Otimista e tem muitos contatos.
Otimismo é muito bom mas o fator de adotar a comunidade é ruim, muito ruim.
(pra que isso? pra que analisar, bom cara, eu gosto de analisar pq eu sou observador e sou analista de e-sports, como estou desempregado da vida, apostando em investimentos, me dei esse cargo, ok? ok, let's go)
Vamos ao cod.
A comunidade de cod brasileira é embrionária, simples, todos os anos, a comunidade evolui e regride, todos os anos ela tem um novo site de torneios, todos os anos há novos torneios online e todos os anos há novos eventos em lan, então, todos os anos ela começa quase no zero e chega a um número X de evolução.
Este ano, a brain desapareceu, logo, bsog chegou, fazendo diretamente um evento em lan, deduzimos então, que novos investimentos virão, seja por bsog, brain ou ngb, mais os investimentos da bsog, obrigarão as outras empresas a investir mais e melhor.
Isso é bom?
vocês provavelmente estão maravilhados com a estrutura da ultima lan, incrivel, perfeita, eu tbm fiquei de cara, muito boa... apesar dos 50 mil de prejuizo que o teco deve ter levado por baixo, foi maravilhoso.
Bom pro cenário de cod BR? NÃO.
Por que não é bom?
*1 - Os times principais do cod, simplesmente não querem mais jogar torneios online, simplesmente só querem jogar torneios em LAN, pois acham que são profissionais, sem torneios online frequentemente e sem a presença de bons times, times inferiores não conseguem evoluir e não conseguem competir e se motivar para ir a torneios em lan, com isso o cenário tem uma estaguinada e ainda acho que uma decaída no nível de players top tier, enfraquecendo todos os times e o cenário junto.
*2 - Sem a frequencia de torneios online por poucos times interessados em competir e movimentar o cenário, as organizações de torneios cada vez mais serão raras, afinal, tem um custo ter um site, casters, moderadores e outros investimentos, além de tempo.
*3 - Sem a frequencia de torneios online, não temos fidelização de público para assistir os torneios em lan, cada nova lan, menos pessoas assistindo.
*4 - Sem fidelização de público, todos os presentes assistindo são jogadores que já foram eliminados no torneio, sério, reflitam sobre isso, é só fazer os calculos e olhar quem escreve no chat.
*5 - Sem público para assistir, só resta mesmo fazer um torneio de youtubers na BGS, agora que eu parei pra refletir, a activision fez certo, pelo menos 200 pessoas que não acompanham stream de cod e vão na BGS sabem que é hayashi, bolinhoso7, vandep, colono, mas nunca saberão que competitivo existe.
*6 - Fazendo Lans fodas, que estão fora do nosso tempo e que não dão retorno algum, o teco vai falir, desanimar contatos que ele tem, desanimar investidores sem retorno e secar a que talvez é a ultima fonte do cod competitivo BR.
*7 - E quando os estrelas do cod br teimarem que LAN é para os randons? e quando a lan perder o valor? afinal, os sonhadores tiram o valor de tudo que deveriamos dar valor para crescer o cenário... e ai? vão todos começar a gastar 20 mil pra ir jogar fora do país? não, o cenário vai acabar.
Bom, se você leu os 7 pontos negativos e alertas, agora vou dizer qual caminho deveria ser seguido com inteligência e controle.
Infelizmente, o cod BR, se você tem dinheiro e quer fazer grana com ele, você precisará ainda voltar do passo ZERO e perder algum dinheiro nele.
Isso para você fazer o cod crescer ou para segurar esse público e essa comunidade para o próximo shooter do momento nos consoles.
*01 - Criar uma liga fixa, que tenha torneios DE GRAÇA todos os finais de semanas com premiação em DINHEIRO.
*02 - Fidelizar este torneio, fazer planejamento de longo prazo para ter lucro nele, de 6 meses a 1 ano.
*03 - Investir em live stream de qualidade, conexão do streamer, overlay para guiar o espectador mais perdido, moderação no chat, seja bot ou humana, parceria com youtubers para divulgação.
Seguindo isto, você fidelizará e criará um ambiente de competição e um nível de profissionalização no cenário.
*04 - Eventos em Lan precisam ser considerados os eventos mais importantes do ano e para estes, precisam ser edições especiais, campanha de marketing em um evento gamer, encerramento ou inicio de franquia, inauguração de loja.
*05 - Link entre eventos em LAN e eventos online, como os pro points, para que os times superiores sejam obrigados a jogar todos os eventos online e fazer girar o cenário competitivo, afinal, eles tem publico para assistir, então, eles são as máquinas de caça niqueis que estamos apostando.
Seguindo estes 5 passos iniciaveis, muitos argumentos virão.
Os times grandes vão dizer "É ruim pra gente jogar com times pequenos, não evoluímos".
Há mecanismos de fazer times pequenos no sábado, 8 melhores pequenos jogam com os 8 melhores pros no domingo por exemplo e assim os pros jogam só domingo e quem procura destaque joga aos sábados e domingos.
Times grandes acabando, mudando de nome e afins, as equipes serão tratadas por bandeiras para garantir seed, isso criará ambição de jogadores de times pequenos de jogar em times grandes, afinal, eles tem visibilidade, seja qual dos grandes for.
E os times pequenos dirão "Não temos visibilidade"
Se você tiver 4 casters, pode haver uma stream sábado com as promessas do cod se qualificando para o domingo e outra stream diferente no domingo que é o grande produto da empresa.
Após isso, deve-se pensar que o cod competitivo é um produto para se vender. Na stream vende-se comerciais, nos torneios vende-se equipes que querem dinheiro com patrocinadores.
Não podemos tratar um produto como simplesmente diversão, se as empresas que investem hoje não tiverem retorno, não investirão mais e será dificil as convencer a voltar mais tarde. Por isso, seja TECO ou seja minha mãe, pense nisso, além de perder investidores neste produto, você pode perder contatos que duvidarão sobre seus próximos produtos que você tenha a oferecer.
É dahora ter geral te aclamando? é sim, mas cuidado, a comunidade não pensa muito no futuro, eles querem se divertir, muitos veem como uma brincadeira e e-sports não é brincadeira, é dinheiro, investimento, é o futuro.
Para encerrar, digo que não estou fazendo isso aqui para me promover, não quero ser caster, não me convidem para narrar, se quero trabalhar no cod ainda? se me chamarem para produzir um evento, uma liga ou ser analista, vou aceitar sim, mas não me proponham amor, tenho contas pra pagar caras, sou adulto, infelizmente não tenho mais tempo para investir de graça e não quero trabalhar em projetos que não sejam pelo menos por 6 meses no mínimo, pois nem eu e nem ninguem conseguirá mudar o cod e criar todo esse trabalho em menos de 6 meses, afinal, lembre-se, não há apoio da desenvolvedora enquanto o nosso cenário não fizer dinheiro.
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